lápide rara que se salvou da campanha de nacionalização da língua italiana. Durante o período da segunda guerra mundial os imigrantes e seus descendes foram obrigados a falar português. Os cemitérios também sofreram modificações das lápides. Não se sabe como o cemitério do Baixo Salto escapou da perseguição pois até hoje ainda se encontram algumas lápides com inscrições em italiano. Acima uma preciosidade: uma homenagem a um dos primeiros professores de Nova Trento que foi afastado do cargo porque ensina alfabetizava em italiano, a única língua que conhecia ! Diz a inscrição: QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA – MORTO LI 7 GIUGNO DEL 1903 – ANNI 54 ( AQUI REPOUSA VEGILIO FANTINI, PROFESSOR(MESTRE) DE ESCOLA. MORRREU NO DIA 7 DE JUNHO DE 1903 COM 54 ANOS). Em breve publicaremos algumas lápides por considerarmos importante manter a memória dos nossos antepassados e ajudar pessoas a localizar possíveis parentes ou sobrenomes que já são raros ou não mais existem em Nova Trento.
jul
27
2016
Esse registro é muito significativo para mim, pois Vegílio Fantini era meu pentavô( 5° avô). Já faz algum tempo que estamos procurando informações e os documentos pois pretendemos pedir o reconhecimento da cidadania italiana.
Recebemos hoje está matéria de um outro braço da família que descende de Vegílio, inclusive acredito que está foto possa ser deles, pois nós passaram ela tbm. Ficamos extremamente empolgados com a possibilidade de ir até o local e também com a possibilidade de finalmente encontrarmos a certidão de óbito através das datas que constam na lápide pois este é o único documento que nos falta.
Sou Jonas Cadorin, administrador da página Alfero, Descobri o túmulo dele em 2005. Estava enterrado devido a erosão. Cavei ao redor e o trouxe novamente á luz. É bem na entrada do cemitério, uma lápide de pedra. Ele é o único que tem escrito sua profissão: ‘maestro di scuola’, . Havia citado ele no meu livro Nova Trento Outra vez(1992) quando escrevi sobre a educação em Nova Trento. Encontrar sua lápide foi como tê-lo trazido à vida. O túmulo está abandonado, mereceria cuidados preservando sua originalidade. Ele foi respeitado pela comunidade por ter exercido o magistério.
Boa Tarde Edson,
Também sou descendente do Virginio (ele é meu tataravô).
Tbm estamos em busca da documentação para reconhecimento da cidadania italiana, porém ele de fato não tem certidão de óbito ainda.
Ano passado entramos com processo (registro tardio de óbito) para suprir a falta desse registro. Já ocorreu sentença, em breve a certidão vai estar disponível no Cartório aqui da cidade.
A lápide vem sendo cuidada pelo pessoal da família.
Ultimamente tenho me interessado muito pela sua história, você tem alguma informação relevante sobre ele, alguma foto talvez ? Tenho procurado o vapor que ele veio, mas até então não obtive sucesso na busca.
Boa tarde Angelica, tudo bem?Me chamo Marcell Josefh Bastos, sou de Itajaí/SC, prazer!Virginio Fantini era meu trisavôseu neto da Maria do Carmo Fantini (Carmem ou Cala)e bisneto do Carlos Fantini e Elza Merizio Fantini, do limoeiro, Itajaí/SC.ja conseguimos nossa cidadania alguns anos e temos toda lista de documentos, realmente a certidão de obito dele não foi encontrada, mas nao foi necessario, é possivel fazer sem, me chama no whatsapp que falamos melhor4799188 1927 um abraco
Boa tarde Edson, tudo bem?
Me chamo Marcell Josefh Bastos, sou de Itajaí/SC, prazer!
Virginio Fantini era meu trisavô
seu neto da Maria do Carmo Fantini (Carmem ou Cala)
e bisneto do Carlos Fantini e Elza Merizio Fantini, do limoeiro, Itajaí/SC.
ja conseguimos nossa cidadania alguns anos e temos toda lista de documentos, realmente a certidão de obito dele não foi encontrada, mas nao foi necessario, é possivel fazer sem, me chama no whatsapp que falamos melhor
4799188 1927
um abraco
Gostaria de agradecer pelo belo trabalho de preservação da memória da imigração italiana em Nova Trento. Encontrei esta publicação durante uma pesquisa sobre minha família e fiquei muito emocionado ao ver a lápide do meu trisavô Virginio Fantini.
Tudo começou com a busca pela certidão de óbito do meu antepassado, Virginio Fantini. Alguns anos atrás, fui com meu falecido avô Nelson, até Nova Trento para pesquisar nossa história.
Visitamos cartórios, registros, buscamos documentos e tínhamos a esperança de encontrar seu local de sepultamento, que a família desconhecia completamente onde ele estava enterrado, até onde sabíamos. (depois fiquei sabendo que outros já tinha ido)
Naquele dia percorremos mais de “doze cemitérios”, olhando lápide por lápide, sem sucesso. Já estávamos praticamente encerrando a busca quando voltamos à capela no centro da cidade. Resolvi fazer uma ultima pesquisa na internet antes de “desistir”, para minha surpresa, encontrei o seu registro e esse blog.
Foi como se o destino nos conduzisse até a resposta. Graças ao seu registro descobrimos que a sua lápide estava no Cemitério do Baixo Salto. “Jogamos” no GPS e seguimos imediatamente para lá, sem ter de fato um local exato do cemitério, fomos “direcionados” pelas igrejas, (antigamente os cemitérios ficavam proximos das igrejas) e na tentativa acabamos encontrando a igreja, e em seguida o cemitério, ao subir aquele pequeno “morro”.
Ao chegarmos, tivemos a sorte de encontrar o coveiro trabalhando naquela tarde. Depois de procurar um pouco sem encontrar a lápide, mencionei que estava procurando meu trisavô, italiano, que estaria enterrado lá, que se ele sabia ou conhecia algumas inscrições preservadas em italiano. Imediatamente ele sorriu e apontou para um canto do cemitério, entre alguns arbustos, um pouco escondido, próximo à rampa de acesso.
Ali estava a lápide de Virginio Fantini.
Foi um momento de muita emoção para mim e para o meu avô. Finalmente sabíamos onde repousava nosso antepassado e pudemos conhecer um pouco mais de sua história.
Embora ainda existam muitas lacunas, posteriormente descobrimos que ele foi uma figura importante para a educação de Nova Trento, sendo um dos primeiros professores da região. Fomos convidados, juntamente com diversos familiares que nem conhecíamos, para uma homenagem realizada pelo município na festa cidade, em reconhecimento à sua contribuição para o ensino, onde foram homenageados várias figuras importantes da história. Tambem ouvimos relatos de que, muito provavelmente, ele foi professor de Madre Paulina e que alfabetizava seus alunos em italiano, a língua que dominava.
Saber de tudo isso enche nossa família de orgulho. E pensar que toda essa descoberta só foi possível porque você dedicou seu tempo para fotografar aquela lápide, registrar sua história e compartilhá-la na internet.
Meu muito obrigado. Seu trabalho preserva a memória de Nova Trento e, ao mesmo tempo, permite que descendentes como eu reencontrem parte de suas próprias raízes. Tenho certeza de que sua iniciativa continuará ajudando muitas outras famílias, assim como ajudou a minha.
Marcel, fico muito agradecido pelo seu comentário. Sobre o tumulo, foi por um triz que não se perdeu. Posso afirmar sem modéstia que fui eu que o descobri, no ano de 2005, num domingo de manhã ao passear pelo cemitério com meus filhos pequenos. Cavamos ao redor de uma lápide que estava enterrada pela erosão. Meu filho me perguntou se eu ia desenterrar um morto! Quando apareceu o aqui ripoza Vigilio Fantini, maestro di scola… meu coração deu um pulo. Havia falado sobre ele no meu livro Nova Trento…. enfim que bom que el vos deixou o presente da cidadania. Meu watts 48991512355 Abraço Jonas