IMIGRANTES DA FAMÍLIA LUCIANI/LUCIANER

No cemitério da bairro São Luiz, encontramos a lápide dos imigrantes Luiz Lucianer e Barbara T.(se alguém souber o sobrenome de solteira, pode nos enviar). Ambos não tem fotos , pois na época era artigo de luxo. Lembro que Inácio luciani/Lucianer guiava um carro de molas quando vinham a missa na matriz, aos domingos. Na época da eleição do papa João Paulo I foi descoberto seu parentesco com os Luciani de Nova Trento. Em 2021 o jornal ND publicou: “Além de Santa Paulina, Nova Trento deverá ter mais uma ligação com santidades. O Papa João Paulo I, que ocupou o posto por apenas 34 dias em 1978, será beatificado, anunciou o Vaticano na semana passada. Um decreto reconheceu um milagre atribuído à intercessão do falecido papa italiano, cujo nome de nascimento era Albino Luciani, que tem parentes em Nova Trento. É a família Luciani, boa parte dela radicada no bairro Rio do Braço. Quando da eleição dele, levantamentos feitos apontaram que os Luciani neotrentinos eram  parentes em quaro e quinto graus, com antepassados na província de Belluno, vizinha a Trento.” ND+ 25.10.2021

Foto: Jonas Cadorin e ND+ . Comentário Jonas Cadorin

JOSÉ MARCHIORI e MARIA BORATTI

Uma das poucas lápides antigas do cemitério do bairro São Luiz passa desapercebida do olhar, por não trazer nenhuma foto e estar no nível do chão. A lápide traz uma homenagem dos doze filhos(seis meninos e seis meninas) do casal José Marchiori e Maria Boratti(cujos pais eram oriundos da cidade de Nomi, no Tirol/Trentino), . A religiosidade da época , vivida intensamente, somada ao incentivo dos padres jesuítas, apresentava a vida religiosa como um dos ideais de vida: cinco freiras, um irmão e um padre!

(OBS: uma lei de 15 de março de 2022 estabeleceu que o bairro , em litigio com São João Batista, passou a fazer parte do munícipio de Nova Trento)

Foto e comentário: Jonas Cadorin

1989 – PRESÉPIOS EM FAMÍLIA – 04

Em dezembro de 1989 o Grupo Folclórico Trentino em dezembro de 1989, fez visitas aos presépios de diversas famílias . As visitas faziam parte da promoção do Circolo Trentino, Presépios em Família. O coral valorizava a confecção dos presépios, uma tradição do Tirol/Trentino, entoando cânticos natalinos das serenatas de antigamente. Na foto a visita ao presépio das irmãzinhas do CEIC que estavam reunidas em retiro de fim de ano.

Irmã Ilse Mees, na época, superiora Geral da Congregação.

Visita ao presépio do hospital Nossa senhora da Imaculada Conceição.

Presépio da igreja matriz, em geral era confeccionado pelo saudoso Didi Feller.

Fotos: acervo do Circolo trentino de Nova Trento. Postagem: Jonas Cadorin

1989 – PRESÉPIOS EM FAMÍLIA – 03

Em dezembro de 1989 o Grupo Folclórico Trentino em dezembro de 1989, fez visitas aos presépios de diversas famílias . As visitas faziam parte da promoção do Circolo Trentino, Presépios em Família. O coral valorizava a confecção dos presépios, uma tradição do Tirol/Trentino, entoando cânticos natalinos das serenatas de antigamente. Na foto a visita ao presépio da família de Labon Franzoi.

Família Ariberto Tridapalli(Papi)

Família da senhora Maria Luiza Valle de Oliveira(Dona Maricota)

Fonte: Arquivo do Circolo trentino de Nova Trento. Postagem: Jonas Cadorin

1989 – PRESÉPIOS EM FAMÍLIA 02

Em dezembro de 1989 o Grupo Folclórico Trentino em dezembro de 1989, fez visitas aos presépios da família Cipriani no bairro Mato Queimado. As visitas faziam parte da promoção do Circolo Trentino, Presépios em Família. O coral valorizava a confecção dos presépios, uma tradição do Tirol/Trentino, entoando cânticos natalinos das serenatas de antigamente. Na foto acima Aparecida , Selma Speranzini Cipriani e Nei Cipriani.

Edgar Mazzola, Anita Cipriani Mazzola e Rogério Mazzola.

Jeremias Cipriani e Família.

Confraternização. Ao fundo Moisés Cipriani acompanhando o grupo com o Bombardino.

Foto. arquivo do Circolo Trentino. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

1989 – PRESÉPIOS EM FAMILÍA – 01

Da direita para a esquerda: Irmã Norberta Dalri, Ir.ªMaria de Lourdes de Medeiros, Adélia Adami, Irª.____e Irª.___ Foto tirada por ocasião da visita do Grupo Folclórico Trentino em dezembro de 1989, ao presépio da a Casa de Repouso Nova Lourdes, das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. As visitas faziam parte da promoção do Circolo Trentino, Presépios em Família. O coral valorizava a confecção dos presépios, uma tradição do Tirol/Trentino, entoando cânticos natalinos das serenatas de antigamente.

Foto: arquivo do Circolo Trentino de Nova Trento. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

CRAMANTUA, ANCOI LÉ SAN VIGILI

Hoje é dia de San Vigili, São Vigílio, ,São Virgílio, padroeiro de Nova Trento. O Padroeiro de Trento que foi trazido ao Brasil pelos imigrantes do Tirol/Trentino em 1875. Hoje também é dia de aniversario de muitos ‘Virgilios’ que receberam este nome por terem nascido nesta data. E na semana dedicada ao santo havia a procissão dos Vigílios , com crianças e adultos que traziam aquele nome. Hoje também é dia de lembrar da principal festa da cidade de Nova Trento. Aquela em que havia missa festiva com cantos em latim acompanhada de harmônio, banda tocando no coro da igreja e no coreto, de sopa e pastéis, galinhas assadas com recheios feitos com temperos e segredos culinários de senhoras voluntárias… de vinho e de gasosão, da roda da fortuna, da tômbola, do aviãozinho, da rifa bichos ,de bicicletas, motos e carros.

Diante da dúvida sobre o nome do santo ser Vigílio ou Virgílio , em junho  2020, a partir de um histórico elaborado pelo padre Flávio Feller, ficou oficialmente reconhecido que se pode  tanto nominar as duas formas de escrita do nome do padroeiro de Nova Trento. Sabe-se, também que existiram outros dois santos com o mesmo nome: um que foi papa em 537 a 555 e outro que foi um monge irlandês do século VIII e  que comemora sua festa em 27 de novembro. A foto da estátua, no altar central da igreja matriz, apresenta o santo com as vestes de bispo, com o báculo, símbolo do poder episcopal, um ramo de palmas ,aos pés, representado o martírio, e os três dedos erguidos pra o alto indicando a santíssima trindade.( Há uma outra representação onde o santo parece com um tamanco de madeira nas mãos representeando as caminhadas do missionário e a forma com teria sido martirizado)

” Vigílio (século IV-V) nasceu em Roma e vivia com a família na belíssima região montanhosa trentina. Foi consagrado bispo de Trento por Ambrósio, que era bispo de Milão e tinha autoridade por todo o norte da Itália.
    Quando de sua consagração, o papa era Sirício, um enérgico defensor do primado romano por toda a comunidade cristã. Vigílio já havia declarado em diversas correspondências que “o apóstolo Pedro em pessoa sobrevive no bispo de Roma”. Mas mesmo assim o papa permitia que Ambrósio tivesse total autonomia de poder pelo norte da Itália, pois ali a estrutura cristã não estava muito bem consolidada. Ambrósio era o terceiro bispo de Trento e parte importante desse território ainda não estava evangelizada.
 Vigílio engajou-se de corpo e alma, sob tutela de Ambrósio, a combater e erradicar o paganismo de sua região. Para auxiliá-lo, recebeu mais três sacerdotes missionários, Sisínio, Martiro e Alessandro, todos vindos do Oriente. Assim, os trabalhos avançavam, pois percorriam todas as localidades pregando e catequizando a população. Ele se tornou respeitado pelo seu estilo humilde e servil, pelo caráter reto e justo, e por sua amizade e caridade sem distinção. Dessa forma, Vigílio conseguiu a conversão de muitas aldeias e cidades pagãs, fazendo, por outro lado, muitos inimigos também. Depois de dez anos de trabalho missionário, uma tragédia ocorreu. Uma discórdia em Sanzeno, entre os seguidores dos antigos cultos pagãos e um cristão que se negava a venerar Saturno, acabou colocando parte da população contra os três missionários, auxiliares de Vigílio. Eles foram mortos e queimados.
Mesmo diante dessa fatalidade, Vigílio não mudou seu comportamento. Humildemente, perdoou as pessoas que cometeram tais atrocidades e recolheu as relíquias dos mártires missionários, enviando-as para Constantinopla e Milão. O seu lema sempre fora “vencer sucumbindo”por isso não esmoreceu, aplicando-o durante toda a sua vida sacerdotal. O bispo Vigílio morreu no dia 26 de junho de 405 .Segundo uma antiga tradição sobre seu martírio, ele teria sucumbido após ter recebido alguns coices de cavalo, no Vale Rendena. Como não foi socorrido, agonizou até a morte.Suas relíquias mortais estão sob a guarda da catedral da diocese de Trento, onde são veneradas no dia do seu trânsito.”(https://www.oespiritosanto.com)

Foto e postagem: Jonas Cadorin

FAMÍLIA DE OLEGÁRIO MONTIBELLER (1920-1987) e ROSA TOMAZONI (1922 – 1997)

Esta foto dispensa comentários! “Siamo Tuti italiani. Família Montibeller. 16 filhos. Em Nova Trento, SC. Muito orgulho. E viva os 150 anos da Imigração italiana. Pediram para identificar. Primeira fileira dos menores: da direita para a esquerda, ( Djeka, kuti, no colo do pai Olegário, Goia, Cida, no colo da mãe Rosa, Kéia, Roque. Na segunda fileira dos maiores, da direita para a esquerda, Estela, Ivone, Miroca, Anita, Benilde, Dedé, Baiano, Pedro, Neuri e a Eli.”(https://www.facebook.com/djeka.montibeller.dalri) A família residia na casa de número 298, no bairro Trinta Réis. Olégario exerceu a profissão de pedreiro, carpinteiro e também entendia de mecânica de relógios. Era ele que fazia os consertos do relógio da igreja matriz. O sobrenome Montibeller é originário da cidade de Roncegno , no Tirol/Trentino.Os imigrantes que vieram a Nova Trento, Osvaldo Montibeller, ocupou o lote número 02 da linha Ribeirão Tirol. Costante e Pietro Montibeller também ocuparam lotes(não temos os números e localização) em Nova Trento.

Foto: Djeka Montibeller. Postagem: Jonas Cadorin

ANGELO GIUSTI AUTOR DO HINO LA AMÉRICA

No ano que se comemora os 150 anos da chegada de tiroleses/trentinos, vênetos, lombardos a Santa Catarina, fazemos esta postagem para homenagear o imigrante de Flores da Cunha(antiga Nova Trento) autor de uma das músicas mais tocadas em festas italianas. Em Santa Catarina, na gestão do governador Luís Henrique da Silveira, por indicação de projeto do Deputado Clésio Salvaro, se oficializou La Merica como tema das festividades dos 130 anos da imigração italiana em 08/06/2007. (No Rio Grande do Sul a oficialização do hino aconteceu no ano de 2005)

Angelo Giusti (1848-1929) nasceu na Itália e fez parte das primeiras gerações de imigrantes da Colônia Caxias, da qual Nova Trento – atual Flores da Cunha – pertencia até 1924. Passou grande parte de sua vida no Travessão Rondelli, onde cultivava a terra e escrevia poesias. O poeta-agricultor fazia os poemas e canções durante o dia na lavoura, e de noite, à luz de velas, passava tudo para o papel. Com sua charrete – puxada por um cavalo branco – ia até a sede da vila, onde o Frei Capuchinho Exupério de La Compôte, transformava as letras em partituras. Autodidata, Giusti sabia ler e escrever, mas nunca frequentou escolas. Aprendia e gravava a melodia de memória e, aos finais de semana, nos encontros de igreja e nas festas comunitárias, cantava com seus conterrâneos as composições que criava. Angelo Giusti deixou inúmeros poemas, inspirados na fé pessoal, na religiosidade e nos acontecimentos da sua época, entre eles o consagrado “La Mèrica”, o qual a tradição oral atribuiu a adaptação da obra à sua autoria. Angelo Giusti faleceu em 1929 e foi sepultado na Capela e Cemitério N.Sª do Carmo,neste cemitério, que faz parte da Sociedade Capela Nossa Senhora do Carmo, encontram-se os restos mortais do poeta Angelo Giusto, ilustre morador desta comunidade.”(https://www.brasiltalian.com/2017/11/a-historia-de-angelo-giusti-compositor.html).

A música em questão pertencia ao repertório de cantos populares da região do Tirol/Trentino e , como bem explicou o autor do texto acima, foi adaptada por Giusti, em especial o refrão a introdução e o refrão ‘Mérica Mérica…’ Segue abaixo o texto e partitura da música extraído de uma coletânea de cantos tradicionais publicado pelo maestro Silvio Pedrotti, em 1976, em Trento.

Fonte: Fotos e comentário: Jonas Cadorin

por Al Fero Postado em Todas