Benfeitores do santuário de Nossa Senhora do Bom Socorro: JOÃO VISENTAINER e JOÃO VOLTOLINI

João Visentainer                                               João Voltolini

COLABORADORES – S.N.S.B.S. – NOVA TRENTO – SC – 1889 – 2018  Nesses quase 120 anos de existência do Santuário de Nossa Senhora do Bom Socorro, muitas pessoas se destacaram pela dedicação e trabalho para que o Santuário sobrevivesse até os dias atuais.Esses devotos ajudavam na manutenção do seu dia a dia, participando na organização de festas lá realizadas prestando serviços de pedreiros e serventes de pedreiros no inicio de sua fundação e construção, entre outros.Estamos destacando dois personagens entre muitos que tiveram papel preponderante no início dessa caminhada religiosa:

JOÃO VISENTAINER : Foi zeloso guarda do Santuário por muitos anos, tarefa difícil a ser cumprida devido as dificuldades de toda ordem em especial a dos deslocamentos diários de sua residência para cuidar do Santuário, em virtude da estrada à época ser quase uma picada e ter quase 5 km de extensão morro acima, residia na localidade do Mato Queimado Debaixo ;

JOÃO VOLTOLINI : Um devoto diferenciado e de extraordinária importância no início da fundação do Santuário em 02/12/1899.À época da fundação do Santuário estava com 51 anos de idade; Era auxiliar do fundador do Santuário o Padre francês Alfredo Russel;Foi o pedreiro que no dia 09 de julho de 1901 construiu o pequeno nicho na pedra para colocar a imagem de Nossa Senhora do Bom Socorro onde seria celebrada a 1ª Santa Missa no Santuário, em 02/071902;Comandou a organização dos preparativos para a celebração da 1ª Santa Missa, realizada no dia 02/071902, dirigiu o coral Coração de Maria que cantou durante essa missa; Providenciou a alimentação para os devotos que compareceram para essa festividade, que consistia em xícaras de café e pão. Residia no Morro da Onça, posteriormente foi residir na localidade de Centro do Moura, município de Canelinha.Em 1950 estava com 92 anos, ano de comemoração do Cinquentenário de fundação do Santuário – 02/12/1899 – 02/12/1950.

Texto e fotografias: Godofredo L. Tonini. Postagem: Jonas Cadorin

 

 

 

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AMABILE LUCIA VISINTAINER

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SANTA PAULINA – UMA SANTA PARA O NOSSO TEMPO

Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, no Tirol, atual província de Trento,  norte da Itália recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer. Em 1875, junto com outras famílias da região, aos nove anos de idade, junto com os pais, adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos. Em 1887 faleceu sua mãe e Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento. Aos 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Ângela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule. Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott, hoje um centro de encontros.

Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, superiora geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, a convite do padre Rossi, diretor espiritual da congregação, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, filhas de ex-escravos e pobres no Ipiranga, em São Paulo – SP. Recebeu apoio do pe. Luiz Maria Rossi e ajuda de benfeitores em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo. Em 1909, a Congregação cresce nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs.Em 1918, Santa Paulina é chamada a viver na sede Geral da Congregação, onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanha e abençoa as Irmãs que partem em missão para novas fundações. Alegra-se com as que são enviadas aos povos indígenas em Mato Grosso, em 1934. Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI, em 1933, à Congregação.Santa Paulina morre aos 76 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes de fé, esperança, caridade e demais virtudes.Para a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a comemoração dos 10 anos de Canonização (em 2012) faz recordar todo o processo de beatificação e canonização de Santa Paulina. O primeiro milagre foi registrado em Imbituba (SC), no qual foi reconhecida a cura instantânea, perfeita e duradoura de Eluíza Rosa de Souza, que possuía uma doença complexa: a morte intra-uterina do feto e sua retenção por alguns meses; extração com instrumentos e revisão do útero, seguida de grande hemorragia e choque irreversível. O caso foi discutido e, posteriormente, o Santo Padre ratificou em decreto aprovando as conclusões da Congregação para as Causas dos Santos.Já o segundo milagre comprovado ocorreu com a menina Iza Bruna Vieira de Souza, de Rio Branco (AC). Ela nasceu com má formação cerebral, diagnosticada como “meningoencefalocele occipital de grande porte”. No 5º dia de vida, foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória. A avó da menina, Zaira Darub de Oliveira rezou à Madre Paulina durante toda a gestação da filha e também durante o período no Hospital. A menina Iza Bruna foi batizada no próprio Hospital, dentro do balão de oxigênio, e logo se recuperou. A cura foi atestada pelo Santo Padre e, no dia 19 de maio de 2002, o Papa João Paulo II canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heróico: humildade, caridade, fé, simplicidade, vida de oração, entre outras.

 

 

DIA DE FESTA, TRAJE DE FESTA!

Dalbosco

Da esquerda para a direita: Na escada da antiga prefeitura de Nova Trento:  Alcides Sgrott, Onildo Dalbosco, (três amigos sem identificação. se você que nos  segue souber, por favor escreva no ‘balão’ de dialogo acima da foto, no canto direito superior). Detalhes da moda de então; sapatos do mesmo modelo e cor, meias brancas e listradas, paletó, gravata, chapéu, cigarro. Dia de festa, com certeza.

Acervo: Vlademir Dalbosco. Postagem: Jonas Cadorin

Os filhos mais novos de Salvador e Maria do Carmo Maçaneiro Cadorin

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Da esquerda para a direita: Rita, Jurema, Jonas, Saulo e Jânio Cadorin.(Como toda família da época ter muitos filhos era uma benção de Deus. Além dos mais jovens que aparecem na foto, o casal teve: Virgílio, Isaias, Ludovico e Lauda) Foto tirada no pasto que ficava nos fundos da propriedade, rua João Bayer Sobrinho ( década de 1970) onde a família criava cabras, uma vaca, porcos e galinhas. Os meninos da foto tem um cabritinho no colo.Cada cabra tinha um nome! Essa que aparece em primeiro plano se chamava Pina. O bode, San Vigili! Coisa de criança.

Foto: álbum da família Salvador Cadorin. postagem: Jonas Cadorin

FAMÍLIA CIPRIANI – do Tirol à Nova Trento – 1891

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Na fila da frente da esquerda para a direita : Maria, Feliciana, Jozé Cipriani, Gercindo, Otília e Julieta. Na fila de trás, da esquerda para a direita : Ângelo, Francisco, Alberto, João e Hercílio.

Registro fotográfico da tradicional familia de Jozé Cipriani e de Feliciana Vendrami, imigrantes italianos que a partir do ano de 1875 estabeleceram-se em terras que deram origem ao futuro território do município de Nova Trento, mais precisamente no Bairro Cascata, cuja terras e residência localizavam-se defronte a filial da Fabrica de Tecidos Renaux. Jozé Cipriani, com 24 anos de idade e Feliciana Vendrami, com 19 anos de idade casaram-se em Nova Trento no dia 11 de abril de 1891 na Capela do Sacratíssimo Coração de Jesus, casamento este celebrado pelo Padre Ângelo Sabbatini, que chegou nessa paróquia em 03 de janeiro de 1880.(Padre Ângelo Sabbatini, foi o fundador da Banda Musical que hoje tem o seu nome, em 05 de outubro de 1889, da qual o saudoso  Sr. Gercindo Cipriani um dos filhos desse casal, fez parte como clarinetista. )                                                                                                                                              Jozé Cipriani, natural de Torragnolo Diocese de Trento no Tirol, filho de Ângelo Cipriani e Judith Gerola, nasceu em 1867;                                                                                                Feliciana Vendrami, natural de Soffratta Província de Treviso na Itália, filha de Caetano Vendrame e Anna Sacconi, nasceu em 1872.                                                                            Fonte de consulta : Fotografia e Certidão de casamento.                                                Acervo : Eder Cipriani. Cometários: Godofredo Tonini. Postagem: Jonas Cadorin

 

LUIZ VIRGÍLIO TOMASI

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Da esquerda para a direita : O saudoso Isaías Tomasi, Dante Mendonça, Antonio Tomasi (Toninho) e Gisselda Tomasi. Sentado na bicicleta o saudoso Prefeito Municipal, Sr. Luiz Virgílio Tomasi. A fotografia foi tirada defronte a uma das residências de propriedade da família do saudoso Sr. Luiz Tridapalli, já demolida, no Bairro Besenello. Registro fotográfico de amigo e familiares do saudoso Prefeito Municipal de Nova Trento , Sr Luiz Virgílio Tomasi, que administrou o nosso município de 22/03/1950 a 31/0/1951.
Acervo fotográfico : Gisselda Tomasi. Comentário Godofredo L. Tonini. Postagem: Jonas Cadorin

Catalogada a biblioteca do neotrentino Walter Fernando Piazza * 6/11/1925 + 10/02/ 2016)

No ano de 2018 a Universidade para o Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina UDESC, juntamente com a -FAED- IDCH  catalogou o vasto acervo da biblioteca pessoal do historiador Walter F. Piazza. Fez parte da catalogação os diplomas, honrarias, medalhas troféus, documentos que retratam a vida de um neotrentino ilustre que engrandeceu a cultura catarinense. Morre o homem, fica sua obra! Imortal.                                                 Os catálogos se encontram disponíveis em formato PDF na internet  wvplivros_e_folhetos.pdf

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Na manhã de quarta-feira, 10 de fevereiro 2016, Nova Trento perdeu um dos mais ilustres neotrentinos, o historiador Walter Fernando Piazza, 91 anos. Natural de Nova Trento,foi vereador em 1950, se estabeleceu em Florianópolis, onde exerceu a função de professor e historiador e formou família. Ele era professor aposentado da UFSC, membro dos Institutos Históricos e Geográficos de Santa Catarina, Espírito Santo, Bahia e São Paulo. Além disso, era membro da Associação dos Professores Universitários de História de São Paulo e da Comissão Nacional de História do Instituto Histórico da Ilha Terceira, nos Açores. Piazza também era membro da Academia Catarinense de Letras. Filho de Romeu Boiteux Piazza e Aracy Batista Pereira Piazza. Era sobrinho e afilhado de José Boiteux. Contraiu matrimônio com Alba Maria da Luz Fontes, a qual faleceu prematuramente. Mais tarde, casou-se com Lourdes Maria da Silveira Piazza, com quem teve cinco filhos e seis netos.Entre 1947 e 1948, a convite do colega Hercílio Pedro da Luz Filho, mudou-se para Florianópolis.(fonte wikipedia)

Postagem: Jonas Cadorin

 

JOGO DE MORA – BAIRRO TRINTA RÉIS – 1950

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Da esquerda para a direita na frente, com a mão enfaixada os Sr. Vicente Ceccato, Aprígio Bottamedi, Alcides Dell’Antonio, desconhecido, o  Sr. usando chapéu desconhecido, e os saudosos Srs. Giácomo Migliorini (Giacomin) e Virgílio Eccel.Atrás, Sr.desconhecido, o outro Sr. possivelmente membro da família Battisti. Registro fotográfico de jogo de mora ocorrido durante os festejos do padroeiro do Bairro Trinta Réis – Nova Trento – SC., São João Batista (São Joanin), na década de 1950. Geralmente no final das festas ocorria esse jogo, os jogadores sempre bem animados e ainda sempre bem vestidos eram uma atração à parte.                                                                                        “O jogo da mora, ou apenas mora, é uma tradição com origem na região italiana do Vêneto e levada para o Brasil pelos imigrantes. A palavra significa “morra!”.
O jogo tradicionalmente é realizado em língua vêneta ou talian e se resume em acertar o número do conjunto de dedos da mão que os contendores sucessivamente apresentam sobre uma mesa, batendo os dedos sobre ela.
A dificuldade é a rapidez com que isso se desenvolve, o que gera sempre um grande entusiasmo em todos que se traduz em exclamações e impropérios em alta voz.
Os jogadores vão apresentando os dedos e gritando os números supostos até um deles acertar a soma. Se um jogador acerta o número deve acusá-lo dizendo mora, senão o ponto não é marcado e o adversário prossegue.
Se mais de um acerta, também não se marca ponto. Se os jogadores são experientes o jogo pode se tornar violento e causar ferimentos nos dedos, pela força e velocidade empregadas e pela sucessão de inúmeras batidas.
O jogo exige grande agilidade manual, reflexos apurados e grande atenção e vivacidade mental, entre o veloz movimento dos dedos e a incessante pronúncia dos números. A pontuação necessária para a vitória é convencionada previamente, variando de 12 a 21 pontos. Pode haver um ou dois juízes, e disputado individualmente ou em parcerias.” Fonte :www.wikipedia.com.br  Foto e comentários, Godofredo L. Tonini . Postagem : Jonas Cadorin

 

ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE VALOIS DALCASTAGNÉ – 1975

 

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Ordenação sacerdotal de Valois em 19 de abril de 1975 na igreja matriz de Nova Trento. Da esquerda para a direita: Laura, Inácio, Vicente, Terezinha, Valois, Ir. Melita, Luiz, Catarina, Hermínio.(O pai de Valois, José Dalcastagné, casado com Rosália Vicentini Dalcastagné, na ocasião, estava hospitalizado. Dona Rosália faleceu com 103 anos! Na data dessa postagem só a Srª Laura vive e reside no bairro de Claraíba.

Foto: Valois Dalcastagne. Postagem: Jonas Cadorin

 

 

IGREJA DE SÃO PAULO APÓSTOLO – DISTRITO DE AGUTI

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 Senhoras e jovens no interior da segunda Igreja de São Paulo Apóstolo do Distrito de Aguti, antes denominado de Cotia. Provavelmente participavam de alguma reunião ou cerimonia religiosa. Vestiam os trajes dos costumes  da época. Conforme prescrevam as orientações da igreja as mulheres deveriam usar véu ou lenço para cobrir a cabeça sempre que estivessem dentro da igreja. Observa-se que as mais jovens  já não faziam uso do lenço que foi abolido a partir do Concílio Vaticano II em 1962.  Tudo indica que a foto foi registrada no mês de junho pois se observa a ornamentação especial   em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus e Maria.  ” A devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus e ao Puríssimo Coração de Maria são muito próximas na piedade dos fiéis e isto se reflete na Liturgia da Igreja, que fixa a memória do Imaculado Coração de Maria no sábado logo depois da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que se dá na última sexta-feira do mês Junho. este anos temos uma exceção, pois a última sexta-feira cai no fim do mês e, por isso, é transferida para a sexta anterior, para que no sábado seja celebrada a memória do Imaculado Coração de Maria.”

A igreja da foto foi demolida pois o espaço interno não era suficiente para abrigar o grande número de famílias que residiam nesse Distrito.
A igreja foi construída em  terras doadas pela Família Pering, localizadas no outro lado do Rio Alto Braço. Os frequentadores dessa primeira Igreja atravessavam uma ponte pênsil sobre o Rio Alto Braço para assistirem as cerimonias religiosas.
Foto: Godofredo L. Tonini;      Postagem: Jonas Cadorin