POLONESES EM NOVA TRENTO: UMA HISTÓRIA A SER RESGATADA

Quadro com um impresso do início do séc. XX vinda da Polônia para as colônias polonesas como propaganda dos movimentos de independência polonesa. O quadro se encontra na residência da senhora Valentina Aparecida Rubleski, moradora do bairro Valsugana, Nova Trento. “Simbologia: 1) ÁGUIA BRANCA: POLÔNIA; 2) CAVALEIRO: LITUÂNIA; 3) SÃO MIGUEL ARCANJO: UCRÂNIA; 4) NOSSA SENHORA DE CZĘSTOCHOWA, Rainha da Coroa Polonesa, rogai por nós; 5) BOŻE ZBAW POLSKĘ: Deus salve a Polônia. O brasão representa a união dos povos que formavam a antiga República das Duas Nações – Rzeczpospolita Obojga Narodów (1569-1795), que foi um dos maiores ( 990 000 km²) e mais populosos (10 500 000 hab) países da Europa no século XVII. Sua estrutura política: república aristocrática, semifederal e semiconfederada, foi constituída em 1569, pela União de Lublin, que uniu o Reino da Polônia e o Grão-Ducado da Lituânia, e durou nesta forma até a adoção da Constituição de 3 de maio de 1791.  A República abrangia não apenas os territórios do que são hoje a Polônia e a Lituânia, mas também todo o território da Bielorrússia e Letônia, grande parte da Ucrânia e Estônia e a parte ocidental da atual Rússia (óblasts de Smolensk e Kaliningrado). Originariamente as línguas oficiais da República eram o polonês e o latim (no Reino da Polônia) e o ruteno e o lituano (no Grão-Ducado da Lituânia).”

Foto: Jonas Cadorin. Informações: Informações de Jailson Fabijaki

1956 – JOSÉ DALTROSO(da Áustria) e ROSA LIBARDO(da Itália)

José Daltroso(Daltrozzo) nascido em 19 de março de 1904 lavrador, filho de Antônio Daltroso, natural da Áustria (Ronchi e Luisa Libardo Daltroso, natural da Áustria. Rosa Libardo, nascida em 30 de junho de 1900, filha de Feliz Libardo natural da Itália e Santa Armelini, natural da Itália, ambos moradores na localidade de Três Barras, Nova Trento. Importante destacar que havia uma nítida distinção, de acordo com a certidão de casamento, entre os descendentes de austríacos(do Tirol de língua italiana) e italianos.(Lembrando que a região do Tirol foi anexada a Itália só em 1919).

Fonte: colaboração de Romulo Robert Daltroso . Postagem, Jonas Cadorin

1958 -ALTAR DA IGREJA DA LOCALIDADE DE CONQUISTA

“Para enriquecer seu acervo de imagens que contam a história de Nova Trento no site Al Fero, estou lhe enviando duas imagens do ano de 1958, da igreja da localidade de Conquista, ano que meu pai fabricou e doou o altar principal, que se encontra lá até hoje, em homenagem à São Francisco Xavier. O Altar em madeira de cedro, foi fabricado em 1958 pelo marceneiro Alberto Evaldo Meyer, in memoriam (20/10/1932-15/07/1997), morador e proprietário de uma marcenaria no Distrito de Agutí, que funcionou até outubro de 1979, quando atraído pelo êxodo rural em massa naquela época, mudou-se com a família para a parte urbana de Nova Trento. O altar foi doado para igreja dedicada à São Francisco Xavier, na localidade de Conquista, onde se encontra até hoje. A doação está registrada no Livro das Capelas atendidas pelos padres de Boiteuxburgo como feito merecedor de louvor. As duas fotos em preto em branco, são datadas de 1958, enquanto que as coloridas, mostram o altar em janeiro de 2024.” (Marcio Meyer)

Colaboração: Marcio Meyer. Postagem: Jonas Cadorin

GIACOMO TOMAZI E LUCIA FRANZOI

” Os Tomazi que hoje moram na localidade de São Luís, bairro Rio do Braço, residem no local desde o final do século XIX. Eles descendem do casal de imigrantes Tiroleses/Trentinos Giacomo Tomazi e Lucia Franzoi que migraram para Santa Catarina em 1875.”

A foto pertence ao álbum da família Tomazi. Postagem: Jonas Cadorin

2001 – NOVA TRENTO CIDADE DOS PRESÉPIOS

Equipe de artistas(professoras de Artes) montando presépios e decorações natalinas nas praças de Nova Trento em dezembro de 2001. Da esquerda para a direita a então secretária de cultura Ivana Cadore, saudosa Fátima Cipriani, Alíria Cadorin, Vera Sartori …,….. A tradição de confeccionar presépios foi trazida pelos imigrantes do Tirol/trentino. Em Nova Trento esta tradição da religiosidade popular (não folclore) foi incentivada pelos padres jesuítas se tornando um importante destaque da cultura neotrentina.

Fonte e comentário: arquivo pessoal Jonas Cadorin