1840 -1884 – PIERO DEMONTI

Homenagem do Banco SICOOB ao empreendedor Pietro Demonti por ocasião da 28 festa Incanto Trentino, realizada de 04 a 07 de agosto de 2022

Pietro Demonti(e)e sua esposa Rosa, naturais de Ronchi, no antigo Tirol, hoje Trentino, emigraram para Nova Trento em 1875. Era maquinista e mecânico de trem. O tirolez vira uma uma figura heroica com lendas e fatos permeando sua vida. Constrói em Nova Trento, no bairro Besenello, ajudado pela esposa Rosa e Giuseppe Bastiani um barco a vapor em uma época inoportuna, espera uma enchente para leva-lo até Tijucas onde pretendia iniciar o comércio de cabotagem em 1884, enfrentando os barões da época. Debilitado e sem recursos financeiros, morre meses depois, em dezembro de 1884 aos 44 anos. Seu exemplo de engenhosidade e empreendedorismo simboliza a vontade dos imigrantes de vencer na nova pátria.

BRAVO PIERO DEMONTE

Letra e música: Prof. Jonas Cadorin. Arranjos: Prof. Alan Facchini,julho2022

DA RONCHI NEL TIROL – DE RONCHI NO TIROL -A SCAMPAR DELA MISÉRIA – FUGINDO DA MISÉRIA – CON 35 ANI VENHU A NOVA TRENTO – COM 35 ANOS VEIO A NOVA TRENTO-PIERO DEMONTI E LA SU DONA ROSA – PIERO DEMONTI E SUA ESPOSA ROSA – NEL CUOR PIENO DI SOGNI – NO CORAÇÃO CHEIO DE SONHOS – E IN TESTA MILE IDÉE – E NA CABEÇA MIL IDEIAS E LA NAVE VA – E O BARCO VAI – A SLITAR NEL FIUME BRAÇO – DESLIZANDO NO RIO DO BRAÇO – PORTAVA RENTRO A SE – LEVAVA DENTRO DE SI – LA INGINIOSITÁ – A ENGENHOSIDADE – DEI NOSTRI BRAVI NONNI – DOS NOSSOS BRAVOS AVÓS – EL BRAVO FERÉR – O BRAVO FERREIRO – AIUTÁ PER LA SUA DONA – AJUDADO PELA ESPOSA – LA FAT UN VAPORET – CONSTRUIU UM PEQUENO BARCO A VAPOR – DE 13 METRI – DE 13 METRO – E TUTI CHE I VEDEA – E TODOS QUE O VIAM – I DIZEA SOTO VOCE – DIZIAM SUSSURANDO – LÉ PU CHE UN INZENIER – É MAIS QUE UM ENGENHEIRO –LÉ UM TIROLEZ TEMÔS – É UM TIROLEZ TEIMOSO – E LA NAVE VA …. E N’UNA BELA PIENA – E NUMA GRANDE ENCHENTE – LE NÁ SIN A TIJHUCA – FOI ATÉ TIJUCAS – DE LII A CITA HÁ FAT SQUANTI VIAZI – DAI ATÉ TIJUCAS FEZ ALGUMAS VIAGENS – MA STRAC E SENSA SOLDI – MAS CANSADO E SEM DINHEIRO –LÉ MORT LONTAN DE CASA – MORREU LONGE DE CASA RICORDEREMO SEMPRE – RECORDAREMOS SEMPRE – SUO EXEMPIO I E SUA STORIA – SEU EXEMPLO E SUA HISTÓRIA.

Postagem e foto: Jonas Cadorin

1950- FAMÍLIA BATISTTI – SAUDADE GRANDE


RETRATO DA FAMÍLIA BATTISTI : Registro fotográfico realizado na localidade Saudade Grande, Nova Trento, dos familiares dos saudosos, Sr. Celeste Battisti e Sra Lucia Piffer Battisti, no final da década de 1950.
CASA : Era uma casa de madeira, muito bonita e aconchegante, a conheci em minhas constantes visitas ao interior do município.
RADIO APARECIDA : Na primeira vez que estive visitando seus moradores, ao entrar na sala de visitas da casa, vi um radio da famosa marca SEMP, encima de uma prateleira pequena, enfeitada por uma bela toalha e sintonizado na Radio Aparecida em ondas curtas, quando o saudoso Padre Vitor Coelho de Almeida, nesse momento, estava dando a tradicional e diária benção de Nossa Senhora Aparecida, sempre as 15:00 hs., para mim, uma lembrança inesquecível, fatos da vida real”

Colaboração: Gododofredo L. Tonini. Postagem: Jonas Cadorin

1969 – GINÁSIO ORIENTADO PARA O TRABALHO GOT

Registro fotográfico de uma turma de alunos e suas professoras realizado no ano de 1969, defronte ao antigo Convento das irmãs da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Caso alguém consiga identificar os alunos e alunas, pedimos a gentileza de comentar no balão de diálogo no lado superior direito da foto.

Fonte: Acervo fotográfico : Geltrudes Tirloni, postado por Godofredo L. Tonini em sua pagina no Facebook.

JOÃO E OTILIA M. TOMAZONI

OTILIA M. TOMAZONI * 23-11-1899 + 02-08-1983 JOÃO TOMAZONI *07-06-1896 + 15 -11-1965 (O sobrenome Tomazoni também aparece gravado como Tomasoni em outras lápides) Casal da primeira geração, filhos de imigrantes. Na lápide o sobrenome da dona Otília está abreviado. Se alguém souber informar faremos a citação( Interessante notar que era cultura da época quase que suprimir o sobrenome das mulheres quando casavam. poucos são os registros onde o sobrenome delas é gravado nas lápides). O Objetivo de publicarmos fotos destes casais mais antigos é salvaguardar a o patrimônio fotográfico bem como homenageá-los. enquanto forem lembrados continuam vivos nas nossas memórias. Pena que nem todos os túmulos tem registros fotográficos. O mais antigos , com certeza, por não terem feito nenhuma fotografia em vida.

Fonte: cemitério central Nova Trento. Postagem : Jonas Cadorin

1970 -1995 AÇOUGUE DO FÁBIO

24,09,1991- Isidoro Maçaneiro e Saulo Cadorin, açougueiros do açougue do Fabio exibindo um boi que depois de abatido pesou 34,5 arroubas.( O boi pertencia ao sr… Capraro, do bairro Vígolo. Bois como este eram usados em serviços agrícolas e quando velhos eram vendidos aos açougues)
A foto registra o prédio onde funcionou o açougue do Sr. Fábio Raulino, casado com Albertina Darós, localizado na rua João Bayer Sobrinho. O açougue marcou uma época em que se comprava carne bovina e suína em abatedouros – açougues- onde os animais eram abatidos nas primeiras horas da manhã e depois de esquartejados eram comercializados no balcão na parte da frente. Sr Fábio foi o último açougueiro a manter este tipo de de comércio.(Antes dele e contemporâneos a ele também havia o açougue do do Angelim Dalri, no Salto e do Érico Corsi, na subida do Moro da Cruz. O sr. Aprígio Botamelli, esporadicamente também comercializava carne ,de porta em porta de animais que abatia em casa). Importante lembrar que neste período o regramento sanitário para o abate e comercialização de carne ainda eram incipientes o que não impedia dos açougueiros de exercer sua profissão com responsabilidade zelando pela higiene possível para os padrões daquele tempo. Fábio era o açougueiro proprietário e responsável por uma equipe de profissionais como Isidoro Maçaneiro, Saulo Cadorin, Leodelides (Lidi) Michelli, Nestor Raulino, … Orsi(Zorro).
Foto realizada em nos idos dos anos dois mil quando o local já estava fechado. O ambiente era onde acontecia os abates era todo pintado de branco e uma calha com água corrente ajudava a higienizar o espaço e evitar a propagação de insetos como moscas. Ao lado do abatedouro fica a mangueira onde os animais a serem abatidos ficavam aguardando sua vez! O açougue do Fábio era também um espaço onde as crianças iam presenciar o fadigoso trabalho dos açougueiros.. Quando o boi fugia era uma festa!

Fotos cedidas por Saulo Cadorin. Postagem e comentários: Jonas Cadorin