Filha de Antônio Maçaneiro e Domingas Demonti(Domingas era neta de Pietro Demonti, o tirolês que construiu o barco a vapor). Residiam na entrada do bairro Mato Queimado. O pai faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino. No leito de morte falou para esposa não dar para adoção nenhuma das crianças pois viria num sonho dar os números para tirar a sorte grande na loteria. Os números não vieram e a viúva, bravamente , com auxílio de vizinhos e amigos, criou a família. Desde cedo as meninas começaram a trabalhar. Com um pouco mais de idade foram trabalhar fora da cidade como domésticas. Alvina foi para São Paulo e lá viveu sua vida. Zola e Zélia foram morar em Curitiba. Maria do Carmo, Lourdes e Palmira ficaram em Nova Trento. Cláudio o único filho homem também viveu em Nova Trento. Todas constituíram família, Cláudio também.
Carolina Feller e Estanislao Dalri. Carolina era parteira em Nova Trento, nas localidades de Vígolo e Frederico. Aprendeu a auxiliar as parturientes com a sogra Domenica Orsi, nascida em Besenello e emigrada para Nova Trento em 1875 ou 1876, Domenica que já exercia esse ofício na Itália, trouxe para o Brasil o manual de obstetrícia do professor Pastorello, então talvez ela fosse uma das formadas junto ao instituto Alle Laste o livro foi posteriormente herdado por Carolina Feller
A cópia do manual de obstetrícia do professor Pastorello editado em Trento em 1843 e encontrado em Nova Trento de posse de Elis Facchini que, por sua vez, o herdou de sua avó Maristela Cadorin nora de Carolina Feller.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Olávia Piva e o benzimento dos animais contra bicheira carrapatos e outras infecções. aprendeu o segredo com Guido Speranzini, falecido em 2008, o qual o qual benzia com uma oração dirigida à São Paulo. O benzimento vinha em socorro á falta de veterinários e conhecimentos da saúde animal
A Capela de São Roque construída em 1896 pelos imigrantes tiroleses/trentinos, na localidade de Salto em Nova Trento onde todos os anos, até pouco tempo atrás, os animais eram levados para receber a benção do padre. Atualmente é feita a benção do sal que é levado para ser adicionado à comida dos animais.
fotos: Livro a Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso, postagem: Jonas Cadorin
Lourdes Woitena, enfermeira e parteira, com uma parturiente, nos anos 70, no Posto de Saúde Rural do Aguti. O posto foi criado em 1974 e funcionou como maternidade durante dez anos, atendendo pacientes de Corridas, Trombudo, Cancelas, Veado e outras, distantes do hospital do centro. Atuou como parteira até 1988, quando as leis de saúde proibiram a prática. Segundo Woitena, responsável por centenas de partos,(no hospital e nas residências) a sala de parto era precária: não havia eletricidade, uma maca dura e estreita, chão de assoalho de madeira, não havia berço para o bebê. Durante o parto era auxiliada por alguma mulher da família e, na falta destas, pelo marido.
Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Nova Trento viveu, num passado relativamente recente, um período acaloradas festas de carnaval. As folias aconteciam aconteciam nas Sociedades recreativas Humaitá e Primavera. A festa era animada, incialmente, por bandinhas formadas por músicos da Banda Padre Sabatini. Os Batuskelas foi uma das bandas que teve como berço os bailes de carnaval. No final dos anos oitenta, bandas de outros municípios vieram fazer parte dos festejos. Para não haver prejuízos com a divisão do público, os presidentes das duas agremiações negociavam dois dias de festa para cada sociedade. O carnaval infantil, oferecido nas tardes, também era promovido nas sedes com grande público. O carnaval de Nova Trento teve seus dias de glória e foi praticamente engolido pelos novos entretenimentos oferecidos nas cidades balneárias e pela paulatina desmobilização do Primavera e Humaitá que viram suas sedes e quadros diretivos se esvaziarem nos anos noventa. As fotos mostram momentos dos carnavais de 1977 e 1989 na sociedade recreativa Humaitá.
Fotos do site do Facebook Eu Curto Nova Trento. Imagens do arquivo da Sociedade Recreativa Humaitá. Postagem: Jonas Cadorin
Aos 89 anos, a viúva do saudoso Mário Speranzini, Selma Cipriani, mantém viva a memória da história de sua família e do bairro Mato Queimado. Com bom humor invejável, sempre tem algo de novo para acrescentar nas conversas de hoje e do passado. Uma curiosidade: Selma foi a primeira mulher neotrentina a dirigir um automóvel na cidade, tarefa na época reservada exclusivamente aos homens.
Mario Speranzini, nascido aos 14 de maio de 1954.
Foto: Álbum da família Selma Cipriani. Comentário: Jonas Cadorin
Antônio(Toninho) Cipriani e seu caminhão Ford F600, utilizado para a dura tarefa de transportar toras de madeira para a serraria que ficava na propriedade da família, no bairro Mato Queimado.
Foto: Acervo da família de Selma Cipriani Speranzini
Amabile Visintainer, nascida em Vigolo Vattaro, aos 16 de dezembro de 1865, migrou para o Brasil em 25 de setembro de 1875, com seu pai, Napoleone Visintainer , sua mãe, Anna Piannezer, os irmãos, Ernesto, Domenica, Luigi e Giovanni (faleceu, com menos de um ano, durante a viagem e foi sepultado no mar). Fugindo de um contexto de fome e miséria, um terço da população de Vigolo Vattaro deixou a região do Tirol ,pertencente ao império Austro- húngaro em direção a América do Sul, Brasil, mais especificamente. A família Visintainer foi alocada na linha Vigolana. Foi ali que Amabile , viveu momentos de dificuldades na organização da vida na nova terra. Foi ali, também, que, motivada pelos ideais católicos, deu inicio a uma obra assistencial com apoio dos padres jesuítas, veio a tornar-se a congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Como religiosa assumiu seu novo nome (renunciando as coisas do mundo) de Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Viveu sua opção de vida até as últimas consequências. Faleceu em 0 9 de julho de 1942 com fama de santidade. Após um processo canônico foi reconhecida como santa (a primeira santa da igreja no Brasil) em 12 de maio de 2002 pelo papa João Paulo II. Máximas de Santa Paulina: ” Os doentes são a verdadeira face de Deus”. “Quanto menos fazemos nossa vontade, tanto mais faremos aquela de Deus. ” Volontá di Dio, paradiso mio. A vontade de Deus é o meu paraíso”. ” Não desanimeis, Jamais, mesmo que venham ventos contrários.”
Natural do Tirol Italiano, faleceu aos 77 anos, profissão: irmã de caridade. O sobrenome foi escrito com ‘W’ sendo que a grafia correta, de acordo com o documento da partida abaixo, item número 11, se escreve com ‘V’, Visintainer.
Pintura representando a tristeza do sepultamento no mar do menino Giovanni
Fotos: acervo da casa materna em Vigolo Vattaro, comentários , Jonas Cadorin
Construída em 1996,na gestão do então prefeito Godofredo Tonini e Vice Sandra E. Rachaadel, a ponte Ângelo Cipriani, também conhecida como ‘ponte do Vicki’, por fazer divisa com a ferraria do Vicki( Lodovico Cadorin), liga a rua Felipe Schmidt com a rua dos Imigrantes. Foto revela que na época não havia construções nas imediações da ponte.
Prefeito Saul Rover, Vice, Pedro Piva(Pedrinho), Natal Tomasoni(vereador), Pinho Orsi, cortando a faixa inaugural do bar cancha de boccia, um esporte muito difundido entre os neotrentinos. Em tempos idos , praticamente todos os bares contavam com uma cancha de boccia. Hoje o numero diminuiu mas o esporte ainda é praticado, inclusive com campeonato municipal.
Padre Cláudio Piva celebrando a missa de benção do local.
Fonte: arquivo do bar e cancha do Pinho. Postagem Jonas Cadorin