1995- CASA PAROQUIAL – SEMINÁRIO

Padre Ludovino Santini com um grupo de seminaristas menores diante da casa casa paroquial dos padre jesuítas em Nova Trento . Os seminaristas vestem uniforme escolar com as insígnias da Cruzada Eucarística ou Congregação Mariana (a falta de nitidez da foto não preminente precisar ). No frontispício da casa o monograma JHS – Iesus Hominum Salvator” (Jesus Salvador dos Homens). Este monograma é formado pelas três primeiras letras da palavra Jesus em Grego, Ihsus. O símbolo foi criado por São Bernadino de Sena, no século XV, e posteriormente foi adotado por Santo Inácio de Loyola, em meados do século XVI. A casa localizava-se na lateral esquerda da atual igreja matriz e iniciava onde está construída a casa do ex prefeito Santino Ludovino Voltolini. Próximo ao poste da iluminação pública está afixado um quadro com a imagem do, então papa, Pio XII ( pontificado de 1939-1958)

Foto: Padre Flavio Feller. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

CATHARINA MAZZOLA

Catharina Mazzola,* 25.11.1913 – +07.05.2003. Também conhecida como tia Ceci, foi a segunda esposa de Jordão Cadorin de 1968 a 1975 quando este veio a falecer. Foi dama de companhia do seu enteado padre Cláudio Cadorin.

Postagem: Jonas Cadorin

VENDA NO BOM RETIRO

A foto , da década de 70, reproduz o ambiente de uma casa de comércio – mais conhecidas como ‘Vendas’, na localidade de Bom Retiro. As vendas eram os locais de adquirir o generos de primeira necessidade e as ‘novidades’ da cidade que também iam sendo difundidas no interior do municipio. Na venda da foto é possível observar uma geladeira da marca Climax, remédios como Cafiaspirina, Sonrisal entreoutros que se encontram no armário ao fundo do balcão. Linguiças, ovos, quijos, alho, enlatados, vassouras de palha, as tulhas(caixas de madeira no canto esquerdo da foto serviam para guardar grãos que eram vendidos a granel. sobre o balcão, o caneco de zinco que servia de medida), bebidas ‘gasosas’ são exibidas pelo menino. Um menino está fazendo compras com sua sacola de pano no braço. Dois homens estão tomando um ‘sluck’, um trago. O senhor sentado calça tamancos de madeira. Além de local de comércio muitas destas vendas serviam de espaço de socialização com mesas de jogo de baralho e cancha de bocha e salão de dança. A foto foi cedida por Marina Catani na casa que havia pertencido ao senhor Raimundo Marchi com autorização do dono atual. Se alguém conseguir identificar as pessoas favor mandar mensagem para jonas cadorin@gmail.com ou comentar na publicação.

Foto cedida por Marina Cattani. Postagem: Jonas Cadorin

FUNERAIS DE ANA DALRI -1945

A foto retrata o funeral de Ana Dalri, nascida aos 19 de setembro de 1874 (no Tirol/trentino).Solteira Morava num cômodo contíguo á casa de seu irmão Francisco Dalri, no início do bairro Baixo Salto. Aos dezessete anos sofreu um acidente doméstico, uma lesão no rosto, numa das faces. A lesão evoluiu para um carcinoma (um dos tipos de câncer de pele) que lhe consumiu lentamente o rosto. Na época a medicina pouco sabia a respeito da doença e até mesmo analgésicos eram pouco potentes para doenças graves. Os relatos da irmã Rosa Dalri, sua sobrinha, em entrevista a Lorena Polli, informou que seu rosto ficava sempre coberto com tecidos leves para esconder e proteger os danos que produzidos pela doença a ponto de a mandíbula ficar exposta. Segundo ela , mesmo padecendo de dores lancinantes nunca se ouviu um único lamento. A câncer evoluiu com metástase. Ficou cega. No final da de uma vida de dores faleceu aos 71 anos de idade com fama de santidade. Seu funeral movimentou a cidade. Na foto seu caixão branco(em geral eram pretos), faz alusão ao martírio a que foi submetida. Na lápide de sua sepultura está esculpida a palma das mártires virgens cristãs está entalhada no mármore. Ao fundo o estandarte da congregação Mariana. O caixão está sendo carregado pelas Filhas de Maria com seu uniforme branco. Algumas delas levam flores , velas e rosário nas mãos. O padre Liduvino Santino tem nas mão o livro das exéquias. O cortejo fúnebre está saindo da igreja matriz que ainda exibe suas antigas portas de madeira entalhada. No canto inferior esquerdo da foto aparece uma caixa de repique e a baqueta o que nos leva a crer que o cortejo foi acompanhado pela banda padre Sabatini com suas marchas fúnebres.
O túmulo de Ana Dalri tornou-se local de visitação e vários são os ex-votos colocados ali fazendo menção a graças recebidas.A jornalista Lorena Poli escreveu um livro sobre os santos de cemitério de Nova Trento intitulado Gracia Ricevuta(ainda não publicado). Se você que nos segue tiver alguma graça ou depoimento que possa enriquecer a pesquisa sobre Ana Dalri, por gentileza pode comentar no post ou enviar email jonascadorin@gmail.com.

Foto Fúnebre: album de familia de Terezinha Natalina Dalri. Foto da lápide: Lorena Poli. Informações coletadas do livro Gracia Ricevuta. Síntese e postagem: Jonas Cadorin

ADULCI FELLER – ‘MUTCHO’

thumbnail_20200721_183056Adulci Feller, * 01.02.1937  + 21.05 2009. Solteiro, um devoto incondicional de Nossa Senhora do Bom Socorro, sempre acompanhava o saudoso padre Cláudio Piva  nas atividades que envolviam o santuário. Era muito comum encontrá-lo com um saco onde recolhia donativos para o santuário. No enterros e procissões  posicionava-se à frente carregando a cruz. Entusiástico admirador da banda padre Sabattini era o que inciava os aplausos após as apresentações seguido de um “VIVA Ô…” ao maestro. Marcou a comunidade por ser um cidadão de vida simples, sem estudos,sempre solícito, sem posses, sem segundas intenções , um homem adulto, de 72 anos, com alma de criança que viveu a fé cristã como orientação de vida.

Foto: Lápide do cemitério Central de Nova Trento. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

Construindo o presépio com o I Pargoleti – Capítulo 1

Na cidade de Nova Trento (SC), o grupo folclórico “I Pargoleti” é quem leva
adiante a tradição tirolesa dos Cantores da Estrela (it. stelàri, al.
Sternsinger).

Neste ano de 2020, devido à pandemia, infelizmente não será possível visitar
as casas da comunidade. O grupo I Pargoleti pede então licença para entrar em
nossas casas de forma um pouco diferente, através de nossas telas.

Aqui no Al Fero nós vamos acompanhar juntos todos os capítulos dos Stelàri neste ano de 2020.

Aproveitamos para convidar você a curtir o Gruppo I Pargoleti no Facebook através do link abaixo: https://www.facebook.com/ipargoleti

UMA TELHA, UMA INFORMAÇÃO!

Na recente troca do telhado da casa do falecido Salvador Cadorin, construída na década de 1950, na rua João Bayer Sobrinho encontramos várias telhas da CERÂMICA CATARINENSE NOVA TRENTO Sta. CATARINA. Não temos informação de onde se localizava a cerâmica e quem eram os proprietários. Postagem: Jonas Cadorin . postagem do Sr. Godofredo L. Tonini no facebook “

O exemplar da telha abaixo era fabricado na década de 1950, numa antiga e pequena olaria nominada de Ceramica Catarinense que funcionava na localidade neotrentina conhecida por Maronha, localizada na Ponta Fina Norte e próxima ao Bairro Sant Antonin, no nosso dialeto italiano e em português Santo Antônio, no município de Nova Trento – SC.Essa pequena olaria era de propriedade de meu saudoso pai Sr. Elísio José Tonini e de seu saudoso sócio Sr. Arnaldo Tomazoni.A antiga residência de meus saudosos pais também era coberta por essas telhas.”

INTERIOR DA IGREJA MATRIZ DÉCADA DE 1970

A igreja matriz de Nova Trento foi construída em dois anos – 1940 a 1942 (ver outras postagens relacionadas a categoria Centro e Igreja neste site) passou por uma grande reforma na decada de 1970. Os trabalhaos foram coordenados pelo Sr. Didi Feller. A mão de obra foi cedida pelas famílias que destinavam um ou dois filhos para compor as equipes de trabalhos diários. Na foto é possivel observar o púlpito, local onde o padre fazia o sermão. Na falta de microfones o púlpito facilitava que as pessoas ouvissem a prédica e era um momento de aproximação do padre com os fiéis . A missa era celebrada em latim e costas para o povo em reverencia ao santissimo. Na frente, onde tem o altar mor, havia uma espécie de cerca que separava este local tido como mais sagrado dos outros espaços da igreja. Quando foi construida a igreja era iluminada precariamente e na nave central é possivel observar janelas no formato de rebatedores de luz solar para dentro do espaço. A pintura na aprte central , e as inscrições em latim do , no teto, foram retiradas. Os altares foram mantidos pois compunham o ornamento de cada uma das extremidades da cruz que compoe o traçado arquitetonico da igreja.(Infelizmente a igreja perdeu , recentemente, um dos altares, foi retirado. Hoje quando se entra na igreja se vê o altar mor no fundo, um alltar lateral esquerda e uma porta na lateral direita, quebrando a harmonia entre três belíssimos altres entalhados em madeira, obra únicas.
Postagem: Jonas Cadorin

POLONESES EM NOVA TRENTO 1890 -1895

Nova trento é um municipio de imigrantes. Os Poloneses chegaram em Nova Trento entre 1890 a 1895 e foram instalados na localidade de Valsugana, um grupo de trezentas pessoas. Vinham de uma região da Polônia chamada Galizia , alguns de uma região de divisa com a Russia. O receseamento Geral do Município de Nova Trento realizado em 1919 apontava o número de 53 famílias polonesas (171 homens,161 mulheres). Atualmente a localidade está quase despovoada devido ao êxodo para áreas próximas ao centro ou outros municipios porovocado por falta de boas estradas, terrenos acidentados, falta de perpectivas de vida para os mais jovens… Sua contribuição para a construção da identidade do municipio é de valor inestimável e merece valorizção e estudos. Recomendo a leitura do livro da professora Terezinha Sobierajski Barreto, 1983, POLONESES EM SANA CATARINA.
Postagem Jonas Cadorin

1970 – INAUGURAÇÃO DE ESCOLA – BARRA DO MACACO -NOVA TRENTO

As fotos a seguir registram a solenidade de inauguração do novo prédio da escola da localidade de Barra do Macaco. A obra foi construída em convênio com o Ministério da Educação e ficou pronto em dezembro de 1969 final da gestão do prefeito Pedro Piva Júnior que foi sucedido por Santino Ludovino Voltolini. Postagem: Jonas Cadorin, Arquivo pessoal.

Da esquerda para a direita: PADRE HUMBERTO MELZ, PADRE VIGÁRIO CONSTÂNCIO MARCHI,PREFEITO PEDRO PIVA JÚNIOR E ESPOSA ISABEL MARIA PIVA, DEPUDATO FEDERAL ALBINO ZENI, EVARISTO SPLENGLER, PREFEITO DE GASPAR, O PREFEITO ELEITO SANTINO LUDOVINO VOLTOLINI E SUA NOIVA ERACILDA FRANZOI, VEREADOR AIRES MANOEL RACHADEL
DISCURSO DO DEPUTADO FEDERAL ALBINO LENZI EM FRENTE A ESCOLA. O AMBIENTE ESTAVA ENFEITADO COM BANDEIRINHAS E PÉS DE PALMITO, COSTUME USADO PARA ORNAMENTAR FESTAS.