DECADA DE 1960 – DONA GEMA TONINI

Registro fotográfico da Srª Gema Tonini Ceccato de fronte a casa de seu irmão, sr. Elísio Tonini, no inicio da rua João Bayer Sobrinho. Foi funcionária na função de tecelã da filial da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux da cidade de Brusque e trabalhava no período da tarde, das 13h30 as 22h00. A fabrica localizava-se no Bairro Cascata (hoje Pousada Portal do Vígolo). Usava a bicicleta como meio de locomoção percorrendo diariamente cerca de 6 km (ida e volta . Residia e ainda reside no bairro Trinta Réis – Ceccato Motos). O guarda chuva fazia era companhia inseparável tanto para chuva, quanto para o sol. Seu afiado senso de humor revela uma mulher incrível que não contraiu novo casamento quando seu marido faleceu. Criou e educou seus quatro filhos com o suor do seu trabalho num época de muita carestia .
Fonte : Álbum da família Gema Tonini Ceccato, publicado no perfil do Facebook do seu sobrinho Godofredo L. Tonini.



1985 – MAURILIO MERIZIO – PUBI

O Saudoso professor Maurilio Merizio participan a comitiva de Nova Trento que participou do XI EMOBRESC ( Encontro Estadual do Programa Cultural do MOBRAL de Santa Catarina) no município de Concórdia. Na ocasião o professor dirigiu o grupo de teatro amador que apresentou a peça A Vitória da Cruz. A peça conquistou o 5º lugar .

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin

1970- SALVADOR BONECHER

O pedreiro Salvador Bonecher, morador do bairro Vigolo, em plena juventude em meados dos anos 70 posando ao lado de sua Vespa, sonho de consumo dos jovens daquela época. Sr. Salvador, hoje com 76 anos, ainda reside no Vígolo, é casado com Edina Teresinha Minatti Bonecher. Um casal que fala o dialeto tirolez/trentino e cultiva os costumes de antigamente como fazer o sbrega dhjaqueta, crauti, polenta, taiadele, sfregoloti…presépio, santa Lucia, pregar la corona…

Colaboração: Emilio Bonecher Masera. Postagem: Jonas Cadorin

2000 – PEDRA FUNDAMENTAL DA CAPELA MORTUÁRIA

Até o ano 2000 o costume de velar os defuntos era feito em casa,em geral na sala. Os mais antigos fazia a ‘eça’ utilizando uma porta da casa, apoiada sobre duas cadeiras enquanto o caixão era confeccionado e forrado com tecido preto ou branco na casa de algum marceneiro da cidade . Com o advento das funerárias na década de 1970, os caixões começaram a ser padronizados e acrescidos de adereços ou detalhes que faziam com que o preço oscilasse de acordo com o gosto e as posses dos familiares. O cortejo fúnebre saia da casa do falecido até a igreja matriz. Depois da missa de corpo presente era conduzido ao cemitério levado por familiares.( Tempo mais tarde pelos carros funerários. )A procisão era encabeçada por alguém carregandouma cruz( o ‘Duci Mutcho’ fez esta função por muitos anos), em seguida o caixão seguido do padre, familiares e muitas vezes pela banda padre Sabattini. No ano de 2000, no mandato do prefeito Saul Jose Rover e seu vice Jorge Bruno Ferrarro,(1997-2000), foi lançada a pedra fundamental da atual capela mortuária nas imediações do cemitério municipal. O projeto foi assinado pelo engenheiro Alfredo Cadorin. Desde então, os velórios acontecem neste local que dispoe de toda a estrutura para acolher os familiares e amigos que se reunem para prestar as últimas homenagens aos seus entes queridos.
Assinando a ordem de serviço, o vice prefeito Jorge B.Ferraro. Atrás o padre José Vollmer, Luiz Feller(Didi), Alvaro Polli

Fonte e postagem: arquivo pessoal Jonas Cadorin

1930 – FILHAS DE ARACY E ROMEU BOITEUX PIAZZA

Cartão postal com as filhas do casal Romeu Boiteux Piazza e Aracy Baptista Pereira Piazza, posando junto ao monumento do bisavô coronel Henrique Carlos Boiteux, na atual praça Getulio Vargas. São elas: Alba Heloísa Piazza(de Carvalho) 1924-2019) , Maria Aparecida Piazza 1928 – 2017 e Mônica Piazza (morreu na tenra idade)

Colaboração: Fátima Piazza(filha do saudoso Walter F. Piazza, imão das meninas da foto). Postagem: Jonas Cadorin

1944 – REGRAS PARA AS BATIDAS DOS SINOS DA IGREJA DO BAIXO SALTO

No alto da torre da igreja do salto foram colocados três sinos(grande, médio, pequeno) para chamare os fiéis para as funções religiosas. As batidas seguiam um regramento que caracteriza cada chamada.

“Regras sobre o toque dos sinos (nota do transcrevente, Pe Jose Da Poian)

Ás Ave Marias

De manhã ao amanhecer

Á noite ao entardecer

Ao meio dia  ás 12 horas

Aos Domingos e dias de Festa

Primeiro sinal o sino toca para chamar os fiéis à devoção: primeiro sinal às 2 horas (14h00)

Segundo sinal às 2 e meia

Terceiro sinal às 3 horas

NB. Doutrina das crianças às 2 horas e meia.

Visita do Padre

Sino: toca-se os dois sinos menores a chegada do Padre.

 Ás Ave Marias: tocam-se os três.

Para missa: tocam-se os sinos na hora combinada todas as vezes com o padre.

Enterro (sino dos mortos):

Finados adultos homens: com o sino menor três badaladas pausa …;depois duas com o segundo , alternando mais ou menos por espaço de 5 minutos.

Para mulheres: duas badaladas no menor e três do maior.

Para crianças: (5 anos para baixo) só badaladas no menor pausadas continuadas por 5.minutos”  

Fonte: Crônica dos principais acontecimentos que se dão na valada  do Baixo Salto nas visitas do sacerdote 1943 a 1963. Foto: Jonas Cadorin

1975 – BANDA PADRE SABBATINI

Da esquerda para direita: Virgílio Tomasi(maestro), 1º sax ?…,2ºsax, Jeremias Cipriani, 3º sax,?…, Érico Feller (trompa) , Joaquim (Quincão) tuba, Isaías Cadorin (surdo), Lino Cadorin(pratos). No centro: Ricardim Piazza(bumbo), Jânio Cadorin(trompa), ?…(trompa), Aprigio Botamelli (clarinete)

Foto: Arquivo Banda Padre Sabbatini. Postagem Jonas Cadorin

PIA UNIÃO S. ANTONII PATAVINI – IGREJA DO BAIXO SALTO – NOVA TRENTO

Medalha da Pia União de Santo Antonio de Pádua. A Igreja do Baixo Salto é dedicada a Santo Antonio e tem uma dedicatória em latim escrita na sua torre. No alto da cruz: JHS : Jesus Homini Salvator (Jesus Salvador dos Homens). Na parte inferior da cruz um dos símbolos da Ordem Franciscana onde aparece um braço de um frade cruzado com o braço de Cristo com a mão perfurada. No centro : S. Antoni + ora pro nobis ( Santo Antonio ora por nós) . Braço esquerdo da cruz: PIA UNIO (Pia União); no braço direito: S. ANTONII PATAVINI

No braço superior da cruz: ECCE CRUCEN DOMINI(Eis a cruz de Deus); No braço Inferior: 100 DIES INDULG. LEO XIII 21 MAI 1892: cem dias de indulgencia decretadas pelo papa Leão XIII em 21.05,1892. No Centro: VINCIT LEO DE TRIBU JUDA: venceu o leão da Tribo de Judá. No braço esquerdo: FUGITE PARTES ADVERSAE: Fugi forças inimigas! RADIX DAVID ALLELUIA A raiz de David! Aleluia !

Dos vários milagres atribuídos a Santo António passados em Portugal, destaca-se o milagre ocorrido em Santarém onde Santo António intervém para defender uma mulher das tentações do demônio, entregando-lhe um pedaço de pergaminho onde estava escrita uma pequena oração de exorcismo:
Eis a cruz do Senhor! +Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, + A raiz de David! Aleluia !

Medalha que pertenceu a senhora Angélica Cadore Adami, foi encontrada na reforma da casa onde morava no bairro salto e que hoje é de propriedade de Jonas Cadorin