1894 – CAPELA DE SÃO JOANIN

CAPELA DE SÃO JOANIN (São João Menino)- BAIRRO TRINTA RÉIS – NOVA TRENTO – 1894(tratada com IA com o intuito de evidenciar uma capela não mais existe e ficou registrada em segundo plano na foto da menina Alma Batistti, vestida com o traje da 1ª comunhão realizada no ano de 1942. A foto foi tirada na propriedade da família Battisti numa época que poucas famílias residiam no bairro Trinta Reis. Em 1958 a igreja foi demolida para dar lugar ao monumento do Calvário. Sugiro visualizar a brilhante matéria divulgada por Márcio Meyer que informa e ilustra, com imagens aéreas, a história do Calvário no endereço : https://www.facebook.com/share/v/1KkUskgZFf/

“Quando Giovani Battista Ceccato imigrou para o Brasil mais especificamente para Nova Trento, já estava com idade avançada para a época, ou seja, 63 anos, nasceu no ano de 1812.
Muito religioso e esperançoso ao sair de sua localidade Roncegno – Trento – Itália, para o Brasil, prometeu para os seus familiares que se chegassem ao Brasil sãos e salvos devido a perigosa viagem de navio que fariam para chegarem em solo brasileiro, construiria uma pequena Capela para o seu santo de devoção que era São Joanin (São João Batista criança, representado com um cordeiro, fazendo alusão as palavras de Jesus: Eis o Cordeiro de Deus). Conforme o prometido, cumpriu a sua promessa.
CRONICA DOS JESUÍTAS : Para comprovar a construção da Capela de São Joanin, a Crônica dos Jesuítas que exerciam suas funções sacerdotais no município de Nova Trento – SC., em 1894, consta o seguinte :
‘Domingo dia 01 de julho de 1894 foi benta a nova capela do lado de lá do rio em Trinta Réis. Em honra de São João Baptista Menino – São Joanin. O Pe. Afonso Parisi, SJ, celebrou a primeira missa e o Pe. Ângelo Sabbatini SJ a segunda.
DETALHE : O rio citado na Crônica dos Jesuítas é o Rio do Braço, provavelmente o cronista à época quis facilitar a localização da Capela para conhecimento da população.’
FONTE INFORMATIVA : A Crônica dos padres jesuítas, juntamente com a fotografia, foram encaminhadas pelo Padre Flavio Feller.
FOTOGRAFIA DA CAPELA : Relíquia fotográfica realizada ano de 1942, da Capela de São Joanin, construída pelo imigrante italiano Giovani Battista Ceccato na década de 1880, que ficava onde hoje situa-se o Oratório do Calvário.
Sra. ALMA BATTISTI : Nessa fotografia também está a Sra. Alma Battisti, provavelmente tinha tomado a primeira comunhão, conforme os trajes que estava usando. O local da fotografia tirada situa-se onde seus pais residiam, bem próximo do Oratório do Calvário.
A Sra Alma Battisti é irmã da saudosa Sra Gaudência Battisti Ruberti e filha do saudoso casal Sr. Francisco Battisti e Valeria Ceccato Battisti.”

Fonte: Texto de Godofredo L. Tonini. Postagem Jonas Cadorin

1930 – FILHAS DE ARACY E ROMEU BOITEUX PIAZZA

Cartão postal com as filhas do casal Romeu Boiteux Piazza e Aracy Baptista Pereira Piazza, posando junto ao monumento do bisavô coronel Henrique Carlos Boiteux, na atual praça Getúlio Vargas(antiga Galileu Galilei). São elas: Alba Heloísa Piazza(de Carvalho) 1924-2019), Maria Aparecida Piazza 1928 – 2017 e Mônica Piazza (morreu na tenra idade).

O monumento teve sua autorização de construção na reunião da câmara de vereadores de 19 de fevereiro de 1929, quando era prefeito Nicolau Bado. Chama a atenção que o monumento ao responsável pela emancipação politica do munícipio e primeiro prefeito, ocupava simbolicamente um lugar de destaque no centro praça (marco zero), com quatro ramificações apontado as principais vias de acesso e circulação na época: a rua principal,(santo Inácio), a rua que vem do bairro Cascata, bairro Trinta Réis e Salto. O busto estava estrategicamente voltado para a frente da fachada da igreja de São Vigilio, que ficava no outro lado da rua onde se encontra hoje o chafariz.

Colaboração: Fátima Piazza(filha do saudoso Walter F. Piazza, irmão das meninas da foto). Postagem e comentário: Jonas Cadorin. A foto passou por intervenção de IA a original se encontra em postagem do dia 21 de maio de 2021)

2003 – CORAL SÃO VIRGÍLIO – NOVA TRENTO

No dia 05 de abril de 2003 Nova Trento recebeu a visita do Coro Vigolana. Na ocasião o grupo se apresentou durante a missa na igreja matriz que foi cantada pelo coral São Virgílio dirigido pela saudosa irmã Rosarita(Ana Stolf).(Caso queiram identificar os coralistas, pode-se usar o ‘balão’ de diálogo do canto superior direito da foto.)

Detalhe do altar lateral que foi deslocado (assim como o outro, do lado direito) descaracterizando o projeto original de localização no interior da igreja.

Foto: Arquivo do Circolo Trentino de Nova Trento. Postagem: Jonas Cadorin

09.07. 1963 – PADRE BENO BROD

Padre Beno Brod, foi pároco por duas vezes em Nova Trento, de 1983-1989 e 2002-2005. Além das funções religiosas se preocupou na manutenção do patrimônio histórico( inclusive o ladrilho hidráulico da matriz) e registro da história da paróquia. Atualmente exerce o sacerdócio em São Leopoldo.

Fonte : revista Jesuítica de 1962. Arquivo pessoal Jonas Cadorin

1986 – GRUPO FOLCLÓRICO TRENTINO

La tradizione é la salvaguardia del fuoco, non la adorazione delle cenere.” (Gustav Mahler.) Visitado Grupo Folclórico Trentino, do Circolo Trentino de Nova Trento, ao presépio da igreja matriz no dia 24 de dezembro de 1986. ( Alguns dos rostos da foto já partiram. Enquanto vivos deram sua contribuição para a manter o fogo da tradição acesso!)

Os belos presépios da matriz, durante muitos anos, foram confeccionados por Luís Feller(Didi)

Fonte: arquivo do Circolo trentino. Postagem: Jonas Cadorin

02.02.1941 – PEDRA FUNDAMENTAL IGREJA MATRIZ

Programa da benção da pedra fundamental da igreja matriz, construída em dois anos, 1941 a 1942, com o auxílio, financeiro e mão de obra, das famílias neotrentinas. O texto do panfleto traz informações curiosas de um tempo que a fé católica norteava profundamente a vida das pessoas.

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

1989 – PRESÉPIOS EM FAMÍLIA – 04

Em dezembro de 1989 o Grupo Folclórico Trentino em dezembro de 1989, fez visitas aos presépios de diversas famílias . As visitas faziam parte da promoção do Circolo Trentino, Presépios em Família. O coral valorizava a confecção dos presépios, uma tradição do Tirol/Trentino, entoando cânticos natalinos das serenatas de antigamente. Na foto a visita ao presépio das irmãzinhas do CEIC que estavam reunidas em retiro de fim de ano.

Irmã Ilse Mees, na época, superiora Geral da Congregação.

Visita ao presépio do hospital Nossa senhora da Imaculada Conceição.

Presépio da igreja matriz, em geral era confeccionado pelo saudoso Didi Feller.

Fotos: acervo do Circolo trentino de Nova Trento. Postagem: Jonas Cadorin

CRAMANTUA, ANCOI LÉ SAN VIGILI

Hoje é dia de San Vigili, São Vigílio, ,São Virgílio, padroeiro de Nova Trento. O Padroeiro de Trento que foi trazido ao Brasil pelos imigrantes do Tirol/Trentino em 1875. Hoje também é dia de aniversario de muitos ‘Virgilios’ que receberam este nome por terem nascido nesta data. E na semana dedicada ao santo havia a procissão dos Vigílios , com crianças e adultos que traziam aquele nome. Hoje também é dia de lembrar da principal festa da cidade de Nova Trento. Aquela em que havia missa festiva com cantos em latim acompanhada de harmônio, banda tocando no coro da igreja e no coreto, de sopa e pastéis, galinhas assadas com recheios feitos com temperos e segredos culinários de senhoras voluntárias… de vinho e de gasosão, da roda da fortuna, da tômbola, do aviãozinho, da rifa bichos ,de bicicletas, motos e carros.

Diante da dúvida sobre o nome do santo ser Vigílio ou Virgílio , em junho  2020, a partir de um histórico elaborado pelo padre Flávio Feller, ficou oficialmente reconhecido que se pode  tanto nominar as duas formas de escrita do nome do padroeiro de Nova Trento. Sabe-se, também que existiram outros dois santos com o mesmo nome: um que foi papa em 537 a 555 e outro que foi um monge irlandês do século VIII e  que comemora sua festa em 27 de novembro. A foto da estátua, no altar central da igreja matriz, apresenta o santo com as vestes de bispo, com o báculo, símbolo do poder episcopal, um ramo de palmas ,aos pés, representado o martírio, e os três dedos erguidos pra o alto indicando a santíssima trindade.( Há uma outra representação onde o santo parece com um tamanco de madeira nas mãos representeando as caminhadas do missionário e a forma com teria sido martirizado)

” Vigílio (século IV-V) nasceu em Roma e vivia com a família na belíssima região montanhosa trentina. Foi consagrado bispo de Trento por Ambrósio, que era bispo de Milão e tinha autoridade por todo o norte da Itália.
    Quando de sua consagração, o papa era Sirício, um enérgico defensor do primado romano por toda a comunidade cristã. Vigílio já havia declarado em diversas correspondências que “o apóstolo Pedro em pessoa sobrevive no bispo de Roma”. Mas mesmo assim o papa permitia que Ambrósio tivesse total autonomia de poder pelo norte da Itália, pois ali a estrutura cristã não estava muito bem consolidada. Ambrósio era o terceiro bispo de Trento e parte importante desse território ainda não estava evangelizada.
 Vigílio engajou-se de corpo e alma, sob tutela de Ambrósio, a combater e erradicar o paganismo de sua região. Para auxiliá-lo, recebeu mais três sacerdotes missionários, Sisínio, Martiro e Alessandro, todos vindos do Oriente. Assim, os trabalhos avançavam, pois percorriam todas as localidades pregando e catequizando a população. Ele se tornou respeitado pelo seu estilo humilde e servil, pelo caráter reto e justo, e por sua amizade e caridade sem distinção. Dessa forma, Vigílio conseguiu a conversão de muitas aldeias e cidades pagãs, fazendo, por outro lado, muitos inimigos também. Depois de dez anos de trabalho missionário, uma tragédia ocorreu. Uma discórdia em Sanzeno, entre os seguidores dos antigos cultos pagãos e um cristão que se negava a venerar Saturno, acabou colocando parte da população contra os três missionários, auxiliares de Vigílio. Eles foram mortos e queimados.
Mesmo diante dessa fatalidade, Vigílio não mudou seu comportamento. Humildemente, perdoou as pessoas que cometeram tais atrocidades e recolheu as relíquias dos mártires missionários, enviando-as para Constantinopla e Milão. O seu lema sempre fora “vencer sucumbindo”por isso não esmoreceu, aplicando-o durante toda a sua vida sacerdotal. O bispo Vigílio morreu no dia 26 de junho de 405 .Segundo uma antiga tradição sobre seu martírio, ele teria sucumbido após ter recebido alguns coices de cavalo, no Vale Rendena. Como não foi socorrido, agonizou até a morte.Suas relíquias mortais estão sob a guarda da catedral da diocese de Trento, onde são veneradas no dia do seu trânsito.”(https://www.oespiritosanto.com)

Foto e postagem: Jonas Cadorin

FAMÍLIA DE OLEGÁRIO MONTIBELLER (1920-1987) e ROSA TOMAZONI (1922 – 1997)

Esta foto dispensa comentários! “Siamo Tuti italiani. Família Montibeller. 16 filhos. Em Nova Trento, SC. Muito orgulho. E viva os 150 anos da Imigração italiana. Pediram para identificar. Primeira fileira dos menores: da direita para a esquerda, ( Djeka, kuti, no colo do pai Olegário, Goia, Cida, no colo da mãe Rosa, Kéia, Roque. Na segunda fileira dos maiores, da direita para a esquerda, Estela, Ivone, Miroca, Anita, Benilde, Dedé, Baiano, Pedro, Neuri e a Eli.”(https://www.facebook.com/djeka.montibeller.dalri) A família residia na casa de número 298, no bairro Trinta Réis. Olégario exerceu a profissão de pedreiro, carpinteiro e também entendia de mecânica de relógios. Era ele que fazia os consertos do relógio da igreja matriz. O sobrenome Montibeller é originário da cidade de Roncegno , no Tirol/Trentino.Os imigrantes que vieram a Nova Trento, Osvaldo Montibeller, ocupou o lote número 02 da linha Ribeirão Tirol. Costante e Pietro Montibeller também ocuparam lotes(não temos os números e localização) em Nova Trento.

Foto: Djeka Montibeller. Postagem: Jonas Cadorin