Natalia Vinotti durante a benzedura para o sangue ‘louco’ ou hemorragia. Com um crucifixo na mão a benzedeira faz o sinal da Cruz sobre o paciente em seguida recita uma fórmula mágica, benzendo o/a paciente de cima para baixo com uma faca.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Terezinha Trainotti com o marido Antônio Anzini na entrada de sua casa e durante a benzedura contra o cobreiro, infecção da pele causada, acredita-se popularmente, por picadas de cobra de aranha ou outros animais. O ritual consiste em cortar nove folhas de árvore sobre a parte do corpo doente enquanto se recita o esconjuro. O ato simbólico de cortar de acordo com a força analógica da magia simpática, cortaria as pernas do cobreiro, impedindo-o de se expandir pelo corpo.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Yolanda Ferrari Vargas durante a benzedura para a febre no estômago. O paciente traz um ovo e um carretel de linha branca e virgem. A benzedeira dá nove voltas no ovo com o fio enquanto recita determinadas orações.Depois benze o ovo com o Rosário e fazendo os sinais da Cruz benze o paciente nove vezes suplicando a cura à Nossa Senhora. Finalizando o ritual o ovo e o fio são lançados ao fogo para simbolicamente queimar a dor de estômago.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Carolina Feller e Estanislao Dalri. Carolina era parteira em Nova Trento, nas localidades de Vígolo e Frederico. Aprendeu a auxiliar as parturientes com a sogra Domenica Orsi, nascida em Besenello e emigrada para Nova Trento em 1875 ou 1876, Domenica que já exercia esse ofício na Itália, trouxe para o Brasil o manual de obstetrícia do professor Pastorello, então talvez ela fosse uma das formadas junto ao instituto Alle Laste o livro foi posteriormente herdado por Carolina Feller
A cópia do manual de obstetrícia do professor Pastorello editado em Trento em 1843 e encontrado em Nova Trento de posse de Elis Facchini que, por sua vez, o herdou de sua avó Maristela Cadorin nora de Carolina Feller.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Olivia Lofy Reuter, a última parteira de Nova Trento que usava métodos tradicionais. Durante as comemorações dos 111º aniversario de emancipação politica de Nova Trento, a população quis homenagear algumas pessoas que realizaram importantes trabalhos para a comunidade. Entre as onze pessoas estava a senhora Reuter.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Os tiraóssi Salvador e Adelina na Gullini (in memoriam), herdaram do pai Inácio, o dom da manipulação. O pai guardava a sete chaves o segredo de sua arte, a qual os filhos herdaram igualmente porque, segundo eles, esse não é um ofício que pode ser ensinado, mas sim destinado a quem tem capacidade de ‘sentir’ com as mãos. estão entre os últimos que utilizam técnicas tradicionais de manipulação em casos de entorses é distensões musculares
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Olávia Piva e o benzimento dos animais contra bicheira carrapatos e outras infecções. aprendeu o segredo com Guido Speranzini, falecido em 2008, o qual o qual benzia com uma oração dirigida à São Paulo. O benzimento vinha em socorro á falta de veterinários e conhecimentos da saúde animal
A Capela de São Roque construída em 1896 pelos imigrantes tiroleses/trentinos, na localidade de Salto em Nova Trento onde todos os anos, até pouco tempo atrás, os animais eram levados para receber a benção do padre. Atualmente é feita a benção do sal que é levado para ser adicionado à comida dos animais.
fotos: Livro a Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso, postagem: Jonas Cadorin
Lourdes Woitena, enfermeira e parteira, com uma parturiente, nos anos 70, no Posto de Saúde Rural do Aguti. O posto foi criado em 1974 e funcionou como maternidade durante dez anos, atendendo pacientes de Corridas, Trombudo, Cancelas, Veado e outras, distantes do hospital do centro. Atuou como parteira até 1988, quando as leis de saúde proibiram a prática. Segundo Woitena, responsável por centenas de partos,(no hospital e nas residências) a sala de parto era precária: não havia eletricidade, uma maca dura e estreita, chão de assoalho de madeira, não havia berço para o bebê. Durante o parto era auxiliada por alguma mulher da família e, na falta destas, pelo marido.
Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
José Luís Hoffmann, conhecido como Zelino, filho do primeiro tiraóssi de Nova Trento, Andrea Hoffmann. Entrevistado aos 89 anos, em 2006, alguns meses antes do seu falecimento, Zelino foi o último dos tiraóssi que continuou até os anos mais recentes a tratar de ossos quebrados. A técnica era a mesma utilizada pelo pai que, em parte vinha de uma tradição ainda mais antiga de origem europeia, pelo menos no que diz respeito ao uso da tala feita com a clara de ovo batida, para imobilizar o membro lesionado.
Foto e comentário: livro A medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem Jonas Cadorin
Maria Bassi, nascida no Tirol em 1864 e emigrada para Nova Trento, era conhecida como o médico do povo. Dava conselhos e preparava remédios, mas sua especialidade era o tratamento contra os vermes, o qual previa um tratamento purificador seguido de um reconstituinte, ambos com medicamentos preparados por ela mesma.
Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem > Jonas Cadorin