Lino giacomini e a benzedura para problemas de pele como as verrugas. O benzedeiro, enquanto recita em dialeto uma antiga fórmula mágica trazida da Itália, benze o paciente com uma medalha de ouro, outros usam a aliança.
Fonte: A Medicina popular dos Trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Benilde Trainotti durante a benzedura para o Sol na cabeça: sinal da Cruz orações a Deus e a nossa senhora e o antigo rito mágico que usa uma garrafinha de água com três dentes de alho. Se a água ferver é a prova de que o paciente está sofrendo essa dor de cabeça devido à influência maléfica do Sol e se procede então com a recitação do esconjuro para a cura.
Benilde Trainotti e a benzedura para distensões musculares ou entorses, com o ‘método da costura’: com agulha e linha branca a benzedeira executa determinados pontos em um pedaço de pano branco enquanto recita nove vezes um esconjuro
Fonte: A Medicina popular dos Trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Natalia Vinotti durante a benzedura para o sangue ‘louco’ ou hemorragia. Com um crucifixo na mão a benzedeira faz o sinal da Cruz sobre o paciente em seguida recita uma fórmula mágica, benzendo o/a paciente de cima para baixo com uma faca.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Terezinha Trainotti com o marido Antônio Anzini na entrada de sua casa e durante a benzedura contra o cobreiro, infecção da pele causada, acredita-se popularmente, por picadas de cobra de aranha ou outros animais. O ritual consiste em cortar nove folhas de árvore sobre a parte do corpo doente enquanto se recita o esconjuro. O ato simbólico de cortar de acordo com a força analógica da magia simpática, cortaria as pernas do cobreiro, impedindo-o de se expandir pelo corpo.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Yolanda Ferrari Vargas durante a benzedura para a febre no estômago. O paciente traz um ovo e um carretel de linha branca e virgem. A benzedeira dá nove voltas no ovo com o fio enquanto recita determinadas orações.Depois benze o ovo com o Rosário e fazendo os sinais da Cruz benze o paciente nove vezes suplicando a cura à Nossa Senhora. Finalizando o ritual o ovo e o fio são lançados ao fogo para simbolicamente queimar a dor de estômago.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Carolina Feller e Estanislao Dalri. Carolina era parteira em Nova Trento, nas localidades de Vígolo e Frederico. Aprendeu a auxiliar as parturientes com a sogra Domenica Orsi, nascida em Besenello e emigrada para Nova Trento em 1875 ou 1876, Domenica que já exercia esse ofício na Itália, trouxe para o Brasil o manual de obstetrícia do professor Pastorello, então talvez ela fosse uma das formadas junto ao instituto Alle Laste o livro foi posteriormente herdado por Carolina Feller
A cópia do manual de obstetrícia do professor Pastorello editado em Trento em 1843 e encontrado em Nova Trento de posse de Elis Facchini que, por sua vez, o herdou de sua avó Maristela Cadorin nora de Carolina Feller.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Olivia Lofy Reuter, a última parteira de Nova Trento que usava métodos tradicionais. Durante as comemorações dos 111º aniversario de emancipação politica de Nova Trento, a população quis homenagear algumas pessoas que realizaram importantes trabalhos para a comunidade. Entre as onze pessoas estava a senhora Reuter.
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Os tiraóssi Salvador e Adelina na Gullini (in memoriam), herdaram do pai Inácio, o dom da manipulação. O pai guardava a sete chaves o segredo de sua arte, a qual os filhos herdaram igualmente porque, segundo eles, esse não é um ofício que pode ser ensinado, mas sim destinado a quem tem capacidade de ‘sentir’ com as mãos. estão entre os últimos que utilizam técnicas tradicionais de manipulação em casos de entorses é distensões musculares
Fonte: A Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin
Olávia Piva e o benzimento dos animais contra bicheira carrapatos e outras infecções. aprendeu o segredo com Guido Speranzini, falecido em 2008, o qual o qual benzia com uma oração dirigida à São Paulo. O benzimento vinha em socorro á falta de veterinários e conhecimentos da saúde animal
A Capela de São Roque construída em 1896 pelos imigrantes tiroleses/trentinos, na localidade de Salto em Nova Trento onde todos os anos, até pouco tempo atrás, os animais eram levados para receber a benção do padre. Atualmente é feita a benção do sal que é levado para ser adicionado à comida dos animais.
fotos: Livro a Medicina popular dos trentinos no Brasil, de Ivette M. Boso, postagem: Jonas Cadorin
Lourdes Woitena, enfermeira e parteira, com uma parturiente, nos anos 70, no Posto de Saúde Rural do Aguti. O posto foi criado em 1974 e funcionou como maternidade durante dez anos, atendendo pacientes de Corridas, Trombudo, Cancelas, Veado e outras, distantes do hospital do centro. Atuou como parteira até 1988, quando as leis de saúde proibiram a prática. Segundo Woitena, responsável por centenas de partos,(no hospital e nas residências) a sala de parto era precária: não havia eletricidade, uma maca dura e estreita, chão de assoalho de madeira, não havia berço para o bebê. Durante o parto era auxiliada por alguma mulher da família e, na falta destas, pelo marido.
Foto e texto do livro: A medicina popular dos trentinos no Brasil , de Ivette M. Boso. Postagem: Jonas Cadorin