1920 – 2006 JOSÉ LUÍS HOFFMANN – ZELINO

José Luís Hoffmann, conhecido como Zelino, filho do primeiro tiraóssi de Nova Trento, Andrea Hoffmann. Entrevistado aos 89 anos, em 2006, alguns meses antes do seu falecimento, Zelino foi o último dos tiraóssi que continuou até os anos mais recentes a tratar de ossos quebrados. A técnica era a mesma utilizada pelo pai que, em parte vinha de uma tradição ainda mais antiga de origem europeia, pelo menos no que diz respeito ao uso da tala feita com a clara de ovo batida, para imobilizar o membro lesionado.

Foto e comentário: livro A medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem Jonas Cadorin

1864 – MARIA BASSI

Maria Bassi, nascida no Tirol em 1864 e emigrada para Nova Trento, era conhecida como o médico do povo. Dava conselhos e preparava remédios, mas sua especialidade era o tratamento contra os vermes, o qual previa um tratamento purificador seguido de um reconstituinte, ambos com medicamentos preparados por ela mesma.

Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem > Jonas Cadorin

INÁCIO GULLINI E MARIA SARTORI

O tiraóssi Inácio Gullini, que atuou em Nova Trento desde os 16 anos de idade até a sua morte, aos 82 anos, em 1985 e sua esposa Maria Sartori. Autodidata, sem estudos em livros, aperfeiçoou suas habilidades manuais com a prática. No primeiro período de sua atividade, Inácio ocupou se também de ossos quebrados, com a antiga técnica de emplastro com a clara de ovo e, mais tarde, com uma resina vegetal que chamava de armesca. Com a chegada dos médicos e, sobretudo, dos especialistas ortopédicos, restringiu sua atividade às distensões, entorses e dores que exigiam somente a manipulação.

Foto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil. Postagem: Jonas Cadorin

A MEDICINA POPULAR DOS TRENTINOS NO BRASIL

Recomendamos a leitura do livro ” Mammane,Tiraóssi e Benzedeiros. La medicina poppolare dei trentini del Brasile” escrito em 2012, e publicado em português em 2022 com o título de ” A medicina popular dos trentinos no Brasil. Parteiras, Tiraóssi e Benzedeiros”. A autora é a linguista neotrentina Ivette Marli Boso. a capa do livro traz a foto da herborista Glorinha Boneccher Quaitao. O livro retrata , de forma clara e repleta de entrevistas com os envolvidos na temática, como a tradição da medicina popular foi importante para atender as demandas na área da saúde na comunidade colonial de Nova Trento e que ainda se faz presente no cotidiano. Uma viagem no tempo em que os partos eram feitos em casa, em que fraturas e entorses eram resolvidos pelas mãos dos ‘justa ossi”, das benzeduras e garrafadas de remédios caseiros para a ‘triza, lombrigas, zipra, mal olhado, doenças nos animais, cobreiro, arca caída, verrugas, sol na cabeça, hemorragias, fraqueza,… e tutti quanti…

O livro é uma preciosidade para a cultura neotrentina e catarinense. Pode ser adquirido por um preço, diria simbólico, dado o valor informativo da obra, na Liga feminina de combate ao câncer de Nova Trento e também no Centro de cultura e Memória de Nova Trento . Nas próximas publicações traremos algumas fotos eternizam a figuras de algumas destas pessoas que exerceram seus dons na medicina popular como Inácio Gullini, Lourdes Woitena , José luis Hoffman, o Zelino e outros mais.

Foto: capa do livro de autoria de carlos Pedrotti. Postagem Jonas Cadorin

DÉCADA DE 1950 – CASA DE COMÉRCIO DE ROMEU PIAZZA

Romeu Piazza, atendendo na casa de comércio localizada na esquina, defronte ao atual supermercado Bitencourt. Durante. Por décadas foi a principal casa de comércio da cidade e região. Se poderia dizer que era o shopping center da época. Fornecia um imensa variedade de mercadorias nacionais e importadas.

Foto: colaboração de Fátima Piazza. Postagem: Jonas Cadorin

DÉCADA DE 1960 – SELMA CIPRIANI E MÁRIO SPERANZINI

Aos 89 anos, a viúva do saudoso Mário Speranzini, Selma Cipriani, mantém viva a memória da história de sua família e do bairro Mato Queimado. Com bom humor invejável, sempre tem algo de novo para acrescentar nas conversas de hoje e do passado. Uma curiosidade: Selma foi a primeira mulher neotrentina a dirigir um automóvel na cidade, tarefa na época reservada exclusivamente aos homens.

Mario Speranzini, nascido aos 14 de maio de 1954.

Foto: Álbum da família Selma Cipriani. Comentário: Jonas Cadorin

1965 – ANTÔNIO CIPRIANI

Antônio(Toninho) Cipriani e seu caminhão Ford F600, utilizado para a dura tarefa de transportar toras de madeira para a serraria que ficava na propriedade da família, no bairro Mato Queimado.

Foto: Acervo da família de Selma Cipriani Speranzini

1865 -1942 – AMABILE VISINTAINER

Amabile Visintainer, nascida em Vigolo Vattaro, aos 16 de dezembro de 1865, migrou para o Brasil em 25 de setembro de 1875, com seu pai, Napoleone Visintainer , sua mãe, Anna Piannezer, os irmãos, Ernesto, Domenica, Luigi e Giovanni (faleceu, com menos de um ano, durante a viagem e foi sepultado no mar). Fugindo de um contexto de fome e miséria, um terço da população de Vigolo Vattaro deixou a região do Tirol ,pertencente ao império Austro- húngaro em direção a América do Sul, Brasil, mais especificamente. A família Visintainer foi alocada na linha Vigolana. Foi ali que Amabile , viveu momentos de dificuldades na organização da vida na nova terra. Foi ali, também, que, motivada pelos ideais católicos, deu inicio a uma obra assistencial com apoio dos padres jesuítas, veio a tornar-se a congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Como religiosa assumiu seu novo nome (renunciando as coisas do mundo) de Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Viveu sua opção de vida até as últimas consequências. Faleceu em 0 9 de julho de 1942 com fama de santidade. Após um processo canônico foi reconhecida como santa (a primeira santa da igreja no Brasil) em 12 de maio de 2002 pelo papa João Paulo II. Máximas de Santa Paulina: ” Os doentes são a verdadeira face de Deus”. “Quanto menos fazemos nossa vontade, tanto mais faremos aquela de Deus. ” Volontá di Dio, paradiso mio. A vontade de Deus é o meu paraíso”. ” Não desanimeis, Jamais, mesmo que venham ventos contrários.”

Natural do Tirol Italiano, faleceu aos 77 anos, profissão: irmã de caridade. O sobrenome foi escrito com ‘W’ sendo que a grafia correta, de acordo com o documento da partida abaixo, item número 11, se escreve com ‘V’, Visintainer.

Pintura representando a tristeza do sepultamento no mar do menino Giovanni

Fotos: acervo da casa materna em Vigolo Vattaro, comentários , Jonas Cadorin

DEZEMBRO 1996 – PONTE ÂNGELO CIPRIANI

Construída em 1996,na gestão do então prefeito Godofredo Tonini e Vice Sandra E. Rachaadel, a ponte Ângelo Cipriani, também conhecida como ‘ponte do Vicki’, por fazer divisa com a ferraria do Vicki( Lodovico Cadorin), liga a rua Felipe Schmidt com a rua dos Imigrantes. Foto revela que na época não havia construções nas imediações da ponte.

Fonte: arquivo pessoal Jonas Cadorin