1958 – FAMÍLIA ANGÉLICA CADORE E LUIZ ADAMI

A religiosidade cultivada nas famílias neotrentinas marcou a cidade como um traço distintivo. Por longa data Nova Trento foi conhecida como ‘celeiro de vocações’, ‘terra dos padres’, ‘Seminário a céu aberto’. A família Adami do bairro Baixo Salto foi um caso onde a religiosidade permeou a vida cotidiana a ponto de seis dos nove filhos seguirem a vida religiosa. Foto, da esquerda para a direita: José (Bepe- frequentou seminário) e Vicente  foram os únicos a não seguir a vida religiosa.
 Em pé: José, Adélia, Vicente, Luiz, Florentino, Virgílio, Leopoldo.
Sentadas: Amália, nona Angélica Cadore (viúva de Luiz Adami), Adelina (viveu  como religiosa junto as irmãs da Imaculada Conceição)

Foto: João Adami. Postagem e comentário Jonas Cadorin

PADRE LEOPOLDO ADAMI *1927 +29.08. 2022

Faleceu hoje, dia 29 de agosto de 2022 o padre Leopoldo Adami. Foi ordenado em 1958 na ordem dos padres Jesuítas. A família residia no Baixo Salto e dos onze filhos, nove seguiram a vida religiosa. Padre Leopoldo foi um sacerdote brilhante como professor e religioso chegando a exercer o cargo de Superior Provincial dos Jesuítas. Foi incentivador e participou ativamente da construção do Seminário Menor dos jesuítas em Nova Trento. Ele é o último da família a falecer encerrando uma história do tempo em que a religiosidade era o centro da vida cotidiana.
Padre Leopoldo em frente a casa onde residia no Baixo Salto. Foto tirada em 2004 no dia do sepultamento do seu irmão José(Bepi) Adami
Da direita para a esquerda os irmãos: Pe. Leopoldo, Vicente , Pe. Luiz, Irmão Jesuíta Virgílio
Da esquerda para a direita o seis irmãos: Irmã Amália, Ir. Virgílio, Vicente, Irmã Adélia, Pe. Leopoldo e Pe. Luiz

Fotos: João Adami. Postagem: Jonas Cadorin

DÉCADA DE 1970 – BERTOLINO – BERTOLA FAGUNDES e CHRISTINO MOTTA

Bertolino mais conhecido como Bertola(faleceu em 1983). Residia na entrada da rua Florianópolis. Uma figura folclórica. Assim como muitos(quase todos) homens de sua época era alcoólatra. Aceitava os trabalhos que eram recusados por todos como limpeza de fossas, sepultamento de animais em estado de putrefação, abertura de valas em terrenos lamacentos, vendia, com um carrinho de mão, bucho de boi (fato) que ele mesmo limpava. Na foto ele pousa com seu amigo Christino Motta(falecido em 1984) que residia no bairro Trinta Réis, se encontravam nos botecos e faziam a alegria dos presentes.

Foto, album de família de Selma Cipriani. Postagem e comentário Jonas Cadorin

1935 -2013 – CÉLIA/ZÉLIA TERESA DEMONTI MAÇANEIRO SEVERINO

“Enquanto planto flores e lavo o bule, te asseguro que não morro!” Célia ou Zélia era filha de Domingas Demonti e José Maçaneiro que faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino – Alvina, Ana(Zola), Maria do Carmo(Carmem),Célia(Zélia), Palmira, Lourdes e Cláudio. Residiam num lote na entrada do bairro Bezenello. No leito de morte o marido falou a esposa que não doasse as filhas, filho, costume de uma época em que a vida era muito difícil. Disse que viria num sonho para trazer-lhe um número para tirar a sorte grande. Não veio! Dona Domingas fez o que pode, empregou as meninas em casas de família da cidade. Cláudio aprendeu o ofício de carpinteiro. Quando cresceram três delas foram foram trabalhar fora da cidade(Curitiba e São Paulo) onde casaram. Zélia casou com João Severino em Curitiba teve dois filhos: Cosme e Carlos. A mensagem que segue na foto a seguir foi escrita por seu filho Carlos, por ocasião de sua morte. Dona Zélia era uma pessoa carismática e ao longo de sua vida fez muitíssimos amigos e amigas no bairro onde residia exercendo a atividade de costureira.

Foto: Carlos Severino. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

1940-1950 – Banda Padre Sabbatini

Foto da década de 1940-50 nas imediações da casa paroquial com músicos adultos e mirins da bandas padre Sabbatini. Na frente, ao lado do padre Lidivino Santini, um dos meninos exibe uma requinta(instrumento de palheta de timbre agudo ). A fundo é possível identificar o sr. João Cadorin segurando um baixo tuba, Jordão Cadorin com um clarinete, a sua frente , de terno branco, Lino Cadorin.

Foto: arquivo da paróquia, colaboração Padre Flávio Feller. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

1840 -1884 – PIERO DEMONTI

Homenagem do Banco SICOOB ao empreendedor Pietro Demonti por ocasião da 28 festa Incanto Trentino, realizada de 04 a 07 de agosto de 2022

Pietro Demonti(e)e sua esposa Rosa, naturais de Ronchi, no antigo Tirol, hoje Trentino, emigraram para Nova Trento em 1875. Era maquinista e mecânico de trem. O tirolez vira uma uma figura heroica com lendas e fatos permeando sua vida. Constrói em Nova Trento, no bairro Besenello, ajudado pela esposa Rosa e Giuseppe Bastiani um barco a vapor em uma época inoportuna, espera uma enchente para leva-lo até Tijucas onde pretendia iniciar o comércio de cabotagem em 1884, enfrentando os barões da época. Debilitado e sem recursos financeiros, morre meses depois, em dezembro de 1884 aos 44 anos. Seu exemplo de engenhosidade e empreendedorismo simboliza a vontade dos imigrantes de vencer na nova pátria.

BRAVO PIERO DEMONTE

Letra e música: Prof. Jonas Cadorin. Arranjos: Prof. Alan Facchini,julho2022

DA RONCHI NEL TIROL – DE RONCHI NO TIROL -A SCAMPAR DELA MISÉRIA – FUGINDO DA MISÉRIA – CON 35 ANI VENHU A NOVA TRENTO – COM 35 ANOS VEIO A NOVA TRENTO-PIERO DEMONTI E LA SU DONA ROSA – PIERO DEMONTI E SUA ESPOSA ROSA – NEL CUOR PIENO DI SOGNI – NO CORAÇÃO CHEIO DE SONHOS – E IN TESTA MILE IDÉE – E NA CABEÇA MIL IDEIAS E LA NAVE VA – E O BARCO VAI – A SLITAR NEL FIUME BRAÇO – DESLIZANDO NO RIO DO BRAÇO – PORTAVA RENTRO A SE – LEVAVA DENTRO DE SI – LA INGINIOSITÁ – A ENGENHOSIDADE – DEI NOSTRI BRAVI NONNI – DOS NOSSOS BRAVOS AVÓS – EL BRAVO FERÉR – O BRAVO FERREIRO – AIUTÁ PER LA SUA DONA – AJUDADO PELA ESPOSA – LA FAT UN VAPORET – CONSTRUIU UM PEQUENO BARCO A VAPOR – DE 13 METRI – DE 13 METRO – E TUTI CHE I VEDEA – E TODOS QUE O VIAM – I DIZEA SOTO VOCE – DIZIAM SUSSURANDO – LÉ PU CHE UN INZENIER – É MAIS QUE UM ENGENHEIRO –LÉ UM TIROLEZ TEMÔS – É UM TIROLEZ TEIMOSO – E LA NAVE VA …. E N’UNA BELA PIENA – E NUMA GRANDE ENCHENTE – LE NÁ SIN A TIJHUCA – FOI ATÉ TIJUCAS – DE LII A CITA HÁ FAT SQUANTI VIAZI – DAI ATÉ TIJUCAS FEZ ALGUMAS VIAGENS – MA STRAC E SENSA SOLDI – MAS CANSADO E SEM DINHEIRO –LÉ MORT LONTAN DE CASA – MORREU LONGE DE CASA RICORDEREMO SEMPRE – RECORDAREMOS SEMPRE – SUO EXEMPIO I E SUA STORIA – SEU EXEMPLO E SUA HISTÓRIA.

Postagem e foto: Jonas Cadorin

1975 – INOCENTE DEMONTI -LILIM – desfile do centenário da imigração

Desfile comemorativo aos 100 anos da imigração tirolesa/trentina para Nova Trento. Lilim Demonti representava os comerciantes abastados do início do município.( Local: defronte a igreja matriz. Ao fundo o antigo prédio da Casas do Rádio…e casa de Santino Voltolini)

Colaboração: Padre Flávio Feller – Álbum de fotos da paróquia. Postagem: Jonas Cadorin