CEMITÉRIO DO BAIXO SALTO

O cemitério do Baixo salto em Nova Trento ainda preserva algumas lápides escritas em italiano. Fragmentos do passado que afirmam a existência de uma comunidades de imigrantes tirolezes(trentinos) que fizeram daquele lugar sua última morada, local onde repousam os restos de homens e mulheres que sonharam um outro destino para suas vidas, distante do continente europeu. Nos sepultamentos  feitos no período que vai de 1940 a 1948 (2ª Guerra Mundial) por imposição do governo, campanha de nacionalização, não se permitiu que as inscrições fossem em outra língua senão em português.

português.

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QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA

20160403_093458 lápide rara que se salvou da campanha de nacionalização da língua italiana. Durante o período da segunda guerra mundial os imigrantes e seus descendes foram obrigados a falar português. Os cemitérios também sofreram modificações das lápides. Não se sabe como o cemitério do Baixo Salto escapou da perseguição pois até hoje ainda se encontram algumas lápides  com inscrições em italiano. Acima uma preciosidade: uma homenagem a um dos primeiros professores de Nova Trento que foi afastado do cargo porque ensina alfabetizava em italiano, a única língua que conhecia ! Diz a inscrição: QUI RIPOZA VEGILIO FANTINI – MAESTRO DI SCOLLA – MORTO LI 7 GIUGNO DEL 1903 – ANNI 54 ( AQUI REPOUSA VEGILIO FANTINI, PROFESSOR(MESTRE) DE ESCOLA. MORRREU NO DIA 7 DE JUNHO DE 1903 COM 54 ANOS). Em breve publicaremos algumas lápides por considerarmos importante manter a memória dos nossos antepassados e ajudar pessoas a localizar possíveis parentes ou sobrenomes que já são raros ou não mais existem em Nova Trento.

Família de João José Voltolini

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Família de  José João Voltolini (nascido em 1882), filho de Carlo Antonio Voltolini (emigrado do Tirol a Nova Trento em 1875). A foto foi tirada a aproximadamente 80 anos atrás, no ano de 1933, em Cotia/Aguti – Nova Trento, Santa Catarina, região que residia o casal.

Família de José João Voltolini

Fila de trás, esquerda para direita: “Carleto” Voltolini, José Voltolini (Bepin), Virgilio Voltolini, Francisca Voltolini, Noêmia Voltolini, Pedro Voltolini e Joaquim Sborz (marido de Ana Voltolini)

Fila da frente, esquerda para direita: uma filha de Carlos, Henriqueta Mistura (esposa de Carlos), Maria Carolina Fantini (Mãe), um filho de Carlos, João José Voltolini, Ana Voltolini com 2 filhos (Paulo e Erna Sborz).

Abaixo parte da genealogia de José João Voltolini:

José João Voltolini nascido em 01/19/1882 no Baixo Salto (filho de Carlos, agricultor). Casou com Maria Carolina Fantini, nascida em 07/01/1888. Mudaram-se para a localidade de Cotia e tiveram 11 filhos:

Carlos Voltolini, nascido em 11/09/1909. Casou-se com Henriqueta Mistura e tiveram 2 filhos.

Maria Inez Voltolini, nascida em 27/06/1911. Casou-se com Marcos Sborz (ou Nascimento).

Francisca Voltolini, nascida em 02/06/1913. Casou-se com João Sborz.  Teve cinco filhas: Valdemira Terezinha, Maria Luiza, Ida Benta, Vitorina, Audete Nair. Viveram no Aguti. Faleceu de febre dia 05/02/1946.

Dorvalina Voltolini, nascida em 09/04/1916.

Noêmia Voltolini, nascida em 23/08/1919. Casou-se com Paulo Mistura em 29/08/1942, em Nova Trento.

João Voltolini, nascido em 26/08/1921. Casou-se com Verônica Wishneski,

Virgílio Voltolini, nascido em 10/10/1923. Casou-se com Maria Koneski, com quem teve dois filhos, Paulo e Vitorio. Viveu em Joinville.

Valdemira Voltolini, nascida em 10/02/1926.

Pedro Francisco Voltolini, nascido em 02/11/1927 . Casou-se com Helena com quem teve dois filhos, Luiz e Elondina. Viveu em Joinville.

José Voltolini, casado com Maria Egidia Gorges. Moravam no Aguti.

Ana Voltolini. Casou-se com Joaquim Sborz.

Outros descendentes:

Vilmar Voltolini. Mudou-se para Joinville, onde foi dono de uma padaria.

Valmir João de Deus Voltolini, nascido em 08/03/47 e falecido em 24/07/50  de febre.

Colaboração: Gilson Mayer