1944 – GRAÇA RECEBIDA – PRIMEIRA COMUNHÃO – DISTRITO DE CLARAÍBA

“Identificando as testemunhas oculares que estavam presentes na Igreja no dia da primeira comunhão da menina Isaura Meschke: Na frente da esquerda para a direita vestida de branco a saudosa Sra. Elza Peixer Bernardi que também nesse dia tomou a primeira comunhão. No meio esta a menina curada Isaura Meschke. A outra menina vestida de anjo de nome desconhecido. Na fila de trás da esquerda para a direita : A Sra. Guilhermina Semann Bayer, no meio o pai da menina Isaura Meschke o Sr. Augusto Mescke, em seguida está o Sr. Arthur Bayer esposo da Sra. Guilhermina Semann Bayer, estes tios da menina Isaura.

GRAÇA RECEBIDA – PRIMEIRA COMUNHÃO – DISTRITO DE CLARAÍBA – NOVA TRENTO – SC . Transcorria o ano de 1944, quando no Distrito de Claraíba – município de Nova Trento – SC., inúmeras crianças eram doutrinadas religiosamente para saberem o porque de receberem a Primeira Comunhão. Entre essas crianças que estavam sendo doutrinadas encontrava-se a menina Isaura Meschke filha do saudoso casal Sr. Augusto Meschke e Sra Angelina Semann Meschke.

  O Sr. Augusto Meschke era luterano pertencia a Igreja Evangélica de Confissão Luterana, que hoje tem a sua própria igreja no Distrito de Claraíba. Foi construída no ano de 1957, enquanto que a sua esposa Sra Angelina Semann Meschke era católica. Embora luterano o Sr. Augusto Meschke permitiu que sua filha Isaura fosse preparada junto com as demais crianças pela religião católica para receber a primeira comunhão.

Sua filha Isaura tinha problemas de ordem física para locomover-se, ou seja, não conseguia caminhar normalmente. Inconformado com o problema físico enfrentado por sua filha Isaura que não conseguia ter uma vida normal como as demais crianças, o Sr. Augusto Meschke, então, decidiu torna-la feliz de qualquer forma procurando alternativas para que ela voltasse a caminhar normalmente. O Sr. Augusto tomou uma decisão inusitada e das mais difíceis para à época com o propósito de conseguir a cura de sua filha de qualquer forma, assumiu um compromisso muito difícil de ser cumprido, ou seja, usou como moeda de troca mudar de sua religião evangélica de confissão luterana para outra, sendo essa outra religião a católica totalmente oposta aos ensinamentos religiosos que o Sr. Augusto Meschke vinha recebendo na sua com a seguinte proposta: Deixaria de ser evangélico de confissão luterana para ser católico se no dia em que sua filha Isaura tomasse a primeira comunhão voltasse a caminhar normalmente nesse mesmo dia. Com esse ousado desafio perante a sua família e a população local aguardou os acontecimentos. 

Milagrosamente seu desafio confirmou-se positivamente, no dia em que a sua filha Isaura recebeu a primeira comunhão ela voltou a andar normalmente, que felicidade para a família do casal Sr. Augusto Meschke. e Sra.Angelina Selmann Mescke, e a população local. O Sr. Augusto Meschke, cumpriu o compromisso por ele firmado deixou de ser evangélico de confissão luterana, passando a ser católico ate o final de sua vida. Puramente desígnios de Deus, a fé move montanhas”.

FOTOGRAFIA : Interior da Igreja do Distrito de Claraíba, inaugurada no ano de 1898, onde a menina Isaura Meschke recebeu a primeira comunhão. Fontes de consulta : Parentes das pessoas que estão na fotografia. Fotografia e comentários: Godofredo L. Tonini

1936 -2023 – ANTONIETA CADORIN MARCHI

Aos 87 anos, no bairro Trinta Réis, faleceu uma das últimas costureiras autônomas de Nova Trento a dona Antônia, mais conhecida com Antonieta. Segue abaixo a reprodução de uma entrevista com ela publicada no jornal O Trentino de 27 de maio de 2022 em homenagem ao dia da costureira. Era viúva do saudoso José -Dhépe -Marchi. Uma mulher que além das lidas da casa, de mãe e esposa, buscou sua realização também no campo profissional acompanhando e se adaptando as inovações da tecnologia das máquinas de costura. Fez parte da vida de muitos neotrentinos e neotrentinas confeccionando, sob encomenda, camisas, calças, bermudas, vestidos, sempre acompanhados de muita simpatia e bom humor. Deixa saudades. Fez história.

Postagem: Jonas Cadorin

1987 – CAMPEONATO MUNICIPAL DE MORA

Da esquerda para a direita: de costa, Alfredo Cadorin, Alvim Bottamedi, Moacir Darós(barbeiro), sentado, Altair Rubertti, Edson Mazzola, Inácio Darós, Irineu Eccher, participando do campeonato de Mora comemorativo aos 95 anos de emancipação política do município.

Juiz da partida: Bento Dell’Antonia. Atrás, Lauri Orsi, José(Zeca) Marchiori, jogando, de branco, Moacir Darós

A dupla vencedora com torneio: Inácio Darós, Edson Mazzola e o juiz Bento Dell’Antonia

1972 – PONTE PÊNSIL

Ponte pênsil, ‘pinguela’ e ponte de superfície construídas provisoriamente sobre o rio do Braço durante a construção da atual ponte Colombo Machado Salles que substituiu a ponte de ferro. Ao fundo a casa de Érico e Cristina Marchi. Em 1972 era prefeito Santino Luduvino Voltolini.

A ponte Colombo Machado Salles substituiu a antiga ponte de ferro que apresentava problemas de desgaste na sua estrutura.

Postagem: Jonas Cadorin

1940-2014 – DENTISTA – GERALDO MÁRIO PIAZZA e ESPOSA ESTER

Geraldo Mário Piazza *19.12.1040 + 05.02.2014. Residia com sua família no inicio da rua João Bayer Sobrinho. Na parte da frente de sua casa mantinha um consultório dentário onde atuava como prático de dentista e protético. Na época a carência de cursos que dessem conta da demanda fez com que durante muitos anos os práticos atendessem as pessoas que precisavam de atendimento dentário. A profissão era aprendida de algum outro dentista prático ou de ensinamentos básicos que recebiam nos quartéis quando serviam o exército. Em Nova Trento outros dois dentistas práticos se notabilizaram: José Polli e Martinho luchtenberb. Estes profissionais foram de suma importância para comunidade pois questões ligadas a saúde bucal ainda não existiam o que fez com gerações precisassem extrair dentes e substitui-los por próteses(“‘chapas,pontes, pererecas”). Isso sem contar o alívio para dores de dentes que eram recorrentes em quase todas as famílias.

Ester Maria Tonini Piazza (Nenéca) *01.03.1945 + 04.03.2020, esposa de Geraldo, foi dona de casa, mãe de duas filhas e um filho. Sempre esteve envolvida com as causas sociais da cidade. Foi professora, diretora de escola, catequista. Era filha de Elísio Tonini e Benta Battisti Archer.

Fotos: lápides do cemitério central de Nova Trento. Postagem Jonas Cadorin

FOTOS AÉREAS DE NOVA TRENTO – 1999

Foto do trecho da rua João Bayer Sobrinho, da direita para a esquerda) que vai da casa do saudoso José Darós (Bepi) até a casa do também saudoso José Sartori (Também conhecido carinhosamente como Zéca da Bilica)

Trecho da rua Alferes, bairro Trinta Réis, que vai da casa do saudoso Cândido Cadorin até a casa do também saudoso Olegário Montibeller .

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

1958 – FAMÍLIA ANGÉLICA CADORE E LUIZ ADAMI

A religiosidade cultivada nas famílias neotrentinas marcou a cidade como um traço distintivo. Por longa data Nova Trento foi conhecida como ‘celeiro de vocações’, ‘terra dos padres’, ‘Seminário a céu aberto’. A família Adami do bairro Baixo Salto foi um caso onde a religiosidade permeou a vida cotidiana a ponto de seis dos nove filhos seguirem a vida religiosa. Foto, da esquerda para a direita: José (Bepe- frequentou seminário) e Vicente  foram os únicos a não seguir a vida religiosa.
 Em pé: José, Adélia, Vicente, Luiz, Florentino, Virgílio, Leopoldo.
Sentadas: Amália, nona Angélica Cadore (viúva de Luiz Adami), Adelina (viveu  como religiosa junto as irmãs da Imaculada Conceição)

Foto: João Adami. Postagem e comentário Jonas Cadorin

PADRE LEOPOLDO ADAMI *1927 +29.08. 2022

Faleceu hoje, dia 29 de agosto de 2022 o padre Leopoldo Adami. Foi ordenado em 1958 na ordem dos padres Jesuítas. A família residia no Baixo Salto e dos onze filhos, nove seguiram a vida religiosa. Padre Leopoldo foi um sacerdote brilhante como professor e religioso chegando a exercer o cargo de Superior Provincial dos Jesuítas. Foi incentivador e participou ativamente da construção do Seminário Menor dos jesuítas em Nova Trento. Ele é o último da família a falecer encerrando uma história do tempo em que a religiosidade era o centro da vida cotidiana.
Padre Leopoldo em frente a casa onde residia no Baixo Salto. Foto tirada em 2004 no dia do sepultamento do seu irmão José(Bepi) Adami
Da direita para a esquerda os irmãos: Pe. Leopoldo, Vicente , Pe. Luiz, Irmão Jesuíta Virgílio
Da esquerda para a direita o seis irmãos: Irmã Amália, Ir. Virgílio, Vicente, Irmã Adélia, Pe. Leopoldo e Pe. Luiz

Fotos: João Adami. Postagem: Jonas Cadorin

1935 -2013 – CÉLIA/ZÉLIA TERESA DEMONTI MAÇANEIRO SEVERINO

“Enquanto planto flores e lavo o bule, te asseguro que não morro!” Célia ou Zélia era filha de Domingas Demonti e José Maçaneiro que faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino – Alvina, Ana(Zola), Maria do Carmo(Carmem),Célia(Zélia), Palmira, Lourdes e Cláudio. Residiam num lote na entrada do bairro Bezenello. No leito de morte o marido falou a esposa que não doasse as filhas, filho, costume de uma época em que a vida era muito difícil. Disse que viria num sonho para trazer-lhe um número para tirar a sorte grande. Não veio! Dona Domingas fez o que pode, empregou as meninas em casas de família da cidade. Cláudio aprendeu o ofício de carpinteiro. Quando cresceram três delas foram foram trabalhar fora da cidade(Curitiba e São Paulo) onde casaram. Zélia casou com João Severino em Curitiba teve dois filhos: Cosme e Carlos. A mensagem que segue na foto a seguir foi escrita por seu filho Carlos, por ocasião de sua morte. Dona Zélia era uma pessoa carismática e ao longo de sua vida fez muitíssimos amigos e amigas no bairro onde residia exercendo a atividade de costureira.

Foto: Carlos Severino. Postagem e comentário: Jonas Cadorin