1940 – CARNAVAL DA CRUZADA EUCARÍSTICA

” Dia 4 / 02 / 1940 Domingo de Carnaval. Fez-se a adoração ao Santíssimo. Os cruzados estiveram vestidos com os distintivos: Medalha do cruzado, faixa com o distintivo cálice e hóstia, estandarte vermelho com Cruz de Malta.” O registro do padre vigário no livro das crônicas da paróquia evidencia a preocupação de se ter uma alternativa cristã(sacralização do cotidiano) para os festejos do carnaval que começava a se difundir na cidade.

Na foto dos membros da Cruzada Eucarística Infantil da localidade da Valsugana que se encontra afixada na sacristia da capela dedicada a santo Estanislau Kostka. A foto é da década de 1960, não traz a identificação das crianças. O padre na ocasião é o Pe. José Rodhen e o menino a seu ado era o sr. Luiz Albano Tamanini. As crianças, meninos e meninas, se encontram devidamente uniformizados, com uma estola com os simbolos da cruzada. Um detalhe: algumas crianças estão descalças. Calçado era artigo de luxo e como os pés das crianças estão em crescimento, muitas delas só iriam ter sapatos quando chegassem a juventude ou ‘herdassem’ de um irmão/irmã mais velho. Sapato sé se usava em festas e ocasiões muito especiais. Andar descalço era a regra. A Cruzada Eucarística foi implantada em todas as capelas da paróquia de Nova Trento em meados da década de 1930.

Foto e comentário: Jonas Cadorin

POLONESES EM NOVA TRENTO: UMA HISTÓRIA A SER RESGATADA

Quadro com um impresso do início do séc. XX vinda da Polônia para as colônias polonesas como propaganda dos movimentos de independência polonesa. O quadro se encontra na residência da senhora Valentina Aparecida Rubleski, moradora do bairro Valsugana, Nova Trento. “Simbologia: 1) ÁGUIA BRANCA: POLÔNIA; 2) CAVALEIRO: LITUÂNIA; 3) SÃO MIGUEL ARCANJO: UCRÂNIA; 4) NOSSA SENHORA DE CZĘSTOCHOWA, Rainha da Coroa Polonesa, rogai por nós; 5) BOŻE ZBAW POLSKĘ: Deus salve a Polônia. O brasão representa a união dos povos que formavam a antiga República das Duas Nações – Rzeczpospolita Obojga Narodów (1569-1795), que foi um dos maiores ( 990 000 km²) e mais populosos (10 500 000 hab) países da Europa no século XVII. Sua estrutura política: república aristocrática, semifederal e semiconfederada, foi constituída em 1569, pela União de Lublin, que uniu o Reino da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia, e durou nesta forma até a adoção da Constituição de 3 de maio de 1791.  A República abrangia não apenas os territórios do que são hoje a Polônia e a Lituânia, mas também todo o território da Bielorrússia e Letônia, grande parte da Ucrânia e Estônia e a parte ocidental da atual Rússia (óblasts de Smolensk e Kaliningrado). Originariamente as línguas oficiais da República eram o polonês e o latim (no Reino da Polônia) e o ruteno e o lituano (no Grão-Ducado da Lituânia).”

Foto: Jonas Cadorin. Informações: Informações de Jailson Fabijaki

1935 – PADRE JOSÉ VON LASSENBERG

Os padres jesuítas vieram atender os imigrantes em 1878 se comunicavam em quatro línguas: italiano, alemão, polonês e português. O padre Lassemberg, por dominar a língua alemã e polonesa, atendeu, por muitos anos, as comunidade do Pinheral, Valsugana e o núcleo Esteves Junior atual Boiteuxburgo. Os atendimentos aos paroquianos eram feitos a pé e a cavalo. O padre ficava ausente da sede por meses enfrentando as intempéries e acidentes com a cavalgadura … O padre rezava a missa, fazia os sermões atualizando as orientações da igreja católica,, organizava as irmandades(Cruzada Eucarística, Filhas de Maria, Apostolado da Oração…) atendia confissões, benzia as casas, benzia os doentes, animais e plantações, batizava, ministrava a extrema unção, rezava as cerimonias sepultamentos, mediava os conflitos entre vizinhos e questões de diferenças entre alemães, italianos, poloneses, portugueses… Numa época em que o poder público não chegava ao interior do município, o padre era a liderança que disciplinava e orientava a população. Era respeitado e recebido nas casas como um ministro de Deus na terra.

Foto: arquivo jesuíta. Postagem Jonas Cadorin

NOSSA SENHORA DA GLÓRIA – Quadro Valsugana

Foto de Nossa senhora da Glória que se encontra na sacristia da capela de Santo Estanislau Kostka, na Valsugana. A devoção a Nossa senhora fazia parte das regras da Cruzada Eucarística. A imagem traz detalhes florais, tipicos de trajes festivos poloneses. A pé da túnica aparacem bordadas o monograma JHS – Iesus Hominum Salvator” (Jesus Salvador dos Homens). O monograma foi adotado por Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, como emblema dos jesuítas. O papa Francisco, membro dos jesuítas, tem este monograma em seu escudo episcopal. Mais informaçoes sobre a devoção a a Nossa senhora da Gloria em https://cruzterrasanta.com.br/significado-e-simbolismo-de-nossa-senhora-da-gloria/26/103/. Foto e postagem: Jonas Cadorin

VALSUGANA – 1ª COMUNHÃO -anos 1980

Quadro que se encontra na sacrestia da Igreja da Valsugana. Neocumungantes fazem posam para foto com a catequista ( ? ) e o celebrante, vigário  Padre jesuita Otmar Jacob Schwengber. Mesmo sendo uma comunidade de interior é possivel observar a preocupação dos pais em paramentar devidadmente seus filhos e filhas para o evento. Os meninos de gravata e calça social, as meninas com coroa e véu, como se pequenas noivas. Reprodução da foto e postagem: Jonas Cadorin

CRUZADA EUCARÍSTICA INFANTIL – VALSUGANA

Foto dos membros da Cruzada Eucarística Infantil da localidade da Valsugana que se encontra afixada na sacristia dacapela dedicada a santo Estanislau Kostka. A foto é da década de 1960, não traz a identificação das crianças. O padre na ocasião é o Pe. José Rodhen e o menino aseu ado era o sr. Luiz Albano Tamanini.As crianças, meninos e meninas, se encontram devidamente uniformizados, com uma estola com os simbolos da cruzada. Um detalhe: algumas crianças estão descalças. Calçado era artigo de luxo e como os pés das crianças estão em crescimento, muitas delas só iriam ter sapatos quando chegassem a juventude ou ‘herdassem’ de um irmão/irmã mais velho. Sapato sé se usava em festas e ocosioes muito especiais. Andar descalço era a regra. A Cruzada Eucarística foi implantada em todas as capelas da paróquia de Nova Trento em meados da década de 1930.

“Por seu decreto Quam singulari, sobre a Comunhão das crianças (8 de julho de 1910) e Sacra Tridentina synodus (16 de julho de 1905) sobre a Comunhão Diária, São Pio X lançou as bases do que se tornou uma organização impressionante da Igreja por sua influência espiritual e sua extensão: a Cruzada Eucarística das Crianças. Quatro anos depois, em 1914, o mundo enlouquecido destruiu o que restava da civilização cristã em sangue, fogo e ódio. São Pio X viu seus pedidos urgentes de paz ignorados: o conciliador às tentativas de seu sucessor Bento XV foi tratado da mesma maneira. Após a guerra, centenas de milhares de crianças se juntaram às fileiras da Cruzada. A Cruzada encontrou na Organização de Apostolado da Oração o apoio necessário para sua propagação em todo o mundo. A Cruzada Eucarística das Crianças foi reconhecida canonicamente pelo Papa Pio XI em 6 de agosto de 1932. Na época, tinha três milhões de membros. Todo mês, um tesouro era composto pelo número total de sacrifícios feitos e cuidadosamente registrados pelas crianças. Era, então, enviado ao papa. Aqui está um exemplo: em setembro de 1934, a intenção era para padres e seminários; Foram oferecidas 695.585 missas, 509.585 comunhões, 3.785.529 visitas ao Santíssimo Sacramento, 4.939.544 sacrifícios etc.

Uma das características da Cruzada, além de ser composta por crianças, é a ênfase na devoção ao Santíssimo Sacramento. A criança, por suas Comunhões, oferece-se em sacrifício unida ao Supremo Sacrifício, a Missa. Não é de admirar que uma das conseqüências da Cruzada tenha sido o nascimento de multidões de vocações, como qualquer um que lesse os boletins da época viu claramente.

A Cruzada Eucarística continuou durante a Segunda Guerra Mundial com um renovado espírito de auto-sacrifício, lembrando as palavras de São Pio X: “Brandai a Cruz de Jesus e a mostrai-a à humanidade como única fonte de paz e salvação. ” Em 6 de janeiro de 1958, o Papa Pio XII deu uma aprovação solene e permanente. Era, embora ninguém soubesse naquele momento, o “canto dos cisnes” da Cruzada Eucarística: Os modernistas a queriam destruir. Ainda estava viva no início dos anos 50, mas duraria pouco. Muito em breve, novos sacerdotes com novos métodos foram designados para reformar o que eles chamavam com escárnio de “aquela religião dos papeizinhos” (fazendo alusão às folhas de papel em que os tesouros eram coletados). O nome do boletim foi alterado de “Hóstia” para “Compartilhamento”: um novo programa! O golpe final foi dado no pontificado de João XXIII. Em 1960, por ocasião da peregrinação da Cruzada a Roma, o nome da Cruzada foi alterado para Movimento Eucarístico Juvenil. ” fonte do texto: https://salvemaria.com.br/cruzada/ foto: arquivo : Jonas Cadorin

POLONESES EM NOVA TRENTO 1890 -1895

Nova trento é um municipio de imigrantes. Os Poloneses chegaram em Nova Trento entre 1890 a 1895 e foram instalados na localidade de Valsugana, um grupo de trezentas pessoas. Vinham de uma região da Polônia chamada Galizia , alguns de uma região de divisa com a Russia. O receseamento Geral do Município de Nova Trento realizado em 1919 apontava o número de 53 famílias polonesas (171 homens,161 mulheres). Atualmente a localidade está quase despovoada devido ao êxodo para áreas próximas ao centro ou outros municipios porovocado por falta de boas estradas, terrenos acidentados, falta de perpectivas de vida para os mais jovens… Sua contribuição para a construção da identidade do municipio é de valor inestimável e merece valorizção e estudos. Recomendo a leitura do livro da professora Terezinha Sobierajski Barreto, 1983, POLONESES EM SANA CATARINA.
Postagem Jonas Cadorin