Foto do trecho da rua João Bayer Sobrinho, da direita para a esquerda) que vai da casa do saudoso José Darós (Bepi) até a casa do também saudoso José Sartori (Também conhecido carinhosamente como Zéca da Bilica)
Trecho da rua Alferes, bairro Trinta Réis, que vai da casa do saudoso Cândido Cadorin até a casa do também saudoso Olegário Montibeller .
A religiosidade cultivada nas famílias neotrentinas marcou a cidade como um traço distintivo. Por longa data Nova Trento foi conhecida como ‘celeiro de vocações’, ‘terra dos padres’, ‘Seminário a céu aberto’. A família Adami do bairro Baixo Salto foi um caso onde a religiosidade permeou a vida cotidiana a ponto de seis dos nove filhos seguirem a vida religiosa. Foto, da esquerda para a direita: José (Bepe- frequentou seminário) e Vicente foram os únicos a não seguir a vida religiosa. Em pé: José, Adélia, Vicente, Luiz, Florentino, Virgílio, Leopoldo. Sentadas: Amália, nona Angélica Cadore (viúva de Luiz Adami), Adelina (viveu como religiosa junto as irmãs da Imaculada Conceição)
Foto: João Adami. Postagem e comentário Jonas Cadorin
Faleceu hoje, dia 29 de agosto de 2022 o padre Leopoldo Adami. Foi ordenado em 1958 na ordem dos padres Jesuítas. A família residia no Baixo Salto e dos onze filhos, nove seguiram a vida religiosa. Padre Leopoldo foi um sacerdote brilhante como professor e religioso chegando a exercer o cargo de Superior Provincial dos Jesuítas. Foi incentivador e participou ativamente da construção do Seminário Menor dos jesuítas em Nova Trento. Ele é o último da família a falecer encerrando uma história do tempo em que a religiosidade era o centro da vida cotidiana. Padre Leopoldo em frente a casa onde residia no Baixo Salto. Foto tirada em 2004 no dia do sepultamento do seu irmão José(Bepi) AdamiDa direita para a esquerda os irmãos: Pe. Leopoldo, Vicente , Pe. Luiz, Irmão Jesuíta VirgílioDa esquerda para a direita o seis irmãos: Irmã Amália, Ir. Virgílio, Vicente, Irmã Adélia, Pe. Leopoldo e Pe. Luiz
“Enquanto planto flores e lavo o bule, te asseguro que não morro!” Célia ou Zélia era filha de Domingas Demonti e José Maçaneiro que faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino – Alvina, Ana(Zola), Maria do Carmo(Carmem),Célia(Zélia), Palmira, Lourdes e Cláudio. Residiam num lote na entrada do bairro Bezenello. No leito de morte o marido falou a esposa que não doasse as filhas, filho, costume de uma época em que a vida era muito difícil. Disse que viria num sonho para trazer-lhe um número para tirar a sorte grande. Não veio! Dona Domingas fez o que pode, empregou as meninas em casas de família da cidade. Cláudio aprendeu o ofício de carpinteiro. Quando cresceram três delas foram foram trabalhar fora da cidade(Curitiba e São Paulo) onde casaram. Zélia casou com João Severino em Curitiba teve dois filhos: Cosme e Carlos. A mensagem que segue na foto a seguir foi escrita por seu filho Carlos, por ocasião de sua morte. Dona Zélia era uma pessoa carismática e ao longo de sua vida fez muitíssimos amigos e amigas no bairro onde residia exercendo a atividade de costureira.
Foto: Carlos Severino. Postagem e comentário: Jonas Cadorin
Homenagem do Banco SICOOB ao empreendedor Pietro Demonti por ocasião da 28 festa Incanto Trentino, realizada de 04 a 07 de agosto de 2022
Pietro Demonti(e)e sua esposa Rosa, naturais de Ronchi, no antigo Tirol, hoje Trentino, emigraram para Nova Trento em 1875. Era maquinista e mecânico de trem. O tirolez vira uma uma figura heroica com lendas e fatos permeando sua vida. Constrói em Nova Trento, no bairro Besenello, ajudado pela esposa Rosa e Giuseppe Bastiani um barco a vapor em uma época inoportuna, espera uma enchente para leva-lo até Tijucas onde pretendia iniciar o comércio de cabotagem em 1884, enfrentando os barões da época. Debilitado e sem recursos financeiros, morre meses depois, em dezembro de 1884 aos 44 anos. Seu exemplo de engenhosidade e empreendedorismo simboliza a vontade dos imigrantes de vencer na nova pátria.
BRAVO PIERO DEMONTE
Letra e música: Prof. Jonas Cadorin. Arranjos: Prof. Alan Facchini,julho2022
DA RONCHI NEL TIROL – DE RONCHI NO TIROL -A SCAMPAR DELA MISÉRIA – FUGINDO DA MISÉRIA – CON 35 ANI VENHU A NOVA TRENTO – COM 35 ANOS VEIO A NOVA TRENTO-PIERO DEMONTI E LA SU DONA ROSA – PIERO DEMONTI E SUA ESPOSA ROSA – NEL CUOR PIENO DI SOGNI – NO CORAÇÃO CHEIO DE SONHOS – E IN TESTA MILE IDÉE – E NA CABEÇA MIL IDEIAS E LA NAVE VA – E O BARCO VAI – A SLITAR NEL FIUME BRAÇO – DESLIZANDO NO RIO DO BRAÇO – PORTAVA RENTRO A SE – LEVAVA DENTRO DE SI – LA INGINIOSITÁ – A ENGENHOSIDADE – DEI NOSTRI BRAVI NONNI – DOS NOSSOS BRAVOS AVÓS – EL BRAVO FERÉR – O BRAVO FERREIRO – AIUTÁ PER LA SUA DONA – AJUDADO PELA ESPOSA – LA FAT UN VAPORET – CONSTRUIU UM PEQUENO BARCO A VAPOR – DE 13 METRI – DE 13 METRO – E TUTI CHE I VEDEA – E TODOS QUE O VIAM – I DIZEA SOTO VOCE – DIZIAM SUSSURANDO – LÉ PU CHE UN INZENIER – É MAIS QUE UM ENGENHEIRO –LÉ UM TIROLEZ TEMÔS – É UM TIROLEZ TEIMOSO – E LA NAVE VA …. E N’UNA BELA PIENA – E NUMA GRANDE ENCHENTE – LE NÁ SIN A TIJHUCA – FOI ATÉ TIJUCAS – DE LII A CITA HÁ FAT SQUANTI VIAZI – DAI ATÉ TIJUCAS FEZ ALGUMAS VIAGENS – MA STRAC E SENSA SOLDI – MAS CANSADO E SEM DINHEIRO –LÉ MORT LONTAN DE CASA – MORREU LONGE DE CASA RICORDEREMO SEMPRE – RECORDAREMOS SEMPRE – SUO EXEMPIO I E SUA STORIA – SEU EXEMPLO E SUA HISTÓRIA.
RETRATO DA FAMÍLIA BATTISTI : Registro fotográfico realizado na localidade Saudade Grande, Nova Trento, dos familiares dos saudosos, Sr. Celeste Battisti e Sra Lucia Piffer Battisti, no final da década de 1950. CASA : Era uma casa de madeira, muito bonita e aconchegante, a conheci em minhas constantes visitas ao interior do município. RADIO APARECIDA : Na primeira vez que estive visitando seus moradores, ao entrar na sala de visitas da casa, vi um radio da famosa marca SEMP, encima de uma prateleira pequena, enfeitada por uma bela toalha e sintonizado na Radio Aparecida em ondas curtas, quando o saudoso Padre Vitor Coelho de Almeida, nesse momento, estava dando a tradicional e diária benção de Nossa Senhora Aparecida, sempre as 15:00 hs., para mim, uma lembrança inesquecível, fatos da vida real”
Colaboração: Gododofredo L. Tonini. Postagem: Jonas Cadorin
O casal Emílio e Erminia moradores do bairro Ponta Fina Norte também conhecido como “Maronhas”. Ele era filho de Pietro Piva, de Besenello, na atual província de Trento.
Erminia era descendente de Andrea Masera natural de Calliano, ocupante de um lote colonial no Ribeirão Espraiado.
Colaboração: Eliomar(Lili) Piva. Postagem e comentário: Jonas Cadorin
VITORIO VENERI * 18.05.1924 +17.052019 JOANA DALLA BRIDA *29.06.1924 +15.10 2021, 97 anos. Residentes no bairro Trinta Réis, agricultor, fabricante artesanal de cachaça, perdeu uma perna num acidente com trator nas lidas do campo. Mesmo assim, recuperado do trauma, continuou nos seus afazeres. Bem humorado, me disse, certa vez, que já tinha uma perna no cemitério! Faleceu aos 95 anos , um dia antes de fazer aniversário.
Foto: Cemitério central de Nova Trento. Postagem Jonas Cadorin