DÉCADA DE 1970 – MÚSICOS EM FESTA

Da esquerda para a direita: Clarinetes, Artur Sgrott e Ludovico Cadorin, ao fundo, Ademir Maçaneiro, Pedsro Smaniotto(Galotti, Trombone), Querubim Cadorin (trompa)
Érico Feller, Joaquim Dalsenter(Quincão), Dionisio Cadore, Artur Sgrott e Ludovico Cadorin(clarinetes), entre eles José Tridapalli(Zequinha), Pedro Smaniotto (Galotti) Trombone.

Fonte: Ludovico Cadorin. Postagem Jonas Cadorin

1975 – BANDA PADRE SABBATINI

Da esquerda para direita: Virgílio Tomasi(maestro), 1º sax ?…,2ºsax, Jeremias Cipriani, 3º sax,?…, Érico Feller (trompa) , Joaquim (Quincão) tuba, Isaías Cadorin (surdo), Lino Cadorin(pratos). No centro: Ricardim Piazza(bumbo), Jânio Cadorin(trompa), ?…(trompa), Aprigio Botamelli (clarinete)

Foto: Arquivo Banda Padre Sabbatini. Postagem Jonas Cadorin

CORPUS DOMINI -CORPUS CHRISTI – 1979

A festa do Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264. O significado católico da festa refere-se a procissão como lembrança da caminhada do povo de Deus, peregrino, guiado por Moisés, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia a comunidade católica é alimentada com o próprio corpo de Cristo.

O trajeto da procissão é enfeitado com tapetes com motivos(desenhos) diversos preenchidos com serragem colorida, cal, pó de café, tampinhas de garrafa recobertas com papéis prateados/dourados, flores típicas do mês de junho, retalhos de tecido coloridos. Toda a comunidade se mobilizava para a festa guardando materiais durante o ano, doando flores e na madrugada do dia do Corpus Domini, geralmente muito fria, todos saiam à rua para enfeitar a frente de suas casas. Uma grande festa dentro de outra grande festa! Os estudantes e professores do colégio também participavam ativamente da ornamentação do trajeto.

Terminada a missa o cortejo saia da igreja com seis homens vestindo paletó , carregando o baldaquim, (cobertura de panos finamente bordados). O padre ia debaixo com vestes festivas(capa magna) expondo o ostensório dourado com uma hóstia consagrada ao centro. Crianças vestidas de anjos abriam o caminho que seria pisado por Deus feito homem na forma de pão, o Pannnis Angelicus. A banda padre Sabattini e o coral companhavam o cortejo tocando músicas próprias para a ocasião como o Tantum Ergum Sacramentum (Tão sublime sacramento). A procissão fazia três paradas em pontos específicos com altares caprichosamente enfeitados- e o padre proferia uma benção com o ostensório em meio a fumaça perfumada exalada do turíbulo que era levado pelos coroinhas(theregoti). Fogos de artífio eram explodiam no ar a cada para. A procissão finalizava em frente a igreja com uma benção final e mùsicas da banda. (Importante lembrar que foi na festa de corpus domini de 26 de junho de 1889, que cinco musicos da região de Blumenau,a convite do padre Angelo Sabattini, animaram a procissão. A apresentação foi a mola propulsora pra a fundação da banda em outubro do mesmo ano(132 anos ). O grupo I Pargoleti também foi fundado num dia de festa de Corpus Domini no ano de 2007 (14 anos).

As fotos abaixo foram cedidas do acervo do colégio Francisco Mazolla. Além das pessoas que cada um poderá identificar, algumas in memoriam) é pssivel também observar algumas aspectos das casas, prédios e estabelecimentos comerciais da época.

Postagem e cometário: Jonas Cadorin

MÚSICOS DA BANDA PADRE SABBATINI 1950-1960

Precioso registro fotográfico da Banda Musical Padre Ângelo Sabbatini, fundada no dia 08/10/1889, possivelmente realizado entre as décadas de 1950 e 1960.
Pelo local onde os músicos e alguns assistentes encontram-se embaixo de uma barraca, o registro fotográfico deve ter sido realizado durante breve descanso quando da apresentação da banda abrilhantando festividade de local desconhecido e sem data definida.
Sentados da esquerda para a direita : O Srs. Luiz Virgílio Tomasi(bombardino), Conradi, Arthur Sgrott ( clarinete), João Valle, Jordão Cadorin e Aprígio Bottameli (clarinete), desconhecido, Francisco Cadorin(trompa), Fernando Luiz Tomasi (trompete), e Fernando Cadorin(trompa).
Em pé da esquerda para a direita : Desconhecido, Assis Cadorin(trompa), Virgílio Tomasi(trombone), Ricardo Piazza(bumbo), desconhecido. Antônio Guedes com o Chocalho, encoberto está o baterista Mario Ceccato e João Cadorin (baixo tuba).

Fonte : Godofredo Tonini. Postagem: Jonas Cadorin

1963 – JARDIM DA INFÂNCIA PADRE ROSSI

Muito antes que se falasse em pré escola, em Nova Trento os padre jesuítas em parceria com as Irmanzinhas da Imaculada Conceição, ofertavam à comunidade neotrentina atividades às crianças no Jardim da Infância padre Rossi. Diz a Crônica dos Jesuítas. que foi fundado no dia 29 de fevereiro de 1954. Primeira diretora Ir. Clélia auxiliada pela ir. Adelina. Quem benzeu foi o Pe. Lidvino Santini SJ e houve a presença das autoridades e da Banda Sabatini. Funcionava no prédio do salão paroquial, defronte à igreja matriz. “Jardim de infância é um termo criado pelo alemão Friedrich Froebel (1782-1852), que foi um dos primeiros educadores a se preocupar com a educação de crianças. Na tentativa de criar um espaço singular para que um tipo especial de educação fosse realizado por algum tempo pensou em uma palavra que pudesse explicar esse espaço, denominado por ele Kindergarten, ou “Jardim de infância” em português. A ideia de criar um “jardim da infância” parte do princípio de que as crianças devem ser cultivadas e cuidadas assim como os jardineiros participam no processo de desenvolvimento das plantas.”

Foto e informações: padre Flávio Feller e Wikipédia. Postagem Jonas Cadorin

ENSAIO DO CORAL TRADIÇÃO – 1988

Coral Tradição do Circolo Trentino de Nova Trento, 1988, regido pelo maestro Elói Tell
O coral executava canções em dialeto, algumas da tradição neotrentina, outras do repertório do coro da SAT (Società degli Alpinisti Tridentini) o mais famoso dos coros de vozes masculina que cantavam os cantos de montanha)

fotos: Othmar Seehauser e Bruna La Lago Veneri , in L’Odissea Brasiliana.1988. Postagem: Jonas Cadorin

BANDA PADRE SABBATTINI 1889 -1999

Fundada em 1889 pelo padre Ângelo Sabbatini, a banda comemorou 110 anos no ano de 1999 na gestão do prefeito Saul José Rover. A foto acima, em frente ao atual sítio Vita Sul Monte, foi publicada no jornal Pastorais em Ação da paróquia de Nova Trento em junho daquele ano.

Postagem: Jonas Cadorin

SÃO CRISPIM E CRISPINIANO Padroeiros dos sapateiros

Quadro encontrado na sapataria do saudoso Sr. Gercino Cipriani no bairro Espraiado. A festa dos sapateiros é dia 25 de outubro.

Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana. Cresceram juntos e converteram-se ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro, eram muito populares, caridosos, e pregavam com ardor a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente, os dois foram para a Gália, atual França.

As tradições seculares contam que, durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam nas portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente, foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos a Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.

Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer, viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.

Quando alcançaram o território francês, os dois irmãos estabeleceram-se na cidade de Soissons. Lá, seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e à noite, em vez de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para sustentar-se e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou a Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.

O Martirológio Romano registra que as relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI. Depois, parte delas foi transportada para Roma, onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.

A Igreja celebra os santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antigas da humanidade, era muito discriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças ao surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br

Postagem e foto: Jonas Cadorin