VENDA NO BOM RETIRO

A foto , da década de 70, reproduz o ambiente de uma casa de comércio – mais conhecidas como ‘Vendas’, na localidade de Bom Retiro. As vendas eram os locais de adquirir o generos de primeira necessidade e as ‘novidades’ da cidade que também iam sendo difundidas no interior do municipio. Na venda da foto é possível observar uma geladeira da marca Climax, remédios como Cafiaspirina, Sonrisal entreoutros que se encontram no armário ao fundo do balcão. Linguiças, ovos, quijos, alho, enlatados, vassouras de palha, as tulhas(caixas de madeira no canto esquerdo da foto serviam para guardar grãos que eram vendidos a granel. sobre o balcão, o caneco de zinco que servia de medida), bebidas ‘gasosas’ são exibidas pelo menino. Um menino está fazendo compras com sua sacola de pano no braço. Dois homens estão tomando um ‘sluck’, um trago. O senhor sentado calça tamancos de madeira. Além de local de comércio muitas destas vendas serviam de espaço de socialização com mesas de jogo de baralho e cancha de bocha e salão de dança. A foto foi cedida por Marina Catani na casa que havia pertencido ao senhor Raimundo Marchi com autorização do dono atual. Se alguém conseguir identificar as pessoas favor mandar mensagem para jonas cadorin@gmail.com ou comentar na publicação.

Foto cedida por Marina Cattani. Postagem: Jonas Cadorin

NOVA AGÊNCIA CORREIOS E TELEGRÁFOS NOVA TRENTO 1967

1967 – Inauguração da nova agência dos Correios e Telégrafos de Nova Trento à rua Santo Inácio durante o mandato de Prefeito do Sr. Pedro Piva Junior. Na foto, da esquerda para a direita: Anselmo Piccoli,carteiro, Benjamim Battisttoti,(casal sem identificação era o diretor dos Correios de Florianópolis e esposa,), Bernardina Piva Valle, João Valle,de terno preto e sem gravata, Oscar Valle gerente do correio em Nova Trento, Manoel Barauna, carteiro. Os dois carteiros eram veteranos de guerra, “pracinhas” do exército brasileiro que combateram ao lado das forças aliadas em Monte Castelo, Itália. ( No ano de 2020 a sede da agência foi vendida. Atualmente o correio funciona em um prédio alugado ao lado da pousada Giacomelli)

Foto: Fatos e retratos de Ademar e Samara Campos,p.80. Postagem e comentários: Jonas Cadorin. (Ajudou na identificação das pessoas a Srª Janete Piva)

FUNERAIS DE ANA DALRI -1945

A foto retrata o funeral de Ana Dalri, nascida aos 19 de setembro de 1874 (no Tirol/trentino).Solteira Morava num cômodo contíguo á casa de seu irmão Francisco Dalri, no início do bairro Baixo Salto. Aos dezessete anos sofreu um acidente doméstico, uma lesão no rosto, numa das faces. A lesão evoluiu para um carcinoma (um dos tipos de câncer de pele) que lhe consumiu lentamente o rosto. Na época a medicina pouco sabia a respeito da doença e até mesmo analgésicos eram pouco potentes para doenças graves. Os relatos da irmã Rosa Dalri, sua sobrinha, em entrevista a Lorena Polli, informou que seu rosto ficava sempre coberto com tecidos leves para esconder e proteger os danos que produzidos pela doença a ponto de a mandíbula ficar exposta. Segundo ela , mesmo padecendo de dores lancinantes nunca se ouviu um único lamento. A câncer evoluiu com metástase. Ficou cega. No final da de uma vida de dores faleceu aos 71 anos de idade com fama de santidade. Seu funeral movimentou a cidade. Na foto seu caixão branco(em geral eram pretos), faz alusão ao martírio a que foi submetida. Na lápide de sua sepultura está esculpida a palma das mártires virgens cristãs está entalhada no mármore. Ao fundo o estandarte da congregação Mariana. O caixão está sendo carregado pelas Filhas de Maria com seu uniforme branco. Algumas delas levam flores , velas e rosário nas mãos. O padre Liduvino Santino tem nas mão o livro das exéquias. O cortejo fúnebre está saindo da igreja matriz que ainda exibe suas antigas portas de madeira entalhada. No canto inferior esquerdo da foto aparece uma caixa de repique e a baqueta o que nos leva a crer que o cortejo foi acompanhado pela banda padre Sabatini com suas marchas fúnebres.
O túmulo de Ana Dalri tornou-se local de visitação e vários são os ex-votos colocados ali fazendo menção a graças recebidas.A jornalista Lorena Poli escreveu um livro sobre os santos de cemitério de Nova Trento intitulado Gracia Ricevuta(ainda não publicado). Se você que nos segue tiver alguma graça ou depoimento que possa enriquecer a pesquisa sobre Ana Dalri, por gentileza pode comentar no post ou enviar email jonascadorin@gmail.com.

Foto Fúnebre: album de familia de Terezinha Natalina Dalri. Foto da lápide: Lorena Poli. Informações coletadas do livro Gracia Ricevuta. Síntese e postagem: Jonas Cadorin

GIOVANI BATTISTA TAMANINI – PASSAPORTE -AUSTRÍACO/TIROLÊS

Este é o passaporte de Giovanni Battista Tamanini ( patriarca da família Tamanini de Vígolo), um documento raríssimo que nos remete a chegada dos primeiros imigrantes trentinos que se estabeleceram  em Nova Trento, no ano de 1875. Como vocês podem observar, as inscrições no passaporte eram feitas em dois idiomas, o italiano e o alemão. Naquele período, a Província de Trento e toda a região do Trentino Alto Adige pertenciam ao Império Austro- Húngaro, isso explica o fato de muitos imigrantes trentinos estabelecidos em Nova Trento muitas vezes se identificarem como austríacos ou tiroleses, com cultura/história peculiar habitando território que posteriormente veio a se denominado como Trentino.. ( Aqui no site do Alfero, logo abaixo das categorias de de sobrenomes temos uma texto que resume a história dos tiroleses/trentinos que colonizaram diversas partes do Brasil, inclusive Nova Trento)
Acervo e comentário: Prof.  Jovane Tamanini
Colaboração: Alexandre A. Cipriani

PROCISSÃO – BANDA PADRE SABATTINI

Procissão da Congregação Mariana acompanhada pela Banda Padre Sabattini. Os congregados marianos exibem a fita (azul) com a medalha. Carregam um andor com uma imagem (suponho ser a do fundador do movimento, o jesuíta Jean Leunis – 1563). Na frente, com as vestes festivas para cerimônias especiais, o padre José Da Poian e dois acólitos(coroinhas ou como diziam no dialeto: theregoti). Mulheres(adultas e meninas) formavam uma fila(com vestidos que cobriam os braços e altura da saia bem abaixo do joelho, dentro da igreja sempre usavam um véu para cobrir a cabeça) e os homens(adultos e meninos) formavam outra fila (trajando o terno completo – paletó, gravata, colete, calça de ‘tergal” e sapato fetos nas sapatarias da cidade, sob encomenda. Muitos só tinham este terno que em geral havia sido usado para o casamento e que os acompanharia como roupa fúnebre). A data da foto é da década de 60, período em que o padre Da Poian atuou em Nova Trento.

foto: acervo da banda padre Sabattini. Postagem e comentário:Jonas cadorin

PREFEITURAS DE NOVA TRENTO

A PRIMEIRA SEDE DO PODER ADMINISTRATIVO FUNCIONOU NUM DOS PRÉDIOS À DIREITA NA FOTO DA PRAÇA GALILEU GALILEI (RENOMEADA PARA PRAÇA GETÙLIO VARGAS DURANTE A CAMPANHA DE NACIONALIZAÇÃO DA LÍNGUA NA DECADA DE 1940)
COM A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE NOVA TRENTO EM 8 DE AGOSTO DE 1892 A PREFEITURA FOI TRANSFERIDA PARA A PRAÇA DA BANDEIRA, ATUAL PRAÇA DEL COMUNE, ONDE HOJE ESTÁ SITUADO O PONTO DE TÁXI. NOS FUNDOS DA PREFEITURA É POSSÍVEL VISUALIZAR O ANEXO ONDE FUNCIONAVA DA DELGACIA E A CADEIA PÚBLICA.
NA DECADA DE 1970 FOI CONSTRUÍDA A NOVA SEDE DA PREFEITURA SAINDO DA ESQUINA PARA OS FUNDOS DA PARTE CENTRAL DA PRAÇA
11 DE AGOSTO FOI INAUGURADA A ATUAL SEDE DA PREFEITURA SEGUINDO A ARQUITETURA DE PRÉDIOS DA REGIÃO DO TRENTINO
O ENTÃO GOVERNADOR LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA E PREFEITA SANDRA REGINA ECCEL OFICIALIZANDO A INAUGURAÇÃO DO PRÉDIO
GRUPO FOLK NEA TRIDENTUM, DE NOVA TRENTO

Postagem Jonas Cadorin. Fotos do arquivo pessoal e do jornal O Município do dia 13.08.2007

ALEXANDRE ATILIO VISINTAINER

Faleceu aos no dia 07 de janeiro de 2021, aos 103 anos,Alexandre Atilio Visintainer. Nascido em 4 de março de 1917, era o último sobrinho-neto de Santa Paulina. Filho de Marta e Manoel Benjamin Visintainer, o segundo irmão da Santa, falecido em 1976. (Santa Paulina teve 13 irmãos.) Foi pai de 14 filhos, com 38 netos e 17 bisnetos. Produtor de vinho artesanal ,aposentado, vivia numa casa típica de madeira (uma das últimas do bairro Alto Alferes) cercada por uma pequena plantação de uvas e assistido pelo filho Agenor e a nora, Maria. A esposa faleceu há 23 anos. Falante do dialeto tirolez/trentino mantinha a tradição do vinho e do cachimbo. A última vez que viu a tia Santa viva foi quando faleceu o pai dela, Antonio Napoleone Visintainer. “Eu era pequeno quando Santa Paulina deixou Nova Trento para ir à São Paulo”, relata. Este fato foi com aproximadamente 10 anos de idade.”(informação dada ao jornal da aquidiocese de Florianópolis em 2016)

Foto: Jornal O Municipio de 08.01.2021. Postagem Jonas Cadorin

ÂNGELO MAURICI

Ângelo Maurici nasceu em Nova Trento em 1900 e morreu em 1971. Foi o primeiro motorista de ônibus na cidade. Foi também o fundador da empresa Transporte Coletivo Maurici. Posteriromente a empresa foi vendida ao Sr. Atilio Batistotti da cidade de Brusque.No ano de 1992, quando Nova Trento comemoru cem anos de emancipação política, na gestão do prefeito Saul Rover, foi inaugurado o terminal rodoviário no bairro Besenelo, que leva seu nome por indicação do então vereador Valdemir Luiz Quaiato.

Fonte : Jornal Correio Regional,07.08.1992. Postagem : Jonas Cadorin