ORATÓRIO DE SANTO ANTONIN – 1921 -PONTA FINA NORTE

20160703_11424920160703_11370320160703_11384020160703_11394120160703_11390520160703_114113

História da Comunidade de “Santo Antonin” – Bairro Ponta Fina Norte

A fonte da pesquisa foi exclusivamente o relato oral de algumas pessoas mais vividas da comunidade, entre elas: Dona Cecilia Speranzini, Dona Idalina Zandonai Speranzini, Senhor Ivo Piva, entre outras.

Pesquisa de Bento Marchiori – Novembro 2011 – Nova Trento – SC

“Não se sabe bem ao certo o ano que se instalou os fundadores desta comunidade. Calcula-se que por volta do ano de 1900, por aí é que alguns imigrantes se aventuraram a explorar esta área.

As primeiras famílias de que se tem informação foram as de sobrenome: Darós, Dadam, Maffezoli, Piva, Tomasoni e Zandonai, todos de origem Italiana, filhos de imigrantes, os quais sobreviviam da agricultura.

No ano de 1920 o senhor Domingos Zandonai, casado com a dona Lucieta Trainotti, já tinha conseguido formar uma bela família de sete filhos, e com a força das mãos e enxada todos trabalhavam para o sustento.

Certo dia, seu Domingos e sua filha Maria, de 14 anos, que o acompanhava, estavam capinando milho perto do Rio de Braço, ao entardecer ele pede a filha que o acompanhe, pois ele atravessaria o rio para colher aboboras. Maria já era mocinha, e não poderia entrar na água fria, pois estava muito cansada e o suor escorria pelo seu rosto, porém, obediente ela acompanhou o pai, atravessando junto o rio. Com sua ajuda conseguiram levar algumas belas aboboras para casa.

Naquela noite Maria não conseguiu dormir direito, teve uma sequencia de pesadelos e ao acordar a cabeça doía tanto que mal podia abrir os olhos. A Mãe Dona Lucieta, fez para ela todos os remédios de ervas que conhecia, mas a dor de cabeça não aliviava.

Médicos e hospitais na época não existiam na região, o mais próximo era em Blumenau. O transporte era somente a cavalo e carroça.

Seu Domingos com muita fé em Deus pediu para a esposa providenciar algum alimento e roupas para viagem. Tomou a filha pela mão e a pé caminharam até Brusque, onde na casa de um conhecido descansaram, para depois seguirem caminho até Blumenau. De Brusque até Blumenau conseguiram um carro de mola (ver o que é carro de mola).

Chegando ao hospital de Blumenau, as irmãs acolheram pai e filha e logo ficaram a par da situação, informando que não tinha médico no momento, mas que estaria para chegar um no dia seguinte. As irmãs acomodaram seu Domingos e a filha, dando a ela alguns medicamentos. No dia seguinte não se tem data certa, após ter chegado e descansado o suficiente, o médico, que também não se tem registro do nome, consultou Maria.

Percebendo a gravidade do caso, fez logo uma cirurgia na cabeça da menina Maria, retirando um coagulo de sangue.

Depois da cirurgia o doutor e as irmãs chamaram o seu Domingos e o colocaram a par da situação, informando que ela estava muito mal e que não entendiam como ela teria resistido até este momento.

Seu Domingos ficou muito abalado e sem saber o que fazer. O único jeito seria se recolher na capela do hospital e rezar. Para complicar ainda mais a situação, durante a noite o médico que havia feito a cirurgia e cuidava de Maria, faleceu de morte súbita.

Quando às irmãzinhas deram a noticia da morte do doutor, disseram também: Agora seu Domingos, só um milagre pode salvar sua filha, todos nós temos que rezar muito.

Foi neste momento que seu Domingos caiu de joelhos e como sempre fora muito devoto de Santo Antonio, fez a ele o pedido de cura para sua filha, prometendo que se atendido fosse, construiria uma capela de agradecimento em sua honra.

Maria muito lentamente foi se recuperando a cada dia. Após oito meses sob os cuidados das irmãs, ela voltou para casa curada. Somente a cicatriz a acompanhou por toda vida.

Seu Domingos não esqueceu a promessa que havia feito ao seu Santo Antonio, já havia encontrado o local para construir a capela. Morava no local o Senhor Antonio Maffezoli, que possuía um terreno na rua Florianópolis e ficou muito feliz em poder doar um pedaço de terra.

Com o local pronto para construção, seu Domingos fez contato com o Senhor Atílio Muraro, que já tinha certa pratica em construir igrejas. Com a ajuda de mais pessoas da comunidade, Domingos conseguiu cumprir sua promessa, ficando concluída a obra no final do ano de 1921.

Não existe nenhum documento ou ata que nos de exatamente as datas certas das ocorrências. Aos longos anos, somente estes fatos que foram passando de pais para filhos.

Por muitos anos ficou conhecida como Capela de Santo Antonin, talvez devido ao tamanho tanto da capela quanto da imagem de Santo Antonio que é pequena. Com o passar do tempo se estende para Oratório de Santo Antonin até os dias de hoje.

Este oratório passou por várias restaurações, porém seFmpre foram mantidas as características originais.

Maria Zandonai se transformou em uma bela mulher casou-se com Jacomo Galiani, teve quatro filhas, ficou viúva e viveu até o ano de 1985, na localidade vizinha de Mato Queimado.

A comunidade que havia começado com cinco famílias, foi aumentada. Algumas famílias se mudaram para municípios vizinhos, para região de Blumenau ou mesmo para outros estados.

Migraram para cá muitas famílias de outros municípios e estados, formando hoje em dia uma comunidade com várias etnias, pensamentos e costumes. A Agricultura que era única fonte de sobrevivência no inicio, deu lugar a novas tecnologias. O numero de famílias aproximado é de 350”.

Anúncios
por Al Fero Postado em Todas

CENTO E VINTE SEIS ANOS DE EMANCIPAÇÃO – 08.08.1892 DE NOVA TRENTO É COMEMORADO NA 26ª INCANTO TRENTINO

2018-08-08 09.06.17

Em 1992 o Circolo Trentino de Nova Trento, lançou a primeira edição da festa das tradições Trentino-italianas (também ficou conhecida como festa do vinho). A festa coincide com a semana do município e tem procurado ser uma festa  que valoriza e divulga a cultura dos antepassados que fundaram  o núcleo colonial do Alferes (Al Fero). Este ano, 2018, a festa faz um resgate de sua identidade e esta sendo organizada em Neotur ( Associação neotrentina de Turismo) com apoio da secretaria de Turismo.

Postagem Jonas Cadorin

FAMÍLIA DE CONSTÂNCIO MICHELI E VERÔNICA ZANDONAI

2018-08-01 09.07.46.png

Bodas de ouro – 50 anos- de casamento do sr. Constâncio Micheli e Verônica Zandonai (falecidos), na igreja matriz de Nova Trento. Da esquerda para a direita de pé: Carmelita, Marilita, Nelita, Celita, Renato, Euclides (Quidinho), Leocides. No centro Constâncio,Verônica  e Leorides (Lidi, falecido), residentes na rua João Bayer Sobrinho         Fonte: Marilita Micheli.     Postagem: Jonas Cadorin

ANDREA DAROS

2018-07-31 15.31.292018-07-31 15.37.12

Andrea Daros, 1928, do livro  A saga dos Daros, de Jorge Daros. “O patriarca e aquele que dá origem à família Darós em Nova Trento é Andrea Daros, à época (1878) com 32 anos. Veio acompanhado de sua esposa Pasqua, então com 26 anos, e dos filhos: Francesco (5 anos), Antonio (2 anos), Antonia (3 meses) e Gio-Batto (3 anos). O nome Gio-Batto trata-se de apelido de Giovanni Battista. No mesmo vapor Portena também estavam o sogro e sogra de Andrea Daros e outras famílias tradicionais de Nova Trento (Cadorin, Sartori, Ferrari, etc).

Postagem, Jonas Cadorin

Um sete de setembro

2018-07-27 13.12.51

Um desfile de Sete de setembro na década de 1960. Ao fundo o prédio da antiga prefeitura e o bar e padaria, o bar Central, do Sr. Bernardo Tell. Clicando sobre a foto para amplia-la,é possível identificar pessoas como Marcos Mazzola, ao lado do padre Vigor(?), Aires Rachadel, Valentim Borgonovo. Logo atrás a banda padre Sabattini com músicos conhecidos como: os irmãos João, Francisco e Jordão Cadorin, Virgílio e Luiz Tomasi…                                                                                                                                         Postagem: Jonas Cadorin, arquivo fotalgráfico do colégio Francisco Mazzola

 

2018-07-27 13.15.37

Pelotão das bicicletas. A bicicleta foi um dos veículos  que antecedeu a chegada dos automóveis na cidade. Das marcas importadas da Suécia , Alemanha , Estados Unidos como Göerick, Marathon, Prosdócimo, Lucifer , Columbia, Hermes,Calói, Monarch… nas versões masculina e feminina eram o sonho de consumo de jovens e adultos e encurtavam distãncias nas estradas de chão que eram percorridas a pé, carroça ou carro de boi.

2018-07-27 13.18.02

Presença da Irmanzinhas da Imaculada Conceição com a bandinha de crianças do jardim da Infância Pe. Rossi. ( seria a Irmã Rosarita , na foto?)

2018-07-27 13.20.45

Professora Nair Marchi e alunas das aulas de Ginástica

2018-07-27 09.09.402018-07-27 08.56.15

Comoção e homenagens marcam despedida a Janari Piva

 

janari 

Uma vida de dedicação

Uma cerimônia cercada de comoção marcou ontem, 1 de junho de 2018, o velório e sepultamento de Janari Piva que faleceu aos 69 anos, no dia 31 de maio passado, às 21h45, no Imperial Hospital de Caridade, em Florianópolis. Lutava há mais de um ano contra um câncer no pâncreas com metástase no fígado.

Deixou a esposa Albertina Ruberti Piva, os filhos Gustavo e George, a neta Beatriz, os familiares e milhares de admiradores que sempre vão lembrar de sua grandiosidade e do grande exemplo de amor que deixou.

Foi professor, diretor da Escola de Educação Básica Francisco Mazzola, vereador e suplente em duas legislaturas, 1997- 2000 e 1989 – 1992, além de atuar como correspondente do Jornal O Município de Brusque e representante comercial em dezenas de publicações ao longo de sua vida. Sempre estava disposto a colaborar com todos os profissionais de imprensa da região.

Sua vida foi marcada também pelo voluntariado com passagens por diversas entidades, especialmente na Associação São Virgílio Pró-Anciãos (Casa Dei Nonni), na Paróquia São Virgílio, nos Clubes Primavera e Humaitá, no Santuário Nossa Senhora do Bom Socorro, no Movimento de Irmãos, entre dezenas de outras associações.

 A marca de sua vida foi o voluntariado. Colaborava de forma espontânea com a cobertura fotográfica de eventos que ocorriam no município, além de fazer registros cotidianos da cidade. Além disso, sempre estava disposto a ajudar e a informar as pessoas que encontrava.

Janari Piva deixou a Casa dei Nonni ,onde foi velado, sob muitos aplausos. Seu corpo seguiu pelas ruas centrais de Nova Trento, escoltado pela Polícia Militar e com todos seguindo em cortejo. Uma homenagem digna ao ser humano extraordinário que foi.

Fonte: jornal O Trentino

TIME DE FUTEBOL COLÉGIO FRANCISCO MAZZOLA – 1960-70

2018-05-04 11.53.31

Com a bola na mão: Belarmino Demonti,  ? , ? , ? , Ademir Franzoi                          Agachados esquerda para direita: ? , ? , … Bottamedi, Moisés Mazzola. ( Ao fundo o muro baixinho do colégio Francisco Mazzola. Local da foto: campo de futebol do colégio.Alguns do jogadores usam os saudosos KICHUTE! )  ( SE VOCÊ SABE IDENTIFICAR OS QUE FALTAM ESCREVA NO ‘BALÃO’ NO CANTO SUPERIOR DIREITO DA FOTO.  )                            Fonte: arquivo fotalgráfico colégio Francisco Mazzola. Postagem: Jonas Cadorin