NOVA TRENTO-CENTRO 2004

Foto do ‘centrinho’ de Nova Trento. A prefeitura funcionava no prédio que antecedeu a atual. foto retirada jornal comemorativo aos 112 anos de emacipação politica em 2004.

Foto e postagem: Jonas Cadorin (arquivo pessoal)

INTERIOR DA IGREJA MATRIZ DÉCADA DE 1970

A igreja matriz de Nova Trento foi construída em dois anos – 1940 a 1942 (ver outras postagens relacionadas a categoria Centro e Igreja neste site) passou por uma grande reforma na decada de 1970. Os trabalhaos foram coordenados pelo Sr. Didi Feller. A mão de obra foi cedida pelas famílias que destinavam um ou dois filhos para compor as equipes de trabalhos diários. Na foto é possivel observar o púlpito, local onde o padre fazia o sermão. Na falta de microfones o púlpito facilitava que as pessoas ouvissem a prédica e era um momento de aproximação do padre com os fiéis . A missa era celebrada em latim e costas para o povo em reverencia ao santissimo. Na frente, onde tem o altar mor, havia uma espécie de cerca que separava este local tido como mais sagrado dos outros espaços da igreja. Quando foi construida a igreja era iluminada precariamente e na nave central é possivel observar janelas no formato de rebatedores de luz solar para dentro do espaço. A pintura na aprte central , e as inscrições em latim do , no teto, foram retiradas. Os altares foram mantidos pois compunham o ornamento de cada uma das extremidades da cruz que compoe o traçado arquitetonico da igreja.(Infelizmente a igreja perdeu , recentemente, um dos altares, foi retirado. Hoje quando se entra na igreja se vê o altar mor no fundo, um alltar lateral esquerda e uma porta na lateral direita, quebrando a harmonia entre três belíssimos altres entalhados em madeira, obra únicas.
Postagem: Jonas Cadorin

NOSSA SENHORA DA GLÓRIA – Quadro Valsugana

Foto de Nossa senhora da Glória que se encontra na sacristia da capela de Santo Estanislau Kostka, na Valsugana. A devoção a Nossa senhora fazia parte das regras da Cruzada Eucarística. A imagem traz detalhes florais, tipicos de trajes festivos poloneses. A pé da túnica aparacem bordadas o monograma JHS – Iesus Hominum Salvator” (Jesus Salvador dos Homens). O monograma foi adotado por Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, como emblema dos jesuítas. O papa Francisco, membro dos jesuítas, tem este monograma em seu escudo episcopal. Mais informaçoes sobre a devoção a a Nossa senhora da Gloria em https://cruzterrasanta.com.br/significado-e-simbolismo-de-nossa-senhora-da-gloria/26/103/. Foto e postagem: Jonas Cadorin

SÃO CRISPIM E CRISPINIANO Padroeiros dos sapateiros

Quadro encontrado na sapataria do saudoso Sr. Gercino Cipriani no bairro Espraiado. A festa dos sapateiros é dia 25 de outubro.

Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e converteram-se ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro, eram muito populares, caridosos, e pregavam com ardor a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente, os dois foram para a Gália, atual França.

As tradições seculares contam que, durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente, foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos a Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.

Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.

Quando alcançaram o território francês, os dois irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons. Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e à noite, em vez de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para sustentar-se e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou a Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.

O Martirológio Romano registra que as relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI. Depois, parte delas foi transportada para Roma, onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.

A Igreja celebra os santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antigas da humanidade, era muito discriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Postagem e foto: Jonas Cadorin

VALSUGANA – 1ª COMUNHÃO -anos 1980

Quadro que se encontra na sacrestia da Igreja da Valsugana. Neocumungantes fazem posam para foto com a catequista ( ? ) e o celebrante, vigário  Padre jesuita Otmar Jacob Schwengber. Mesmo sendo uma comunidade de interior é possivel observar a preocupação dos pais em paramentar devidadmente seus filhos e filhas para o evento. Os meninos de gravata e calça social, as meninas com coroa e véu, como se pequenas noivas. Reprodução da foto e postagem: Jonas Cadorin

PADRE CLÁUDIO JEREMIAS CADORIN

Cláudio Cadorin, filho de Jordão e Inez Gullini Cadorin, foi ordenado padre diocesano pelo bispo Dom Joaquim Domingues de Oliveira, no dia 04/12/1955 na igreja matriz São Virgílio, Nova Trento, no ano em que a paróquia comemorava 50 anos de fundação. Foto : Cláudio Bersi de Souza, capa do livro: Anjo da Humildade.
Foi vigario em Saõ João Batista,Ilhota e Barreiros.e Penha. Faleceu aos 63 de idade, 39 anos de ordenação, em Jacobina, interior da Bahia, onde estav atuando como missionário, no dia 30 de novembro de 1994. Foi sepultado no cemitério central de Nova Trento. Foto e postagem, Jonas Cadorin

CONJUNTO OS BATUS KELAS

O Conjunto musical Os Batus Kelas foi criado no ano de 1974, época em que os ideiais “Paz e Amor” do movimento Hippie se espalhava pelo mundo a fora. O comjunto (hoje chamaríamos de banda) animava os ‘Encontros”, ‘Tardes dançantes”, bailes, carnavais… em toda a região até final da decada de 1970. as fotos são repduções de cartazes do conjunto que são guardadas pelo então empresario do grupo o sr. Célio Valle(Geada) que também guarda algumas das gravações feitas em fita K7. Postagem Jonas Cadorin

FAMÍLIA DE JORDÃO e INEZ GULLINI CADORIN

Da esquerda para a direita: Camila, João, Assis, Imã Célia, Padre Cláudio, Irmã Gertrudes, Valério(Lélo), Geraldo, Maria. Sentados, esquerda para direita: Lina, Inez, Jordão, Eunice. Residentes à rua João Bayer Sobrinho.

Foto:Cláudio bersi de Souza (livro: O Anjo da Humildade). Postagem Jonas Cadorin

CRUZADA EUCARÍSTICA INFANTIL – VALSUGANA

Foto dos membros da Cruzada Eucarística Infantil da localidade da Valsugana que se encontra afixada na sacristia dacapela dedicada a santo Estanislau Kostka. A foto é da década de 1960, não traz a identificação das crianças. O padre na ocasião é o Pe. José Rodhen e o menino aseu ado era o sr. Luiz Albano Tamanini.As crianças, meninos e meninas, se encontram devidamente uniformizados, com uma estola com os simbolos da cruzada. Um detalhe: algumas crianças estão descalças. Calçado era artigo de luxo e como os pés das crianças estão em crescimento, muitas delas só iriam ter sapatos quando chegassem a juventude ou ‘herdassem’ de um irmão/irmã mais velho. Sapato sé se usava em festas e ocosioes muito especiais. Andar descalço era a regra. A Cruzada Eucarística foi implantada em todas as capelas da paróquia de Nova Trento em meados da década de 1930.

“Por seu decreto Quam singulari, sobre a Comunhão das crianças (8 de julho de 1910) e Sacra Tridentina synodus (16 de julho de 1905) sobre a Comunhão Diária, São Pio X lançou as bases do que se tornou uma organização impressionante da Igreja por sua influência espiritual e sua extensão: a Cruzada Eucarística das Crianças. Quatro anos depois, em 1914, o mundo enlouquecido destruiu o que restava da civilização cristã em sangue, fogo e ódio. São Pio X viu seus pedidos urgentes de paz ignorados: o conciliador às tentativas de seu sucessor Bento XV foi tratado da mesma maneira. Após a guerra, centenas de milhares de crianças se juntaram às fileiras da Cruzada. A Cruzada encontrou na Organização de Apostolado da Oração o apoio necessário para sua propagação em todo o mundo. A Cruzada Eucarística das Crianças foi reconhecida canonicamente pelo Papa Pio XI em 6 de agosto de 1932. Na época, tinha três milhões de membros. Todo mês, um tesouro era composto pelo número total de sacrifícios feitos e cuidadosamente registrados pelas crianças. Era, então, enviado ao papa. Aqui está um exemplo: em setembro de 1934, a intenção era para padres e seminários; Foram oferecidas 695.585 missas, 509.585 comunhões, 3.785.529 visitas ao Santíssimo Sacramento, 4.939.544 sacrifícios etc.

Uma das características da Cruzada, além de ser composta por crianças, é a ênfase na devoção ao Santíssimo Sacramento. A criança, por suas Comunhões, oferece-se em sacrifício unida ao Supremo Sacrifício, a Missa. Não é de admirar que uma das conseqüências da Cruzada tenha sido o nascimento de multidões de vocações, como qualquer um que lesse os boletins da época viu claramente.

A Cruzada Eucarística continuou durante a Segunda Guerra Mundial com um renovado espírito de auto-sacrifício, lembrando as palavras de São Pio X: “Brandai a Cruz de Jesus e a mostrai-a à humanidade como única fonte de paz e salvação. ” Em 6 de janeiro de 1958, o Papa Pio XII deu uma aprovação solene e permanente. Era, embora ninguém soubesse naquele momento, o “canto dos cisnes” da Cruzada Eucarística: Os modernistas a queriam destruir. Ainda estava viva no início dos anos 50, mas duraria pouco. Muito em breve, novos sacerdotes com novos métodos foram designados para reformar o que eles chamavam com escárnio de “aquela religião dos papeizinhos” (fazendo alusão às folhas de papel em que os tesouros eram coletados). O nome do boletim foi alterado de “Hóstia” para “Compartilhamento”: um novo programa! O golpe final foi dado no pontificado de João XXIII. Em 1960, por ocasião da peregrinação da Cruzada a Roma, o nome da Cruzada foi alterado para Movimento Eucarístico Juvenil. ” fonte do texto: https://salvemaria.com.br/cruzada/ foto: arquivo : Jonas Cadorin

POLONESES EM NOVA TRENTO 1890 -1895

Nova trento é um municipio de imigrantes. Os Poloneses chegaram em Nova Trento entre 1890 a 1895 e foram instalados na localidade de Valsugana, um grupo de trezentas pessoas. Vinham de uma região da Polônia chamada Galizia , alguns de uma região de divisa com a Russia. O receseamento Geral do Município de Nova Trento realizado em 1919 apontava o número de 53 famílias polonesas (171 homens,161 mulheres). Atualmente a localidade está quase despovoada devido ao êxodo para áreas próximas ao centro ou outros municipios porovocado por falta de boas estradas, terrenos acidentados, falta de perpectivas de vida para os mais jovens… Sua contribuição para a construção da identidade do municipio é de valor inestimável e merece valorizção e estudos. Recomendo a leitura do livro da professora Terezinha Sobierajski Barreto, 1983, POLONESES EM SANA CATARINA.
Postagem Jonas Cadorin