” Dia 4 / 02 / 1940 Domingo de Carnaval. Fez-se a adoração ao Santíssimo. Os cruzados estiveram vestidos com os distintivos: Medalha do cruzado, faixa com o distintivo cálice e hóstia, estandarte vermelho com Cruz de Malta.” O registro do padre vigário no livro das crônicas da paróquia evidencia a preocupação de se ter uma alternativa cristã(sacralização do cotidiano) para os festejos do carnaval que começava a se difundir na cidade.
Na foto dos membros da Cruzada Eucarística Infantil da localidade da Valsugana que se encontra afixada na sacristia da capela dedicada a santo Estanislau Kostka. A foto é da década de 1960, não traz a identificação das crianças. O padre na ocasião é o Pe. José Rodhen e o menino a seu ado era o sr. Luiz Albano Tamanini. As crianças, meninos e meninas, se encontram devidamente uniformizados, com uma estola com os simbolos da cruzada. Um detalhe: algumas crianças estão descalças. Calçado era artigo de luxo e como os pés das crianças estão em crescimento, muitas delas só iriam ter sapatos quando chegassem a juventude ou ‘herdassem’ de um irmão/irmã mais velho. Sapato sé se usava em festas e ocasiões muito especiais. Andar descalço era a regra. A Cruzada Eucarística foi implantada em todas as capelas da paróquia de Nova Trento em meados da década de 1930.
Em 27 de fevereiro 1954, em pleno verão, aconteceu o casamento dos jovens Alcides Lacerda e Dorvalina Galvan, que hoje celebra setenta e um anos! Fizeram e fazem história. Residentes na localidade de Alto Lageado, desde que casaram, tiveram 12 filhos: Aparecida, Carmelita, Eliseu, Maria de Lourdes, Natalina, Paulo, Salete, Santina e in memoriam: Alvin, Valdemar, Valéria e Virgílio. São os queridos nonos de 14 netos e bisnonos de dez bisnetos. Quando se reúnem todos a festa esta feita. É muita gente, juntando noras e genros… Seu Alcides está com 93 anos, cheio de vitalidade, trabalhou em mineração e na agricultura. Sempre alegre, não abre mão de plantar seu próprio alimento em hortas impecáveis(ver as fotos abaixo). Dona Dorvalina tem 91 anos, sempre reservada e atenta lembra o rosto de tantas mulheres que, como ela, enfrentaram a dura rotina da maternidade e dos trabalhos na roça e no lar, cozinhar, passar, limpar a casa sempre com um olhar para os doze filhos e filhas. Pessoas de fé, assistem a missa todos os dias na televisão e vivem com serenidade a longevidade que Deus lhes concedeu. E VIVA I SPOSI ! E VIVA OS NOIVOS !
Diz em os especialistas que o vinho quanto mais velho, melhor. Por isso que o vinho da nome às bodas de 70 anos de casados.
Fotos e informações: Aparecida Bitencourt. Postagem: Jonas Cadorin
Em 1983, a neotrentina Ana, concorreu a vereadora em Curitiba. Filha de Antônio Maçaneiro e Domingas Demonti(Domingas era neta de Pietro Demonti, o tirolês que construiu o barco a vapor). Residiam na entrada do bairro Mato Queimado. O pai faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino. No leito de morte falou para esposa não dar para adoção nenhuma das crianças pois viria num sonho dar os números para tirar a sorte grande na loteria. Os números não vieram e a viúva, bravamente , com auxílio de vizinhos e amigos, criou a família. Desde cedo as meninas começaram a trabalhar. Com um pouco mais de idade foram trabalhar fora da cidade como domésticas: Alvina foi para São Paulo e lá viveu sua vida. Ana(Zola) e Zélia foram morar em Curitiba. Cláudio o único filho homem, Maria do Carmo(Carmem), Lourdes e Palmira ficaram em Nova Trento. Todos constituíram família.
Hoje, dia 21 de janeiro, dia nacional do Imigrante Italiano. Em Nova Trento dia do imigrante Tirolês. ” Colônia Tirolesa em Santa Catarina. Em 1875 o governador do estado de Santa Catarina querendo incrementar o trabalho agrícola no seu estado apelou para famílias do Tirol (Áustria). A esse apelo muitas famílias deixaram a Terra Natal e imigraram para o Brasil. Na primeira turma vieram 6 famílias de Vigolo Vattaro e entre elas Amábile Visinatiner que contava então com 10 anos de idade”. (Do Esboço histórico da congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição 1895 a 1945.) Eram tiroleses de língua italiana que até 1919 fazia parte do império austro-húngaro. Na foto um grupo de tiroleses trabalhando nos serviços públicos, abertura de estrada, previsto no contrato Caetano Pinto que trouxe os imigrantes para o Alferes a futura Nova Trento em 1892. Sobre esse assunto sugiro ler a apostila que se encontra como na página de abertura do site http://www.alfero.com
Foto arquivo Jonas Cadorin. Postagem: Jonas Cadorin
Casa de Augusto Klan e esposa Albertina Casagrande no distrito de Claraíba. A casa, estilo enxaimel, segundo informações de Juliano Mazzola, teria sido demolida na época em que foi construída a SC 411 que passa por aquele distrito.(Distrito em 27 de abril de 1895, incialmente se chamava de Sedezi (Km 16 ) depois Aliança e finalmente Claraíba(nome popular dado a uma espécie de arbusto, o Louro Preto ).
Fonte: arquivo Juliano Mazzola. Postagem: Jonas Cadorin
Alcides Rover * 21.04.1940 + 01.01. 1995 Maria Salete Muraro * 22.04.1941 + 26.08.2021. Residiam na rua João Bayer Sobrinho, de fronte a venda do sr. José (Zeca) Marchiori.
As lápides de cemitério são um importante registro histórico de nossos antepassados que estiveram presentes na formação do munícipio. Infelizmente restam pouquíssimos registros dos pioneiros. Este , do sr. José Valle, mesmo sem foto, registra o nascimento e morte, aos 73 anos, de um filho de imigrantes, considerando que seus pais tenham chegado em 1875.
Fonte: lápide do cemitério central, Nova Trento. Foto e postagem: Jonas Cadorin
O sobrenome Raiser proveniente da comune de Calliano , na epoca da imigração, pertencente ao Tirol de língua italiana.(Deve ser descendente de Giovanni Battista Raiser que ocupou o lote nº1 da linha Besenello). A família Belleti descende de Ludovico ou de Demetrio Belleti, da comune de Castelbelforte, da província de Mantova, ocuparam o lote nº 2 e 6 na linha ribeirão Trinta Réis.
Foto: cemitério central Nova Trento. Informações do livro Vincere o Morire de Renzo Grosselli. Postagem Jonas Cadorin