1977 E 1989 – CARNAVAL EM NOVA TRENTO

Nova Trento viveu, num passado relativamente recente, um período acaloradas festas de carnaval. As folias aconteciam aconteciam nas Sociedades recreativas Humaitá e Primavera. A festa era animada, incialmente, por bandinhas formadas por músicos da Banda Padre Sabatini. Os Batuskelas foi uma das bandas que teve como berço os bailes de carnaval. No final dos anos oitenta, bandas de outros municípios vieram fazer parte dos festejos. Para não haver prejuízos com a divisão do público, os presidentes das duas agremiações negociavam dois dias de festa para cada sociedade. O carnaval infantil, oferecido nas tardes, também era promovido nas sedes com grande público. O carnaval de Nova Trento teve seus dias de glória e foi praticamente engolido pelos novos entretenimentos oferecidos nas cidades balneárias e pela paulatina desmobilização do Primavera e Humaitá que viram suas sedes e quadros diretivos se esvaziarem nos anos noventa. As fotos mostram momentos dos carnavais de 1977 e 1989 na sociedade recreativa Humaitá.

Fotos do site do Facebook Eu Curto Nova Trento. Imagens do arquivo da Sociedade Recreativa Humaitá. Postagem: Jonas Cadorin

DÉCADA DE 1960 – SELMA CIPRIANI E MÁRIO SPERANZINI

Aos 89 anos, a viúva do saudoso Mário Speranzini, Selma Cipriani, mantém viva a memória da história de sua família e do bairro Mato Queimado. Com bom humor invejável, sempre tem algo de novo para acrescentar nas conversas de hoje e do passado. Uma curiosidade: Selma foi a primeira mulher neotrentina a dirigir um automóvel na cidade, tarefa na época reservada exclusivamente aos homens.

Mario Speranzini, nascido aos 14 de maio de 1954.

Foto: Álbum da família Selma Cipriani. Comentário: Jonas Cadorin

1965 – ANTÔNIO CIPRIANI

Antônio(Toninho) Cipriani e seu caminhão Ford F600, utilizado para a dura tarefa de transportar toras de madeira para a serraria que ficava na propriedade da família, no bairro Mato Queimado.

Foto: Acervo da família de Selma Cipriani Speranzini

1865 -1942 – AMABILE VISINTAINER

Amabile Visintainer, nascida em Vigolo Vattaro, aos 16 de dezembro de 1865, migrou para o Brasil em 25 de setembro de 1875, com seu pai, Napoleone Visintainer , sua mãe, Anna Piannezer, os irmãos, Ernesto, Domenica, Luigi e Giovanni (faleceu, com menos de um ano, durante a viagem e foi sepultado no mar). Fugindo de um contexto de fome e miséria, um terço da população de Vigolo Vattaro deixou a região do Tirol ,pertencente ao império Austro- húngaro em direção a América do Sul, Brasil, mais especificamente. A família Visintainer foi alocada na linha Vigolana. Foi ali que Amabile , viveu momentos de dificuldades na organização da vida na nova terra. Foi ali, também, que, motivada pelos ideais católicos, deu inicio a uma obra assistencial com apoio dos padres jesuítas, veio a tornar-se a congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Como religiosa assumiu seu novo nome (renunciando as coisas do mundo) de Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Viveu sua opção de vida até as últimas consequências. Faleceu em 0 9 de julho de 1942 com fama de santidade. Após um processo canônico foi reconhecida como santa (a primeira santa da igreja no Brasil) em 12 de maio de 2002 pelo papa João Paulo II. Máximas de Santa Paulina: ” Os doentes são a verdadeira face de Deus”. “Quanto menos fazemos nossa vontade, tanto mais faremos aquela de Deus. ” Volontá di Dio, paradiso mio. A vontade de Deus é o meu paraíso”. ” Não desanimeis, Jamais, mesmo que venham ventos contrários.”

Natural do Tirol Italiano, faleceu aos 77 anos, profissão: irmã de caridade. O sobrenome foi escrito com ‘W’ sendo que a grafia correta, de acordo com o documento da partida abaixo, item número 11, se escreve com ‘V’, Visintainer.

Pintura representando a tristeza do sepultamento no mar do menino Giovanni

Fotos: acervo da casa materna em Vigolo Vattaro, comentários , Jonas Cadorin

DEZEMBRO 1996 – PONTE ÂNGELO CIPRIANI

Construída em 1996,na gestão do então prefeito Godofredo Tonini e Vice Sandra E. Rachaadel, a ponte Ângelo Cipriani, também conhecida como ‘ponte do Vicki’, por fazer divisa com a ferraria do Vicki( Lodovico Cadorin), liga a rua Felipe Schmidt com a rua dos Imigrantes. Foto revela que na época não havia construções nas imediações da ponte.

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

27.04.1990 – INAUGURAÇÃO DO BAR E CANCHA DO PINHO

Prefeito Saul Rover, Vice, Pedro Piva(Pedrinho), Natal Tomasoni(vereador), Pinho Orsi, cortando a faixa inaugural do bar cancha de boccia, um esporte muito difundido entre os neotrentinos. Em tempos idos , praticamente todos os bares contavam com uma cancha de boccia. Hoje o numero diminuiu mas o esporte ainda é praticado, inclusive com campeonato municipal.

Padre Cláudio Piva celebrando a missa de benção do local.

Fonte: arquivo do bar e cancha do Pinho. Postagem Jonas Cadorin

1935 – PADRE JOSÉ VON LASSENBERG

Os padres jesuítas vieram atender os imigrantes em 1878 se comunicavam em quatro línguas: italiano, alemão, polonês e português. O padre Lassemberg, por dominar a língua alemã e polonesa, atendeu, por muitos anos, as comunidade do Pinheral, Valsugana e o núcleo Esteves Junior atual Boiteuxburgo. Os atendimentos aos paroquianos eram feitos a pé e a cavalo. O padre ficava ausente da sede por meses enfrentando as intempéries e acidentes com a cavalgadura … O padre rezava a missa, fazia os sermões atualizando as orientações da igreja católica,, organizava as irmandades(Cruzada Eucarística, Filhas de Maria, Apostolado da Oração…) atendia confissões, benzia as casas, benzia os doentes, animais e plantações, batizava, ministrava a extrema unção, rezava as cerimonias sepultamentos, mediava os conflitos entre vizinhos e questões de diferenças entre alemães, italianos, poloneses, portugueses… Numa época em que o poder público não chegava ao interior do município, o padre era a liderança que disciplinava e orientava a população. Era respeitado e recebido nas casas como um ministro de Deus na terra.

Foto: arquivo jesuíta. Postagem Jonas Cadorin