SALVADOR e ADELINA GULLINI – GIUSTA ÓSSI

Os tiraóssi Salvador e Adelina na Gullini (in memoriam), herdaram do pai Inácio, o dom da manipulação. O pai guardava a sete chaves o segredo de sua arte, a qual os filhos herdaram igualmente porque, segundo eles, esse não é um ofício que pode ser ensinado, mas sim destinado a quem tem capacidade de ‘sentir’ com as mãos. estão entre os últimos que utilizam técnicas tradicionais de manipulação em casos de entorses é distensões musculares

Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin

OLÁVIA PIVA – BENZIMENTO CONTRA DOENÇA NOS ANIMAIS

Olávia Piva e o benzimento dos animais contra bicheira carrapatos e outras infecções. aprendeu o segredo com Guido Speranzini, falecido em 2008, o qual o qual benzia com uma oração dirigida à São Paulo. O benzimento vinha em socorro á falta de veterinários e conhecimentos da saúde animal

A Capela de São Roque construída em 1896 pelos imigrantes tiroleses/trentinos, na localidade de Salto em Nova Trento onde todos os anos, até pouco tempo atrás, os animais eram levados para receber a benção do padre. Atualmente é feita a benção do sal que é levado para ser adicionado à comida dos animais.

fotos: Livro a Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso, postagem: Jonas Cadorin

LOURDES WOITENA – PARTEIRA NO AGUTI

Lourdes Woitena, enfermeira e parteira, com uma parturiente, nos anos 70, no Posto de Saúde Rural do Aguti. O posto foi criado em 1974 e funcionou como maternidade durante dez anos, atendendo pacientes de Corridas, Trombudo, Cancelas, Veado e outras, distantes do hospital do centro. Atuou como parteira até 1988, quando as leis de saúde proibiram a prática. Segundo Woitena, responsável por centenas de partos,(no hospital e nas residências) a sala de parto era precária: não havia eletricidade, uma maca dura e estreita, chão de assoalho de madeira, não havia berço para o bebê. Durante o parto era auxiliada por alguma mulher da família e, na falta destas, pelo marido.

Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin

1920 – 2006 JOSÉ LUÍS HOFFMANN – ZELINO

José Luís Hoffmann, conhecido como Zelino, filho do primeiro tiraóssi de Nova Trento, Andrea Hoffmann. Entrevistado aos 89 anos, em 2006, alguns meses antes do seu falecimento, Zelino foi o último dos tiraóssi que continuou até os anos mais recentes a tratar de ossos quebrados. A técnica era a mesma utilizada pelo pai que, em parte vinha de uma tradição ainda mais antiga de origem europeia, pelo menos no que diz respeito ao uso da tala feita com a clara de ovo batida, para imobilizar o membro lesionado.

Foto e comentário: livro A medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem Jonas Cadorin

1864 – MARIA BASSI

Maria Bassi, nascida no Tirol em 1864 e emigrada para Nova Trento, era conhecida como o médico do povo. Dava conselhos e preparava remédios, mas sua especialidade era o tratamento contra os vermes, o qual previa um tratamento purificador seguido de um reconstituinte, ambos com medicamentos preparados por ela mesma.

Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem > Jonas Cadorin

por Al Fero Postado em Bassi

INÁCIO GULLINI E MARIA SARTORI

O tiraóssi Inácio Gullini, que atuou em Nova Trento desde os 16 anos de idade até a sua morte, aos 82 anos, em 1985 e sua esposa Maria Sartori. Autodidata, sem estudos em livros, aperfeiçoou suas habilidades manuais com a prática. No primeiro período de sua atividade, Inácio ocupou se também de ossos quebrados, com a antiga técnica de emplastro com a clara de ovo e, mais tarde, com uma resina vegetal que chamava de armesca. Com a chegada dos médicos e, sobretudo, dos especialistas ortopédicos, restringiu sua atividade às distensões, entorses e dores que exigiam somente a manipulação.

Foto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil. Postagem: Jonas Cadorin

A MEDICINA POPULAR DOS TRENTINOS NO BRASIL

Recomendamos a leitura do livro ” Mammane,Tiraóssi e Benzedeiros. La medicina poppolare dei trentini del Brasile” escrito em 2012, e publicado em português em 2022 com o título de ” A medicina popular dos trentinos no Brasil. Parteiras, Tiraóssi e Benzedeiros”. A autora é a linguista neotrentina Ivette Marli Boso. a capa do livro traz a foto da herborista Glorinha Boneccher Quaitao. O livro retrata , de forma clara e repleta de entrevistas com os envolvidos na temática, como a tradição da medicina popular foi importante para atender as demandas na área da saúde na comunidade colonial de Nova Trento e que ainda se faz presente no cotidiano. Uma viagem no tempo em que os partos eram feitos em casa, em que fraturas e entorses eram resolvidos pelas mãos dos ‘justa ossi”, das benzeduras e garrafadas de remédios caseiros para a ‘triza, lombrigas, zipra, mal olhado, doenças nos animais, cobreiro, arca caída, verrugas, sol na cabeça, hemorragias, fraqueza,… e tutti quanti…

O livro é uma preciosidade para a cultura neotrentina e catarinense. Pode ser adquirido por um preço, diria simbólico, dado o valor informativo da obra, na Liga feminina de combate ao câncer de Nova Trento e também no Centro de cultura e Memória de Nova Trento . Nas próximas publicações traremos algumas fotos eternizam a figuras de algumas destas pessoas que exerceram seus dons na medicina popular como Inácio Gullini, Lourdes Woitena , José luis Hoffman, o Zelino e outros mais.

Foto: capa do livro de autoria de carlos Pedrotti. Postagem Jonas Cadorin

1977 E 1989 – CARNAVAL EM NOVA TRENTO

Nova Trento viveu, num passado relativamente recente, um período acaloradas festas de carnaval. As folias aconteciam aconteciam nas Sociedades recreativas Humaitá e Primavera. A festa era animada, incialmente, por bandinhas formadas por músicos da Banda Padre Sabatini. Os Batuskelas foi uma das bandas que teve como berço os bailes de carnaval. No final dos anos oitenta, bandas de outros municípios vieram fazer parte dos festejos. Para não haver prejuízos com a divisão do público, os presidentes das duas agremiações negociavam dois dias de festa para cada sociedade. O carnaval infantil, oferecido nas tardes, também era promovido nas sedes com grande público. O carnaval de Nova Trento teve seus dias de glória e foi praticamente engolido pelos novos entretenimentos oferecidos nas cidades balneárias e pela paulatina desmobilização do Primavera e Humaitá que viram suas sedes e quadros diretivos se esvaziarem nos anos noventa. As fotos mostram momentos dos carnavais de 1977 e 1989 na sociedade recreativa Humaitá.

Fotos do site do Facebook Eu Curto Nova Trento. Imagens do arquivo da Sociedade Recreativa Humaitá. Postagem: Jonas Cadorin

DÉCADA DE 1950 – CASA DE COMÉRCIO DE ROMEU PIAZZA

Romeu Piazza, atendendo na casa de comércio localizada na esquina, defronte ao atual supermercado Bitencourt. Durante. Por décadas foi a principal casa de comércio da cidade e região. Se poderia dizer que era o shopping center da época. Fornecia um imensa variedade de mercadorias nacionais e importadas.

Foto: colaboração de Fátima Piazza. Postagem: Jonas Cadorin

por Al Fero Postado em Piazza

DÉCADA DE 1960 – SELMA CIPRIANI E MÁRIO SPERANZINI

Aos 89 anos, a viúva do saudoso Mário Speranzini, Selma Cipriani, mantém viva a memória da história de sua família e do bairro Mato Queimado. Com bom humor invejável, sempre tem algo de novo para acrescentar nas conversas de hoje e do passado. Uma curiosidade: Selma foi a primeira mulher neotrentina a dirigir um automóvel na cidade, tarefa na época reservada exclusivamente aos homens.

Mario Speranzini, nascido aos 14 de maio de 1954.

Foto: Álbum da família Selma Cipriani. Comentário: Jonas Cadorin