CEMITÉRIO DO BAIXO SALTO

O cemitério do Baixo salto em Nova Trento ainda preserva algumas lápides escritas em italiano. Fragmentos do passado que afirmam a existência de uma comunidades de imigrantes tirolezes(trentinos) que fizeram daquele lugar sua última morada, local onde repousam os restos de homens e mulheres que sonharam um outro destino para suas vidas, distante do continente europeu. Nos sepultamentos  feitos no período que vai de 1940 a 1948 (2ª Guerra Mundial) por imposição do governo, campanha de nacionalização, não se permitiu que as inscrições fossem em outra língua senão em português.

português.

QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA

20160403_093458 lápide rara que se salvou da campanha de nacionalização da língua italiana. Durante o período da segunda guerra mundial os imigrantes e seus descendes foram obrigados a falar português. Os cemitérios também sofreram modificações das lápides. Não se sabe como o cemitério do Baixo Salto escapou da perseguição pois até hoje ainda se encontram algumas lápides  com inscrições em italiano. Acima uma preciosidade: uma homenagem a um dos primeiros professores de Nova Trento que foi afastado do cargo porque ensina alfabetizava em italiano, a única língua que conhecia ! Diz a inscrição: QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA – MORTO LI 7 GIUGNO DEL 1903 – ANNI 54 ( AQUI REPOUSA VEGILIO FANTINI, PROFESSOR(MESTRE) DE ESCOLA. MORRREU NO DIA 7 DE JUNHO DE 1903 COM 54 ANOS). Em breve publicaremos algumas lápides por considerarmos importante manter a memória dos nossos antepassados e ajudar pessoas a localizar possíveis parentes ou sobrenomes que já são raros ou não mais existem em Nova Trento.