1940 – MULHERES DA FAMÍLIA BATTISTI ARCHER

Da esquerda para a direita, as saudosas sra. Benta Josefina Battisti Archer Tonini, sra. Maria Frutuoso Cazas Battisti Archer, a sra. Maria Battisti Archer Grott (Quinha).Registro fotográfico possivelmente realizado na década de 1940, defronte a residência do comerciante sr. Joaquim Battisti Archer e a Sra Maria Frutuoso Cazas Battisti Archer, na localidade de Baixo Salto, Nova Trento .
(Na parte da frente dessa residência funcionava uma casa comercial, e ao seu lado aparece um paiol onde era depositada a farinha de mandioca produzida pelos agricultores e adquirida por Joaquim, para revenda nas casa de comércio dos municípios vizinhos).
Fonte e comentários: Godofredo L. Tonini

ANOS 1970 – ESCOLA ISOLADA PONTA FINA SUL

Prédio da antiga escola Isolada da localidade de Ponta Fina Sul. No final dos anos 1970 foi substituída por uma de alvenaria. Durante muitos anos a professora regente foi a srª Raquel Poli Souza que, com tempo bom ou não, se deslocava do centro da cidade, de bicicleta, juntamente com sua colega Dorvalina Feller Darós, para lecionar aos meninos e meninas da localidade.(A professora Dorvalina lecionava na escola que ficava nas imediações da casa do falecido Tranquilo Gullini.)

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

1890 – BENTA COGNACCO e JOSÉ VANINI

Benta Cognacco, nasceu em 1890 na cidade de Nova Trento, filha de José Cognacco e Angela Henrica Bozzano, Benta era benzedeira e parteira, muito conhecida na região, salvou e ajudou muitas mulheres na hora do parto. José e Benta se casaram em Nova Trento em 2 de setembro de 1916, tiveram pelo menos 10 filhos, sendo: Ida Maria, Angélica, Maria, João Batista, Ana, Antônio, Julio, Inês, José e Lino. Por muito tempo residiram na região do Bonito, José vendeu a propriedade para Germano Till e foi morar na estrada do Kreker em São João Batista. José Vanini faleceu em 1968 e Benta em 1970. Deixaram saudades e muitas memórias!

Fonte: Acervo da família Vanini, cedida por Thauany Vanini, postagem, Jonas Cadorin

1930 -1981 – ALVINA RAQUEL DEMONTI MAÇANEIRO

Filha de Antônio Maçaneiro e Domingas Demonti(Domingas era neta de Pietro Demonti, o tirolês que construiu o barco a vapor). Residiam na entrada do bairro Mato Queimado. O pai faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino. No leito de morte falou para esposa não dar para adoção nenhuma das crianças pois viria num sonho dar os números para tirar a sorte grande na loteria. Os números não vieram e a viúva, bravamente , com auxílio de vizinhos e amigos, criou a família. Desde cedo as meninas começaram a trabalhar. Com um pouco mais de idade foram trabalhar fora da cidade como domésticas. Alvina foi para São Paulo e lá viveu sua vida. Zola e Zélia foram morar em Curitiba. Maria do Carmo, Lourdes e Palmira ficaram em Nova Trento. Cláudio o único filho homem também viveu em Nova Trento. Todas constituíram família, Cláudio também.

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

CAROLINA FELLER E ESTANISLAO DALRI

Carolina Feller e Estanislao Dalri. Carolina era parteira em Nova Trento, nas localidades de Vígolo e Frederico. Aprendeu a auxiliar as parturientes com a sogra Domenica Orsi, nascida em Besenello e emigrada para Nova Trento em 1875 ou 1876, Domenica que já exercia esse ofício na Itália, trouxe para o Brasil o manual de obstetrícia do professor Pastorello, então talvez ela fosse uma das formadas junto ao instituto Alle Laste o livro foi posteriormente herdado por Carolina Feller

A cópia do manual de obstetrícia do professor Pastorello editado em Trento em 1843 e encontrado em Nova Trento de posse de Elis Facchini que, por sua vez, o herdou de sua avó Maristela Cadorin nora de Carolina Feller.

Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin

OLÁVIA PIVA – BENZIMENTO CONTRA DOENÇA NOS ANIMAIS

Olávia Piva e o benzimento dos animais contra bicheira carrapatos e outras infecções. aprendeu o segredo com Guido Speranzini, falecido em 2008, o qual o qual benzia com uma oração dirigida à São Paulo. O benzimento vinha em socorro á falta de veterinários e conhecimentos da saúde animal

A Capela de São Roque construída em 1896 pelos imigrantes tiroleses/trentinos, na localidade de Salto em Nova Trento onde todos os anos, até pouco tempo atrás, os animais eram levados para receber a benção do padre. Atualmente é feita a benção do sal que é levado para ser adicionado à comida dos animais.

fotos: Livro a Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso, postagem: Jonas Cadorin

LOURDES WOITENA – PARTEIRA NO AGUTI

Lourdes Woitena, enfermeira e parteira, com uma parturiente, nos anos 70, no Posto de Saúde Rural do Aguti. O posto foi criado em 1974 e funcionou como maternidade durante dez anos, atendendo pacientes de Corridas, Trombudo, Cancelas, Veado e outras, distantes do hospital do centro. Atuou como parteira até 1988, quando as leis de saúde proibiram a prática. Segundo Woitena, responsável por centenas de partos,(no hospital e nas residências) a sala de parto era precária: não havia eletricidade, uma maca dura e estreita, chão de assoalho de madeira, não havia berço para o bebê. Durante o parto era auxiliada por alguma mulher da família e, na falta destas, pelo marido.

Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin