CEMITÉRIO DO BAIXO SALTO

O cemitério do Baixo salto em Nova Trento ainda preserva algumas lápides escritas em italiano. Fragmentos do passado que afirmam a existência de uma comunidades de imigrantes tirolezes(trentinos) que fizeram daquele lugar sua última morada, local onde repousam os restos de homens e mulheres que sonharam um outro destino para suas vidas, distante do continente europeu. Nos sepultamentos  feitos no período que vai de 1940 a 1948 (2ª Guerra Mundial) por imposição do governo, campanha de nacionalização, não se permitiu que as inscrições fossem em outra língua senão em português.

português.

Reunião no CETRI

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Reunião dos vacinadores da Secretaria da Agricultura no CETRI (Centro de Treinamento) no município de São José (SC), na década de 1960.
Estavam presentes Eudes Mazzola, de Nova Trento e José Cim, de São João Batista.

Colaboração: Alexandre Aldo Cipriani

Se você conhecer mais alguém que esteja presente na foto, pode escrever nos comentários, clicando no ícone em forma de balão no canto superior direito da foto. Agradecemos a colaboração!

Imigrantes no Salto

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Foto de um grupo de imigrantes que estabeleceu no bairro Salto, em Nova Trento. Os nomes estão identificados na foto. Data desconhecida.José Batistti archer foi prefeito nomeado em 1930 a1932

Acervo: Primo João Gilli
Reprodução: Edésio Gilli            Postagem: Jonas Cadorin

Lançamento do livro “O Dialeto Trentino no Brasil”

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Convidamos a todos os leitores de Nova Trento e região para prestigiarem o lançamento do livro “O Dialeto Trentino no Brasil”, que ocorrerá no próximo dia 12 de novembro (sábado), às 20h, no CDL de Nova Trento (Casa dei Nonni).

O livro é de autoria do Prof. Everton Altmayer, Doutor em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP), e do Prof. Pe. Mario Bonatti, do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL).

No livro, encontramos:

  • Análises históricas da imigração tirolesa no Brasil.
  • Estudos do dialeto trentino em Santa Teresa (ES), Piracicaba (SP), Rio dos Cedros e Nova Trento (SC).
  • Textos escritos no dialeto trentino de Piracicaba (SP), Rio dos Cedros (SC), Rodeio (SC), Nova Trento (SC) e em talian (RS).
  • Vocabulários do dialeto trentino de Rio dos Cedros e Rodeio (SC) e de Piracicaba (SP).
  • Documentos históricos sobre o Tirol e sobre a imigração.

Trata-se de uma obra “inédita” por juntar em um único livro a realidade linguística, histórica e cultural dos tiroleses italianos desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul.

IGREJA DE SÃO VIGILIO

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Igreja de São Vigilio, patrono de Trento, inaugurada com festa e missa solene em 1929 na praça Galileu Galileu(atual praça Getúlio Vargas). Observa-se que havia um portão de madeira na porta central para impedir a entrada de animais. Além do conjunto de janelas baixas há um conjunto de aberturas circulares que permitiam a captação de luz natural . A igreja foi demolida em 1947 e os tijolos foram utilizados na construção do atual salão paroquial. (  Os padres Jesuítas vieram a Nova Trento em 1878 e  edificaram em 1885 uma igreja dedicada ao Sagrado Coração de Jesus no local onde se encontra a atual. Em 1942 quando foi inaugurada a igreja atual, o Bispo Dom Joaquim Domingues de Oliveira decidiu que a igreja seria dedicada a São Vigílio(Virgílio)  e a estátua do Sagrado Coração de Jesus possou  a ocupar lugar num monumento  externo , defronte e igreja. A estátua foi destruída anos depois por um raio)

Foto: cartão postal Jonas Cadorin

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Foto reprodução: Cleber Battisti Archer

Solenidade de inauguração da igreja ou  evento comemorativo ao dia da independência(observa-se a presença das crianças uniformizadas e de um pelotão do exercito ou policia

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Foto reprodução: Cleber Battisti Archer

A esquerda residencia da família Piazza, a esquerda ao fundo a igreja de São Vigilio. No centro da forto a obra de construção da ponte sobre o ribeirão Alferes.

Foto reprodução: Cleber Battisti Archer2016-09-28 10.57.54.png

Foto reprodução: Cleber Battisti Archer

Praça Galielu Galilei/ Getúlio Vargas com a igreja de São Vigilio ao Fundo

FANFARRA ESCOLAR GRUPO ESCOLAR LACERDA COUTINHO – NOVA TRENTO -SC

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Na frente, esquerda para direita: Godofredo Tonini., Isaias Montibeller,__,__,__,Maurilio Mazzola.

Atrás, esquerda para direita: Virgílio Bertotti,__, ‘Badico’ Dalbosco, __,__,__, Eudes Mazzola .

Foto registrada no palco do patio coberto do Grupo Escolar Lacerda Coutinho(atual Colégio Estadual Francisco Mazzola). Ao fundo, no quadro negro, a letra do hino da independência. Durante todo o periodo dos governos militares(1964 a 1985) era prática diária ou semanal as homenagens cívicas. Todas as turmas ficavam perfiladas em pelotões, como se fazia nos quartéis. Tomava-se distância  em relação ao individuo da frente e da  das laterias.: simetria. Ordem e Progresso. Os hinos nacional, da bandeira, do estado e da Independência eram ensaiados a exaustão. todos aprendiam de cor.

Peço a colaboração para identificarmos os demais membros desta foto. MANDE SUA INFORMAÇÃO NO ‘BALÃO ‘ DE DIALOGO QUE ESTÁ NO LADO DIREITO  SUPERIOR DESTA POSTAGEM

Foto: arquivo Jonas Cadorin

HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA DARÓS

Recebemos do Leandro Luis Daros, a HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO DA FAMÍLIA DARÓS.

Era janeiro de 1878, inverno na Itália recém unificada. A Crise econômica e a fome (carestia) fizeram com que milhares de italianos imigrassem para Austrália, América do Norte e Sul. Umas dessas famílias foi a Darós, que deixou a “comune” de Serravalle (atual cidade de Vittorio Veneto, Treviso) a bordo do Vapor Portena em direção ao Rio de Janeiro. Na viagem de 21 dias a bordo do vapor cruzando o oceano Atlântico o capitão Robert escreve em seu diário de bordo: “o número embarcado nesse vapor é de 590, sendo 514 italianos e 76 austríacos. Duranta a viagem morreram 9”.
 
O patriarca e aquele que dá origem à família Darós em Nova Trento é Andrea Daros, à época (1878) com 32 anos. Veio acompanhado de sua esposa Pasqua, então com 26 anos, e dos filhos: Francesco (5 anos), Antonio (2 anos), Antonia (3 meses) e Gio-Batto (3 anos). O nome Gio-Batto trata-se de apelido de Giovanni Battista. No mesmo vapor Portena também estavam o sogro e sogra de Andrea Daros e outras famílias tradicionais de Nova Trento (Cadorin, Sartori, Ferrari, etc).
 
Não é claro na história o motivo da família Darós (do italiano Da Ros) oriunda do Veneto ter se fixado em Nova Trento, já que a maioria dos imigrantes do Veneto foram para o sul de Santa Catarina. Acredita-se que na chegada ao Rio de Janeiro tenham sido incluídos em um grupo de Trentinos que seguia para o sul.
 
Abaixo foto da capa do diário de bordo do vapor Portena e dos nomes da família Darós. 
Registro FamiliaVapor Portena

Saudações,


Leandro Luis Daros

 

Gostaríamos de agradecer a todas as colaborações. Estamos sempre a disposição no e-mail alferont@gmail.com

 

QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA

20160403_093458 lápide rara que se salvou da campanha de nacionalização da língua italiana. Durante o período da segunda guerra mundial os imigrantes e seus descendes foram obrigados a falar português. Os cemitérios também sofreram modificações das lápides. Não se sabe como o cemitério do Baixo Salto escapou da perseguição pois até hoje ainda se encontram algumas lápides  com inscrições em italiano. Acima uma preciosidade: uma homenagem a um dos primeiros professores de Nova Trento que foi afastado do cargo porque ensina alfabetizava em italiano, a única língua que conhecia ! Diz a inscrição: QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA – MORTO LI 7 GIUGNO DEL 1903 – ANNI 54 ( AQUI REPOUSA VEGILIO FANTINI, PROFESSOR(MESTRE) DE ESCOLA. MORRREU NO DIA 7 DE JUNHO DE 1903 COM 54 ANOS). Em breve publicaremos algumas lápides por considerarmos importante manter a memória dos nossos antepassados e ajudar pessoas a localizar possíveis parentes ou sobrenomes que já são raros ou não mais existem em Nova Trento.