FUNERAIS DE ANA DALRI -1945

A foto retrata o funeral de Ana Dalri, nascida aos 19 de setembro de 1874 (no Tirol/trentino).Solteira Morava num cômodo contíguo á casa de seu irmão Francisco Dalri, no início do bairro Baixo Salto. Aos dezessete anos sofreu um acidente doméstico, uma lesão no rosto, numa das faces. A lesão evoluiu para um carcinoma (um dos tipos de câncer de pele) que lhe consumiu lentamente o rosto. Na época a medicina pouco sabia a respeito da doença e até mesmo analgésicos eram pouco potentes para doenças graves. Os relatos da irmã Rosa Dalri, sua sobrinha, em entrevista a Lorena Polli, informou que seu rosto ficava sempre coberto com tecidos leves para esconder e proteger os danos que produzidos pela doença a ponto de a mandíbula ficar exposta. Segundo ela , mesmo padecendo de dores lancinantes nunca se ouviu um único lamento. A câncer evoluiu com metástase. Ficou cega. No final da de uma vida de dores faleceu aos 71 anos de idade com fama de santidade. Seu funeral movimentou a cidade. Na foto seu caixão branco(em geral eram pretos), faz alusão ao martírio a que foi submetida. Na lápide de sua sepultura está esculpida a palma das mártires virgens cristãs está entalhada no mármore. Ao fundo o estandarte da congregação Mariana. O caixão está sendo carregado pelas Filhas de Maria com seu uniforme branco. Algumas delas levam flores , velas e rosário nas mãos. O padre Liduvino Santino tem nas mão o livro das exéquias. O cortejo fúnebre está saindo da igreja matriz que ainda exibe suas antigas portas de madeira entalhada. No canto inferior esquerdo da foto aparece uma caixa de repique e a baqueta o que nos leva a crer que o cortejo foi acompanhado pela banda padre Sabatini com suas marchas fúnebres.
O túmulo de Ana Dalri tornou-se local de visitação e vários são os ex-votos colocados ali fazendo menção a graças recebidas.A jornalista Lorena Poli escreveu um livro sobre os santos de cemitério de Nova Trento intitulado Gracia Ricevuta(ainda não publicado). Se você que nos segue tiver alguma graça ou depoimento que possa enriquecer a pesquisa sobre Ana Dalri, por gentileza pode comentar no post ou enviar email jonascadorin@gmail.com.

Foto Fúnebre: album de familia de Terezinha Natalina Dalri. Foto da lápide: Lorena Poli. Informações coletadas do livro Gracia Ricevuta. Síntese e postagem: Jonas Cadorin

GIOVANI BATTISTA TAMANINI – PASSAPORTE -AUSTRÍACO/TIROLÊS

Este é o passaporte de Giovanni Battista Tamanini ( patriarca da família Tamanini de Vígolo), um documento raríssimo que nos remete a chegada dos primeiros imigrantes trentinos que se estabeleceram  em Nova Trento, no ano de 1875. Como vocês podem observar, as inscrições no passaporte eram feitas em dois idiomas, o italiano e o alemão. Naquele período, a Província de Trento e toda a região do Trentino Alto Adige pertenciam ao Império Austro- Húngaro, isso explica o fato de muitos imigrantes trentinos estabelecidos em Nova Trento muitas vezes se identificarem como austríacos ou tiroleses, com cultura/história peculiar habitando território que posteriormente veio a se denominado como Trentino.. ( Aqui no site do Alfero, logo abaixo das categorias de de sobrenomes temos uma texto que resume a história dos tiroleses/trentinos que colonizaram diversas partes do Brasil, inclusive Nova Trento)
Acervo e comentário: Prof.  Jovane Tamanini
Colaboração: Alexandre A. Cipriani

ADULCI FELLER – ‘MUTCHO’

thumbnail_20200721_183056Adulci Feller, * 01.02.1937  + 21.05 2009. Solteiro, um devoto incondicional de Nossa Senhora do Bom Socorro, sempre acompanhava o saudoso padre Cláudio Piva  nas atividades que envolviam o santuário. Era muito comum encontrá-lo com um saco onde recolhia donativos para o santuário. No enterros e procissões  posicionava-se à frente carregando a cruz. Entusiástico admirador da banda padre Sabattini era o que inciava os aplausos após as apresentações seguido de um “VIVA Ô…” ao maestro. Marcou a comunidade por ser um cidadão de vida simples, sem estudos,sempre solícito, sem posses, sem segundas intenções , um homem adulto, de 72 anos, com alma de criança que viveu a fé cristã como orientação de vida.

Foto: Lápide do cemitério Central de Nova Trento. Postagem e comentário: Jonas Cadorin

PROCISSÃO – BANDA PADRE SABATTINI

Procissão da Congregação Mariana acompanhada pela Banda Padre Sabattini. Os congregados marianos exibem a fita (azul) com a medalha. Carregam um andor com uma imagem (suponho ser a do fundador do movimento, o jesuíta Jean Leunis – 1563). Na frente, com as vestes festivas para cerimônias especiais, o padre José Da Poian e dois acólitos(coroinhas ou como diziam no dialeto: theregoti). Mulheres(adultas e meninas) formavam uma fila(com vestidos que cobriam os braços e altura da saia bem abaixo do joelho, dentro da igreja sempre usavam um véu para cobrir a cabeça) e os homens(adultos e meninos) formavam outra fila (trajando o terno completo – paletó, gravata, colete, calça de ‘tergal” e sapato fetos nas sapatarias da cidade, sob encomenda. Muitos só tinham este terno que em geral havia sido usado para o casamento e que os acompanharia como roupa fúnebre). A data da foto é da década de 60, período em que o padre Da Poian atuou em Nova Trento.

foto: acervo da banda padre Sabattini. Postagem e comentário:Jonas cadorin

VIRGÍLIO BERTOTTI

No verso da foto do saudoso Virgílio está escrito:” LEMBRANÇA DA FORMATURA DE VIRGÍLIO BERTOTTI 1960″. Formatura no antigo Segundo Grau(Ensino Médio), no colégio Pio XII. Virgilio era filho de Alberto Bertotti(Tino) e Francisca Bottamedi Bertotti, residentes à rua Giácomo Poli, entrada para o bairro Salto

Foto: acervo da família Bertotti. Postagem: Jonas Cadorin

ENSAIO DO CORAL TRADIÇÃO – 1988

Coral Tradição do Circolo Trentino de Nova Trento, 1988, regido pelo maestro Elói Tell
O coral executava canções em dialeto, algumas da tradição neotrentina, outras do repertório do coro da SAT (Società degli Alpinisti Tridentini) o mais famoso dos coros de vozes masculina que cantavam os cantos de montanha)

fotos: Othmar Seehauser e Bruna La Lago Veneri , in L’Odissea Brasiliana.1988. Postagem: Jonas Cadorin

PREFEITURAS DE NOVA TRENTO

A PRIMEIRA SEDE DO PODER ADMINISTRATIVO FUNCIONOU NUM DOS PRÉDIOS À DIREITA NA FOTO DA PRAÇA GALILEU GALILEI (RENOMEADA PARA PRAÇA GETÙLIO VARGAS DURANTE A CAMPANHA DE NACIONALIZAÇÃO DA LÍNGUA NA DECADA DE 1940)
COM A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE NOVA TRENTO EM 8 DE AGOSTO DE 1892 A PREFEITURA FOI TRANSFERIDA PARA A PRAÇA DA BANDEIRA, ATUAL PRAÇA DEL COMUNE, ONDE HOJE ESTÁ SITUADO O PONTO DE TÁXI. NOS FUNDOS DA PREFEITURA É POSSÍVEL VISUALIZAR O ANEXO ONDE FUNCIONAVA DA DELGACIA E A CADEIA PÚBLICA.
NA DECADA DE 1970 FOI CONSTRUÍDA A NOVA SEDE DA PREFEITURA SAINDO DA ESQUINA PARA OS FUNDOS DA PARTE CENTRAL DA PRAÇA
11 DE AGOSTO FOI INAUGURADA A ATUAL SEDE DA PREFEITURA SEGUINDO A ARQUITETURA DE PRÉDIOS DA REGIÃO DO TRENTINO
O ENTÃO GOVERNADOR LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA E PREFEITA SANDRA REGINA ECCEL OFICIALIZANDO A INAUGURAÇÃO DO PRÉDIO
GRUPO FOLK NEA TRIDENTUM, DE NOVA TRENTO

Postagem Jonas Cadorin. Fotos do arquivo pessoal e do jornal O Município do dia 13.08.2007

CAMPEÕES BRASILEIROS DE MÔRA -2004

No dia 18 de julho de 2004, na cidade de Rio do Oeste, durante a Festa da Polenta ocorreu o Campeonato Nacional de Môra. Participaram 46 duplas , de diversas cidades. Duplas femininas também competiram. Um jogo tradicional trazidos pelos imigrantes tem como requisitos primordiais: saber contar até dez em italiano, ter raciocínio rápido e voz para anunciar o número da aposta. De pé , se joga com as mãos sobre uma mesa. As apostas e batidas acontecem em ritmo acelerado e eufórico, parece uma grande briga!. Vence quem acerta a soma total ds dedos. Era praticado em todos os bairros de Nova Trento nos botecos.
Da esquerda para a direita: Adelina Gullini,….,Luisa Franzoi, participaram do campeonato feminino.( A matéria não informou a premiação. Importante notar que as neotrentinas subverteram uma tradição de que môra não era jogo para mulheres).

Fonte:Jornal o Atlantico de 26 de julho de 2004. Postagem Jonas Cadorin