Filha de Antônio Maçaneiro e Domingas Demonti(Domingas era neta de Pietro Demonti, o tirolês que construiu o barco a vapor). Residiam na entrada do bairro Mato Queimado. O pai faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino. No leito de morte falou para esposa não dar para adoção nenhuma das crianças pois viria num sonho dar os números para tirar a sorte grande na loteria. Os números não vieram e a viúva, bravamente , com auxílio de vizinhos e amigos, criou a família. Desde cedo as meninas começaram a trabalhar. Com um pouco mais de idade foram trabalhar fora da cidade como domésticas. Alvina foi para São Paulo e lá viveu sua vida. Zola e Zélia foram morar em Curitiba. Maria do Carmo, Lourdes e Palmira ficaram em Nova Trento. Cláudio o único filho homem também viveu em Nova Trento. Todas constituíram família, Cláudio também.
“Enquanto planto flores e lavo o bule, te asseguro que não morro!” Célia ou Zélia era filha de Domingas Demonti e José Maçaneiro que faleceu aos 44 anos deixando a viúva com seis meninas e um menino – Alvina, Ana(Zola), Maria do Carmo(Carmem),Célia(Zélia), Palmira, Lourdes e Cláudio. Residiam num lote na entrada do bairro Bezenello. No leito de morte o marido falou a esposa que não doasse as filhas, filho, costume de uma época em que a vida era muito difícil. Disse que viria num sonho para trazer-lhe um número para tirar a sorte grande. Não veio! Dona Domingas fez o que pode, empregou as meninas em casas de família da cidade. Cláudio aprendeu o ofício de carpinteiro. Quando cresceram três delas foram foram trabalhar fora da cidade(Curitiba e São Paulo) onde casaram. Zélia casou com João Severino em Curitiba teve dois filhos: Cosme e Carlos. A mensagem que segue na foto a seguir foi escrita por seu filho Carlos, por ocasião de sua morte. Dona Zélia era uma pessoa carismática e ao longo de sua vida fez muitíssimos amigos e amigas no bairro onde residia exercendo a atividade de costureira.
Foto: Carlos Severino. Postagem e comentário: Jonas Cadorin
Homenagem do Banco SICOOB ao empreendedor Pietro Demonti por ocasião da 28 festa Incanto Trentino, realizada de 04 a 07 de agosto de 2022
Pietro Demonti(e)e sua esposa Rosa, naturais de Ronchi, no antigo Tirol, hoje Trentino, emigraram para Nova Trento em 1875. Era maquinista e mecânico de trem. O tirolez vira uma uma figura heroica com lendas e fatos permeando sua vida. Constrói em Nova Trento, no bairro Besenello, ajudado pela esposa Rosa e Giuseppe Bastiani um barco a vapor em uma época inoportuna, espera uma enchente para leva-lo até Tijucas onde pretendia iniciar o comércio de cabotagem em 1884, enfrentando os barões da época. Debilitado e sem recursos financeiros, morre meses depois, em dezembro de 1884 aos 44 anos. Seu exemplo de engenhosidade e empreendedorismo simboliza a vontade dos imigrantes de vencer na nova pátria.
BRAVO PIERO DEMONTE
Letra e música: Prof. Jonas Cadorin. Arranjos: Prof. Alan Facchini,julho2022
DA RONCHI NEL TIROL – DE RONCHI NO TIROL -A SCAMPAR DELA MISÉRIA – FUGINDO DA MISÉRIA – CON 35 ANI VENHU A NOVA TRENTO – COM 35 ANOS VEIO A NOVA TRENTO-PIERO DEMONTI E LA SU DONA ROSA – PIERO DEMONTI E SUA ESPOSA ROSA – NEL CUOR PIENO DI SOGNI – NO CORAÇÃO CHEIO DE SONHOS – E IN TESTA MILE IDÉE – E NA CABEÇA MIL IDEIAS E LA NAVE VA – E O BARCO VAI – A SLITAR NEL FIUME BRAÇO – DESLIZANDO NO RIO DO BRAÇO – PORTAVA RENTRO A SE – LEVAVA DENTRO DE SI – LA INGINIOSITÁ – A ENGENHOSIDADE – DEI NOSTRI BRAVI NONNI – DOS NOSSOS BRAVOS AVÓS – EL BRAVO FERÉR – O BRAVO FERREIRO – AIUTÁ PER LA SUA DONA – AJUDADO PELA ESPOSA – LA FAT UN VAPORET – CONSTRUIU UM PEQUENO BARCO A VAPOR – DE 13 METRI – DE 13 METRO – E TUTI CHE I VEDEA – E TODOS QUE O VIAM – I DIZEA SOTO VOCE – DIZIAM SUSSURANDO – LÉ PU CHE UN INZENIER – É MAIS QUE UM ENGENHEIRO –LÉ UM TIROLEZ TEMÔS – É UM TIROLEZ TEIMOSO – E LA NAVE VA …. E N’UNA BELA PIENA – E NUMA GRANDE ENCHENTE – LE NÁ SIN A TIJHUCA – FOI ATÉ TIJUCAS – DE LII A CITA HÁ FAT SQUANTI VIAZI – DAI ATÉ TIJUCAS FEZ ALGUMAS VIAGENS – MA STRAC E SENSA SOLDI – MAS CANSADO E SEM DINHEIRO –LÉ MORT LONTAN DE CASA – MORREU LONGE DE CASA RICORDEREMO SEMPRE – RECORDAREMOS SEMPRE – SUO EXEMPIO I E SUA STORIA – SEU EXEMPLO E SUA HISTÓRIA.
Grupo de amigas/amigo numa tarde de futebol no campo do Humaitá. Nestas ocasiões se vestia a melhor roupa e se flertava com possíveis parceiros, parceiras. Da esquerda para a direita: as irmas Zola e Alvina Demonti Maçaneiro, Eliseu Floriani e Celene Voltolini
Foto: álbum família Selma Cipriani Speranzini. Postagem Jonas Cadorin
Foto realizado defronte a residência da Sra Amália Demonti Zanluca, que ficava no pátio da atual empresa, Esquadrias Demonti. Da esquerda para a direita : Sras Tereza Demonti Tell, Rosa Demonti Tonini e Amália Demonti Zanluca. As meninas, de vestido branco: Sra Neide Tell, filha da Sra Tereza, a outra, desconhecida.
Fotos de 7 de setembro de 1965 do colégio Lacerda Coutinho. Da direita para a esquerda :Miriam ,Josefina e na frente Daiane Demonti e seu tio Iran César Demonti (Mano).
Na segunda, )
Daiane Demonti ( sobrenome de casada Gerber )- 1965
Quatro das sete irmãs Demonti, : Miriam, Aneli, Josefina , Maria Aparecida e Daiane.
Fotos: Daiane Demonti Gerber . Postagem: Jonas Cadorin
Na foto, Juraci Vicentini em plena juventude na década de 1980 na da casa Ida no Bairro Besenelo. Enfermeira competente e empática tratava os pacientes com carinho maternal. Estava aposentada por tempo de serviço. Ontem, dia 5 de abril, ela partiu. Deixou marido, três filhas e netos. Sua partida deixou a cidade em luto. Foi sepultada hoje, dia 7 de abril data em que se comemora o dia dos profissionais da saúde.
Foto: Vitalina Vicentini Piva. Postagem e comentário: Jonas Cadorin
Personagens inesquecíveis da história neotrentina: Clemente Demonti, ‘Lilim’, comerciante, morador do bairro Ponta Fina Norte, próximo ao oratório de Santo Antonin e Antônio Cipriani, ‘Tóni Canton’, carpinteiro e agricultor, morador do bairro Mato Queimado. Na foto os dois fazem o casal do casamento caipira na festa junina no colégio Francisco Mazzola no ano de …. , Clemente é o noivo. Ambos , pais de familia e profisonais respeitados, sempre que surgiam oportunidades davam vasão a sua veia teatral encenando vários personagens. Foto: Alexandre Cipriani. Postagem: Jonas Cadorin
Da esquerda para a direita: Américo Demonti, Jonas Cipriani (Tutuca), exímio trompetista (in memoriam,17.04.2017), em desfoque o falecido maestro Virgílio Tomasi Foto: arquivo da família Cipriani. Postagem: Jonas Cadorin