1944 – REGRAS PARA AS BATIDAS DOS SINOS DA IGREJA DO BAIXO SALTO

No alto da torre da igreja do salto foram colocados três sinos(grande, médio, pequeno) para chamare os fiéis para as funções religiosas. As batidas seguiam um regramento que caracteriza cada chamada.

Regras sobre o toque dos sinos (nota do transcrevente, Pe Jose Da Poian)

Ás Ave Marias

De manhã ao amanhecer

Á noite ao entardecer

Ao meio dia  ás 12 horas

Aos Domingos e dias de Festa

Primeiro sinal o sino toca para chamar os fiéis à devoção: primeiro sinal às 2 horas (14h00)

Segundo sinal às 2 e meia

Terceiro sinal às 3 horas

NB. Doutrina das crianças às 2 horas e meia.

Visita do Padre

Sino: toca-se os dois sinos menores a chegada do Padre.

 Ás Ave Marias: tocam-se os três.

Para missa: tocam-se os sinos na hora combinada todas as vezes com o padre.

Enterro (sino dos mortos):

Finados adultos homens: com o sino menor três badaladas pausa …;depois duas com o segundo , alternando mais ou menos por espaço de 5 minutos.

Para mulheres: duas badaladas no menor e três do maior.

Para crianças: (5 anos para baixo) só badaladas no menor pausadas continuadas por 5.minutos”  

Fonte: Crônica dos principais acontecimentos que se dão na valada  do Baixo Salto nas visitas do sacerdote 1943 a 1963. Foto: Jonas Cadorin

PIA UNIÃO S. ANTONII PATAVINI – IGREJA DO BAIXO SALTO – NOVA TRENTO

Medalha da Pia União de Santo Antonio de Pádua. A Igreja do Baixo Salto é dedicada a Santo Antonio e tem uma dedicatória em latim escrita na sua torre. No alto da cruz: JHS : Jesus Homini Salvator (Jesus Salvador dos Homens). Na parte inferior da cruz um dos símbolos da Ordem Franciscana onde aparece um braço de um frade cruzado com o braço de Cristo com a mão perfurada. No centro : S. Antoni + ora pro nobis ( Santo Antonio ora por nós) . Braço esquerdo da cruz: PIA UNIO (Pia União); no braço direito: S. ANTONII PATAVINI

No braço superior da cruz: ECCE CRUCEN DOMINI(Eis a cruz de Deus); No braço Inferior: 100 DIES INDULG. LEO XIII 21 MAI 1892: cem dias de indulgencia decretadas pelo papa Leão XIII em 21.05,1892. No Centro: VINCIT LEO DE TRIBU JUDA: venceu o leão da Tribo de Judá. No braço esquerdo: FUGITE PARTES ADVERSAE: Fugi forças inimigas! RADIX DAVID ALLELUIA A raiz de David! Aleluia !

Dos vários milagres atribuídos a Santo António passados em Portugal, destaca-se o milagre ocorrido em Santarém onde Santo António intervém para defender uma mulher das tentações do demônio, entregando-lhe um pedaço de pergaminho onde estava escrita uma pequena oração de exorcismo:
Eis a cruz do Senhor! +Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, + A raiz de David! Aleluia !

Medalha que pertenceu a senhora Angélica Cadore Adami, foi encontrada na reforma da casa onde morava no bairro salto e que hoje é de propriedade de Jonas Cadorin

1948 – FAMÍLIA BATTISTI ARCHER

FOTOGRAFIA : Da esquerda para a direita : Ricardo Battisti Archer, Sra Hildegard Battisti Archer Perassa, Gema Tonini Ceccato, em seguida duas jovens de nomes desconhecidos, Maria do Carmo Battisti Archer Sgrott, na janela a Sra Maria Cazas Battisti Archer.

“Registro fotográfico realizado no ano de 1948, em frente a residência dos meus saudosos avós o Sr. Joaquim Battisti Archer e a Sra Maria Cazas Battisti Archer, que residiam no Bairro Baixo Salto, bem próximos da Capela de São Roque.HOTEL ANTIGO : A residência dos meus saudosos avós maternos era muito grande. Numa das partes da residência estava estabelecida uma casa comercial mais conhecida por venda, além de servir de pousada para as pessoas que residiam no interior do município de Nova Trento, uma espécie de hotel antigo.E o lado que aparece na fotografia era a residência dos meus avós, propriamente dita. Infelizmente, essa casa depois de vendida foi demolida. POLÍTICA PARTIDÁRIA : Guardo muitas recordações, pois nela passava minhas férias escolares. Foi nessa casa que tomei gosto pela política partidária, pois o meu saudoso avô o Sr. Joaquim Battisti Archer era um politico muito influente no município.”

Colaboração: Godofredo Luiz Tonini. Postagem: Jonas Cadorin

BAIXO SALTO – VOCAÇÕES RELIGIOSAS

foto do quadro das vocações do bairro Baixo Salto, capela de santo Antino de Pádua por ocasião do aniversário de 50 anos. A religiosidade praticada nas famílias, associada ao trabalho persistente dos padres jesuítas fez daquela comunidade um verdadeiro celeiro de vocações. Chama á atenção a família Adami com sete irmãos seguindo a vida religiosa: IRª. AMÁLIA ADAMI, Pe. LEOPOLDO ADAMI, Pe. LUIZ ADAMI, Irº. FIORENTINO ADAMI, Irº VIRGILIO ADAMI, Irª AMÉLIA ADAMI, ADÉLIA ADAMI;

Pe. EGIDIO BARAUNA; Irmãs; BENTA FLORIANI, CONSTANTINA TRIDAPALLI, CECILIA ROVER, MARIA MANTOVANI, INÊS BARAUNA, MARIA GIOZELE, …GALVAN, MARIA BARAUNA, MARILETE ROVER, CESIRA ANNA ARMELINI, JOANITA VOLTOLINI MODESTA DELLAGNELLO, ANGELICA ROSA ( Obs. alguns nomes estão apagado o que dificultou a identificação. Aceito correções que podem ser feitas no ‘balão’ no lado superior direito desta postagem)

FOTO E POSTAGEM: JONAS CADORIN

FUNERAIS DE ANA DALRI -1945

A foto retrata o funeral de Ana Dalri, nascida aos 19 de setembro de 1874 (no Tirol/trentino).Solteira Morava num cômodo contíguo á casa de seu irmão Francisco Dalri, no início do bairro Baixo Salto. Aos dezessete anos sofreu um acidente doméstico, uma lesão no rosto, numa das faces. A lesão evoluiu para um carcinoma (um dos tipos de câncer de pele) que lhe consumiu lentamente o rosto. Na época a medicina pouco sabia a respeito da doença e até mesmo analgésicos eram pouco potentes para doenças graves. Os relatos da irmã Rosa Dalri, sua sobrinha, em entrevista a Lorena Polli, informou que seu rosto ficava sempre coberto com tecidos leves para esconder e proteger os danos que produzidos pela doença a ponto de a mandíbula ficar exposta. Segundo ela , mesmo padecendo de dores lancinantes nunca se ouviu um único lamento. A câncer evoluiu com metástase. Ficou cega. No final da de uma vida de dores faleceu aos 71 anos de idade com fama de santidade. Seu funeral movimentou a cidade. Na foto seu caixão branco(em geral eram pretos), faz alusão ao martírio a que foi submetida. Na lápide de sua sepultura está esculpida a palma das mártires virgens cristãs está entalhada no mármore. Ao fundo o estandarte da congregação Mariana. O caixão está sendo carregado pelas Filhas de Maria com seu uniforme branco. Algumas delas levam flores , velas e rosário nas mãos. O padre Liduvino Santino tem nas mão o livro das exéquias. O cortejo fúnebre está saindo da igreja matriz que ainda exibe suas antigas portas de madeira entalhada. No canto inferior esquerdo da foto aparece uma caixa de repique e a baqueta o que nos leva a crer que o cortejo foi acompanhado pela banda padre Sabatini com suas marchas fúnebres.
O túmulo de Ana Dalri tornou-se local de visitação e vários são os ex-votos colocados ali fazendo menção a graças recebidas.A jornalista Lorena Poli escreveu um livro sobre os santos de cemitério de Nova Trento intitulado Gracia Ricevuta(ainda não publicado). Se você que nos segue tiver alguma graça ou depoimento que possa enriquecer a pesquisa sobre Ana Dalri, por gentileza pode comentar no post ou enviar email jonascadorin@gmail.com.

Foto Fúnebre: album de familia de Terezinha Natalina Dalri. Foto da lápide: Lorena Poli. Informações coletadas do livro Gracia Ricevuta. Síntese e postagem: Jonas Cadorin

1969 – UMA DRAGA CHEGA A NOVA TRENTO

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“Retificação do Rio do Braço, na localidade de Baixo Salto. a draga chegou no dia 10 de agosto de 1969 e iniciou o trabalho no dia 11. O serviço foi terminado em 20 de novembro. A draga saiu do município a 22 de 11 de 1969”. Informaçoes do relatório apresentado aos vereadores pelo prefeto Pedro Piva Junior.   Postagem e foto: arquivo pessoal Jonas Cadorin

CONVERSA NA VENDA

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Venda e bar, do Elias Minatti no bairro Salto. A venda( hoje mercado) foi e continua sendo um local de importância para as comunidades do interior do municipio. Além de ter um pouco de tudo que o agricultor precisa é também um ponto de convívio social.      ( se voce conhece as pessoas e quiser identificá-las, por favor faça seu comentário no ‘balão’ no lado superior da postagem. Infelizmente o autor da foto não fez a identificação dos dois senhores.)                                                                                                                                Foto: Seehauser e Veneri, l’Odissea Brasiliana, 1988. Postagem: Jonas Cadorin

HISTÓRIA DO CASAL SALVADOR CAETANO BISSOLI e ANGELINA GIACOMOSSI BISSOLI

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“SALVADOR CAETANO BISSOLI,  o “seu Vítôr”, como todas as pessoas o chamavam, nasceu em Alto Salto, Município de Nova Trento, Santa Catarina, no dia 27 de março de 1891, filho de Caetano Bissoli (Carlo Gaetano) e de Maria Turassi Bissoli, sendo seus avós paternos João Bissoli, (Giovanni) e Giuseppina Pesante Bissoli e seus avós maternos Jácomo Turassi (Jácome) e Carlotta Manara Turassi (Certidão nº 30.044, fls. 23, do Livro nº 32-A, do Registro de Nascimentos do Cartório do Registro Civil de Tijucas). São seus bisavós paternos dia 26 de abril de 1891, na Paróquia de Nova Trento, pelo padre Sabbatini SCJ, (Certidão de Batismo, nº 13, fls. 31, do Livro dos Batizados de 1880 a 1895, da Paróquia de Nova Trento, do Arquivo Histórico Eclesiástico de Florianópolis).
ANGELINA GIACOMOSSI nasceu em Nova Trento, no dia 05 de novembro de 1893, filha de Carlo Giacomossi e de Fortunata Puel Giacomossi, sendo seus avós paternos Domingos Gioacomossi e Catharina Ambrosi Fasanelli Giacomossi e seus avós maternos Daniel Puel (Daniele) e Anna Tomasi Puel e foi batizada no dia seguinte ao seu nascimento pelo padre Sabbatini SCJ. Seus padrinhos de Batísmo foram seus avós maternos Daniel Puel e Anna Tomasi Puel. Isso prova que seus avós maternos emigravam da Itália para o Brasil (Certidão de Batismo, nº 5, fls, 73v, do Livro de Batismos de 1890 a 1895, da Paróquia de Nova Trento, do Arquivo Histórico Eclesiástico de Florianópolis).

Salvador Caetano Bissoli e Angelina Giacomossi realizaram seu casamento religioso no dia 9 de outubro de 1915, na Igreja Matriz de Tijucas, sendo celebrante o Padre Ludovico Cóccolo e sendo testemunhas Sebastião Coelho Gomes e Luiz Giacomossi. Ele casou com o nome de “Vitôr Caetano Bissoli”, com 24 anos de idade e ela com 22. (Certidão nº 21, fls. 81, do Livro de Casamentos F, da Paróquia São Sebastião, de Tijucas). O casamento foi realizado no dia 10 de setembro de 1917, na cidade de Tijucas (Certidão de casamento 102, fls. 111, do Livro nº 5, do Registro de Casamentos do Cartório de Registro Civil de Tijucas). Desta dada em diante, Angelina passou a assinar-se Angelina Giacomossi Bissoli.

O casal foi residir na localidade de Nova Descoberta, Distrito de Canelinha, Município de Tijucas, numa casa de madeira, distante 200 metros da morada de Carlo Giacomossi, pai de Angelina, ao lado de uma lagoa que viviam jacarés, perto de uma figueira grande. Era a herança de Angelina, por morte de sua mãe Fortunata Puel Giacomossi. Ficava distante um quilômetro da Capela de Santo Antônio.”     BISSOLI,Salvador. In: América, um sonho, uma esperança, p.47-48

Postagem: Jonas Cadorin

SALVADOR CAETANO BISSOLI e ANGELINA GIACOMOSSI BISSOLI

2018-10-01 08.37.502018-10-01 08.40.32SALVADOR CAETANO BISSOLI  filho de CARLO GAETANO BISSOLI e de MARIA TURASSI BISSOLI. Neto de GIOVANNI BISSOLI e de GIUSEPPINA PESANTE BISSOLI, bisneto de MICHELE ÂNGELO BISSOLI e de MARGHERITA TOGNOLI BISSOLI.

“A pesquisa feita na Itália, conseguiu chegar até os bisavós paternos de Salvador Caetano Bissoli.O vigário da paróquia de Santo Stéfano, da Comuna de Ísola della Scala Abade Dom Giovanni Ballarini me mandou a certidão de batismo de GIOVANNI BISSOLI, filho de Michele Ângelo Bissoli e de Margherita Tognoli Bissoli, nascido em Comuna de Ísola della Scala, Província de Verona, no dia 18 de julho de 1834 e batizado no dia 19 do mesmo mês (Registro de Batismo vol. 1834, pág. 418, nº 87). Mandou-me, também, a certidão de Batismo de CARLOS GAETANO BISSOLI, filho de GIOVANNI BISSOLI  e de GIUSEPPINA PESANTE BISSOLI, nascido na Comuna de Ísola della Scala, Província de Verona, no dia 23 de janeiro de 1868 e batizado no dia 26 do mesmo mês (Registro de Batismo vol. 1969, pág. 61, nº 3). Enviou-me, ainda, a certidão de batismo de LUIGI BISSOLI, filho de Giovanni Bissoli e de Giuseppina Pesante Bissoli, nascido na Comuna de Ísola della Scalla, Província de Verona, no dia 27 de outubro de 1870 e batizado no mesmo dia (Registro de Batismo vol. 1870, pág. 75, nº 130).

Sabemos que Giovanni Bissoli e Giuseppina Pesante Bissoli tiveram três filhos: Jucundo Bissoli, Carlo Gaetano Bissoli e Luigi Bissoli, todos nascidos em Ísola della Scala.

A família partiu da Comuna de Ísola della Scala, Província de Verona, Região de Vêneto, Ítalia, por volta do ano de 1875 com as emigrações no Norte da Itália com destino à Colônia de Nova Trento, Estado de Santa Catarina, Brasil. Giovanni deveria ter tido 41 anos de idade; Jucundo, 9 anos; Carlos Gaetano, 7 anos, e Luigi teria 5 anos. Vieram encaminhados à Colônia itajaí-Prícipe Dom Pedro que tinha sede em Brusque.

Embora a Colônia de Nova Trento estivesse situada no vale do rio Tijucas, a entrada dos emigrantes era feita pelo porto de Itajaí até a Colônia de Brusque e de lá entravam na Colônia de Nova Trento (Bibl. 1. P. 306)

Podemos comprovar a presença em Nova Trento de Giovanni Bissoli e de seus dois filhos Jucundo e Carlo Gaetano.

O Livro “Vencer ou Morrer”, de Renzo Maria Grosseli, com base em documentos coloniais e de registro, menciona na página 533 o nome do Giovanni Bissoli entre “outros colonos de Nova Trento e como originária de Ísola della Scala, Verona”. Registra, ainda, que “casaram dois filhos na colônia, sendo de se supor que aí estivesse toda a família”. Os dois filhos que casaram foram Jucundo e Carlo Gaetano. A última informação dá a entender que a esposa Giuseppina e o filho Luigi também vieram para Nova Trento.

Chegando em Nova Trento, Giovanni Bissoli e sua família foram residir na linha de Alto Salto, não tendo sido possível localizar o lugar exato de sua residência.”BISSOLI, Salvador. in: América, um sonho, uma esperança

Postagem: Jonas Cadorin

HOMENAGEM CÍVICA- DÉCADA DE 1940

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A segunda Guerra Mundial duro de 1939 a 1945. durante este período Nova Trento participou intensamente de todo o processo. Enviou soldados, organizou o Tiro de Guerra, fez coletas de metais, foi vigiado pelas campanhas de nacionalização da língua. Homenagens cívicas manter vivo o ardor patriótico eram organizados com certa frequência. Nomes de praças e ruas foram trocados por nomes de heróis nacionais. A atual praça Getúlio Vargas de Nova Trento, se chamava praça Galileu Galilei. Os cemitérios tiveram suas lápides com os nomes traduzidos para o português. atualmente o cemitério do Baixo Salto é o único que ainda guarda( não se sabe até quando) tum ulos em italiano.

Postagem: Jonas Cadorin