CRAMANTUA, ANCOI LÉ SAN VIGILI

Hoje é dia de San Vigili, São Vigílio, ,São Virgílio, padroeiro de Nova Trento. O Padroeiro de Trento que foi trazido ao Brasil pelos imigrantes do Tirol/Trentino em 1875. Hoje também é dia de aniversario de muitos ‘Virgilios’ que receberam este nome por terem nascido nesta data. E na semana dedicada ao santo havia a procissão dos Vigílios , com crianças e adultos que traziam aquele nome. Hoje também é dia de lembrar da principal festa da cidade de Nova Trento. Aquela em que havia missa festiva com cantos em latim acompanhada de harmônio, banda tocando no coro da igreja e no coreto, de sopa e pastéis, galinhas assadas com recheios feitos com temperos e segredos culinários de senhoras voluntárias… de vinho e de gasosão, da roda da fortuna, da tômbola, do aviãozinho, da rifa bichos ,de bicicletas, motos e carros.

Diante da dúvida sobre o nome do santo ser Vigílio ou Virgílio , em junho  2020, a partir de um histórico elaborado pelo padre Flávio Feller, ficou oficialmente reconhecido que se pode  tanto nominar as duas formas de escrita do nome do padroeiro de Nova Trento. Sabe-se, também que existiram outros dois santos com o mesmo nome: um que foi papa em 537 a 555 e outro que foi um monge irlandês do século VIII e  que comemora sua festa em 27 de novembro. A foto da estátua, no altar central da igreja matriz, apresenta o santo com as vestes de bispo, com o báculo, símbolo do poder episcopal, um ramo de palmas ,aos pés, representado o martírio, e os três dedos erguidos pra o alto indicando a santíssima trindade.( Há uma outra representação onde o santo parece com um tamanco de madeira nas mãos representeando as caminhadas do missionário e a forma com teria sido martirizado)

” Vigílio (século IV-V) nasceu em Roma e vivia com a família na belíssima região montanhosa trentina. Foi consagrado bispo de Trento por Ambrósio, que era bispo de Milão e tinha autoridade por todo o norte da Itália.
    Quando de sua consagração, o papa era Sirício, um enérgico defensor do primado romano por toda a comunidade cristã. Vigílio já havia declarado em diversas correspondências que “o apóstolo Pedro em pessoa sobrevive no bispo de Roma”. Mas mesmo assim o papa permitia que Ambrósio tivesse total autonomia de poder pelo norte da Itália, pois ali a estrutura cristã não estava muito bem consolidada. Ambrósio era o terceiro bispo de Trento e parte importante desse território ainda não estava evangelizada.
 Vigílio engajou-se de corpo e alma, sob tutela de Ambrósio, a combater e erradicar o paganismo de sua região. Para auxiliá-lo, recebeu mais três sacerdotes missionários, Sisínio, Martiro e Alessandro, todos vindos do Oriente. Assim, os trabalhos avançavam, pois percorriam todas as localidades pregando e catequizando a população. Ele se tornou respeitado pelo seu estilo humilde e servil, pelo caráter reto e justo, e por sua amizade e caridade sem distinção. Dessa forma, Vigílio conseguiu a conversão de muitas aldeias e cidades pagãs, fazendo, por outro lado, muitos inimigos também. Depois de dez anos de trabalho missionário, uma tragédia ocorreu. Uma discórdia em Sanzeno, entre os seguidores dos antigos cultos pagãos e um cristão que se negava a venerar Saturno, acabou colocando parte da população contra os três missionários, auxiliares de Vigílio. Eles foram mortos e queimados.
Mesmo diante dessa fatalidade, Vigílio não mudou seu comportamento. Humildemente, perdoou as pessoas que cometeram tais atrocidades e recolheu as relíquias dos mártires missionários, enviando-as para Constantinopla e Milão. O seu lema sempre fora “vencer sucumbindo”por isso não esmoreceu, aplicando-o durante toda a sua vida sacerdotal. O bispo Vigílio morreu no dia 26 de junho de 405 .Segundo uma antiga tradição sobre seu martírio, ele teria sucumbido após ter recebido alguns coices de cavalo, no Vale Rendena. Como não foi socorrido, agonizou até a morte.Suas relíquias mortais estão sob a guarda da catedral da diocese de Trento, onde são veneradas no dia do seu trânsito.”(https://www.oespiritosanto.com)

Foto e postagem: Jonas Cadorin

FAMÍLIA DE OLEGÁRIO MONTIBELLER (1920-1987) e ROSA TOMAZONI (1922 – 1997)

Esta foto dispensa comentários! “Siamo Tuti italiani. Família Montibeller. 16 filhos. Em Nova Trento, SC. Muito orgulho. E viva os 150 anos da Imigração italiana. Pediram para identificar. Primeira fileira dos menores: da direita para a esquerda, ( Djeka, kuti, no colo do pai Olegário, Goia, Cida, no colo da mãe Rosa, Kéia, Roque. Na segunda fileira dos maiores, da direita para a esquerda, Estela, Ivone, Miroca, Anita, Benilde, Dedé, Baiano, Pedro, Neuri e a Eli.”(https://www.facebook.com/djeka.montibeller.dalri) A família residia na casa de número 298, no bairro Trinta Réis. Olégario exerceu a profissão de pedreiro, carpinteiro e também entendia de mecânica de relógios. Era ele que fazia os consertos do relógio da igreja matriz. O sobrenome Montibeller é originário da cidade de Roncegno , no Tirol/Trentino.Os imigrantes que vieram a Nova Trento, Osvaldo Montibeller, ocupou o lote número 02 da linha Ribeirão Tirol. Costante e Pietro Montibeller também ocuparam lotes(não temos os números e localização) em Nova Trento.

Foto: Djeka Montibeller. Postagem: Jonas Cadorin

1999 – PROJETO INICIAL DO SANTUÁRIO SANTA PAULINA

O Jornal O Município de 01 de abril de 1999 noticiava o lançamento do projeto para construção do santuário Santa Paulina. O Projeto futurista assinado pelo então arquiteto da prefeitura Alfredo Cadorin(in memoriam) não foi executado por motivos de inviabilidade técnica para a execução. Novos estudos levaram a aprovação do projeto da basílica atual.

Foto: arquivo pessoal Jonas Cadorin. Postagem: Jonas Cadorin

1991 – VIGOLO

Em 1991 Madre Paulina foi beatificada. A foto acima mostra como erao centrinho do Vigolo. A igreja dedicada à São Jorge e ao lado a residência das irmãs das irmãzinhas da Imaculada Conceição que abrigava o casebre(hospedaleto san Vigili), local onde teve inicio a congregação.

Foto: livro: Madre Paolina – la santa degli imigranti trentini. postagem: Jonas Cadorin

1958 -ALTAR DA IGREJA DA LOCALIDADE DE CONQUISTA

“Para enriquecer seu acervo de imagens que contam a história de Nova Trento no site Al Fero, estou lhe enviando duas imagens do ano de 1958, da igreja da localidade de Conquista, ano que meu pai fabricou e doou o altar principal, que se encontra lá até hoje, em homenagem à São Francisco Xavier. O Altar em madeira de cedro, foi fabricado em 1958 pelo marceneiro Alberto Evaldo Meyer, in memoriam (20/10/1932-15/07/1997), morador e proprietário de uma marcenaria no Distrito de Agutí, que funcionou até outubro de 1979, quando atraído pelo êxodo rural em massa naquela época, mudou-se com a família para a parte urbana de Nova Trento. O altar foi doado para igreja dedicada à São Francisco Xavier, na localidade de Conquista, onde se encontra até hoje. A doação está registrada no Livro das Capelas atendidas pelos padres de Boiteuxburgo como feito merecedor de louvor. As duas fotos em preto em branco, são datadas de 1958, enquanto que as coloridas, mostram o altar em janeiro de 2024.” (Marcio Meyer)

Colaboração: Marcio Meyer. Postagem: Jonas Cadorin

1992 – ALFREDO E JONAS CADORIN

No desfile de oito de agosto comemorativo ao centenário da emancipação politica de Nova Trento, o saudoso Alfredo Cadorin,então engenheiro da prefeitura, segura o guarda chuva para o coronel Henrique Carlos Boiteux, representado por Jonas Cadorin, lendo o decreto de 1892 que elevou a vila à categoria de município.

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

LUIZ ANTONIO ZANLUCA



Registro fotográfico, data desconhecida, do Sr. Luiz Antônio Zanluca e sua bicicleta da marca Prosdócimo,realizado no Jardim Barão do Rio Branco que ficava localizado entre a Igreja Matriz São Virgílio, ao fundo, e a antiga Prefeitura Municipal de Nova Trento na antiga Praça da Bandeira, hoje Praça Del Comune. Ele era filho do Sr. Ernesto Zanluca e Amalia Demonti Zanluca.
Foi o marceneiro, tinha uma pequena fabrica de móveis. Idealizou o desenho do atual forro do teto da nossa Igreja Matriz São Virgílio, todo em madeira e o colocou auxiliado pelo seu tio o Sr. Emílio Zanluca e demais ajudantes.

Fonte: Godofredo L. Tonini. Postagem Jonas Cadorin

22.12.1954 – ORDENAÇÃO PADRE CLÁUDIO PIVA

Nova Trento até o final da década de 1980 foi considerado um celeiro de vocações religiosas . Havia um dito popular que dizia que quando uma criança nascia, se fazia uma polenta e se jogava contra a parede. Se grudasse ,a criança seria pedreiro, se caísse seria padre. As cerimônias de ordenação eram grandes eventos. A igreja ficava pequena para acolher tanta gente. Na foto vemos a igreja de são Virgilio lotada. Como de costume as mulheres ocupavam o lado esquerdo, com a cabeça coberta por um véu. No lado direito os homens. O padre está posicionado no púlpito, local de onde proferia a homilia( os microfones ainda não existiam ,era a forma de se fazer ouvir por todos.). As autoridades ocupavam os primeiros bancos. As meninas da Cruzada eucarística estão à frente das mulheres. Ao fundo os cantores estão posicionados no coro. Padre Cláudio Piva foi ordenado, na ordem dos padres da Companhia de Jesus no dia 22.12.1954.

Foto: álbum da família Olávia Piva. Postagem e comentário: Jonas Cadorin